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sábado, março 30, 2013

Inteira

Ouça o poema na voz de Diego Machado

Sob a lua quase inteira
A vida quase inteira
A noite quase inteira
Reflexo quase inteiro

Sob a lua em fase cheia
A vida quase cheia
A noite quase cheia
O amor é quase cheio

Na lua quase inteira
Faltava um pedaço
Na vida em poesia
Sempre falta um traço

Falta a rima perfeita
Na palavra inesperada
Plena e falsa ilusão
ao dizer que falta nada

Sob a lua quase inteira
A poesia quase inteira
A mentira quase inteira
Em um copo quase inteiro

Nesse copo, tem a noite quase inteira
Na mentira, uma vida quase inteira
Na poesia, a ilusão quase inteira
E eu vivo quase inteiro

Quase, pois sempre falta alguém
Quase, pois o passado nos traz alguém
Quase, pois o futuro reserva alguém
Nesse mundo quase inteiro

No mundo, no fundo, no peito quase cheio
No amor, no sonho, no desejo quase cheio
No verso, no encanto, em tudo quase cheio
Percebemos que, na real, não passamos de meio.

(acordei hoje com esta poesia"quase inteira" pronta na cabeça. Precisava transcrevê-la imediatamente. Boa poesia e bom dia aos leitores.)

sexta-feira, março 22, 2013

Lua minguante

A lua não mais refletia
Sua imagem
Teu rosto já foi luz do dia
Paisagem

Hoje, com nuvens no céu
O sol logo se acinzentou
O sonho passou pro papel
O brilho, enfim ofuscou

A luz que já fez lua cheia
Tão minguante, e em passado, crescente
Lua nova se apaga na areia
Sem mais ondas, maré que rebente

O beijo de olhos fechados
Enxerga no fundo o que é solidão
E os batimentos acelerados
São controlados na dura razão



(esta é a postagem 200 no blog)