terça-feira, março 08, 2011

São Paulinas

Ser mulher é uma benção
Ser são paulina é uma dádiva
As mulheres nos encantam
As são paulinas nos completam
Mulheres são dignas de homenagem
São paulinas, de cortejos
Mulheres merecem companhia
São paulinas, as têm
Mulheres são seres divinos
São paulinas, carregam a santidade no peito
Mulheres se arrumam, se perfumam
São paulinas também, mas com o manto soberano
Mulheres são fortalezas e guerreiras
São paulinas, têm o espírito da luta
Mulheres amam
São Paulinas também
Mulheres sabem viver
São Paulinas vivem do aprendizado da vida
Mulheres são movidas à emoção
São Paulinas são a própria emoção
E mulheres têm seus defeitos, qualidades, o seu dia
São Paulinas; ah, as sãopaulinas...
São mais cores, mais amores, são tricolores.

Perfeita Criação

HOMENAGEM AO DIA DAS MULHERES

Belezas indescritíveis
Somente comparadas
Às imagens mais sensíveis
Flores, luas, combinadas

Na cor, na forma perfeita
Que o ser mulher conjumina
Na alma entregue, verdadeira
Da força e garra feminina

Traz no ventre, a ternura
Do nascituro e sensualidade
A mais perfeita criação ilustra
A forma humana da divindade

É poderio e romantismo
Vaidosa e em maioria
Suplantou o tal machismo
Venceu com o dia a dia

Manias elas tem também
Sequer ousamos entender
São ao nosso próprio bem
Somos incapazes de perceber

Por isso, que o charme causa encanto
E faz de nós o que bem quer
Qualquer sensação não causa espanto
Se frente a ela, está a mulher


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Segredo é o amor


De novo, pra falar de amor
Quando vem do coração, sai sem pudor
De rima-lo com a frequente dor
Sem qualquer, receio, vergonha, temor

Perdão agora quero pedir
Antes cantado, vou repetir
Perdoe a minha simplicidade
Abusar das rimas: amor e saudade

Amar é fórmula que simplifica
Tal equação, nem Freud explica
Amor é ato repetitivo
Remédio com princípio ativo

Que tem contra-indicações
Ferir dois, três corações
E pode não ser reagente
Solidão é vírus tão presente

Amor, transcedental
Química física, sexual
Lamento quem nunca amou
Quem também não se entregou

Pois esse, da vida não pode dizer
Que conhece alegria e prazer
Se puder, ame, ame, ame, sem medo
Já amei tanto, muito amarei, e hoje eu sei
Que a felicidade se esconde nesse segredo

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Domingo TV

Em um domingo caseiro (20.02.11), tentei assistir à TV, que chiava. Ventania e parabólica, definitivamente não combinam. Quando funcionou, tive que assistir ao canal de símbolo e nome que se referem ao formato esférico, que neste domingo estava (com o perdão da ironia), mais redondo ainda e com a programação (perdão novamente), redondinha também. Ronaldo, o dia todo. Beleza, vai. Homenagem merecida.

Mas, para meu espanto... espanto nada, dificilmente algo me assusta nesse sentido. No sofá, tentei zapear a maior invenção da humanidade depois da roda, o controle remoto. Desesperador. Mantidas as formas geométricas, o concorrente discutia, ou melhor, reaquecia a fama de seios falantes e deprimidos, portadores de algo ao seu redor que, se não me engano, até certo tempo, se chamava mulher.

E, não contente com a valorização de um tema tão relevante (?!): seios deprimidos; a divagação opinativa (já que embasamento teórico foi ridiculamente ignorado) ganhava o carimbo e a tarja preta, seja aquela “censurado” que cobria as fartas mamas, seja as tarjas de censura num sentido mais amplo de “proibições”. Não que preferisse tal forma de controle, contudo, pergunto: por que não recorrer a opiniões abalizadas, ou pra ser mais preciso, informações de um especialista, e não opiniões a esmo para sanar qualquer lamentação infundada do par de seios e do desenvolto falador de microfone, opinador inapto, porém convicto? Tem algo muito estranho mesmo...

Redondos por redondos, optei pela bola de verdade, pelas pelejas na TV.

- Nossa!!! Que avanço...

Ok, reconheço que a troca não foi tão vantajosa assim, mas serviu para refletir sobre o tempo que dedico ao mágico e fascinante eletrodoméstico e que ele, em suas formas cada vez mais arredondadas, vem deixando seus espectadores cada vez mais retos, fininhos, vazios, sem programação e, por que não, (quase) quadrados?

P.S.: O pior é que, domingo a domingo, a cena se repete...

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Noite, Eu

Entre copas, lua cheia
Entre galhos, luz permeia
Acende o que era escuro
Sonho irreal, sonho futuro

De um movimento perdido
Um fluxo de olhar omitido
Conduzido a canções e lembranças
Sensações irreais às crianças

Que aguçam o maduro paladar
Assim como café ao despertar
Desejando a noite negra e clara
Que assim como a hora, não para

O ontem, agora se faz presente
Na leitura do poeta, indiretamente
Oblíqua volúpia, sombreado apogeu
Noturno, obscuro, mascarado eu

sábado, fevereiro 19, 2011

Sonhos reais

Sonhos
Acordados
Adormecidos
Inesperados

Saudades
Prazeres
Verdades
Vontades

Inconscientes
Racionais
Sonhadas
(Ir)reais

Controlados
Improváveis
Realizados
Saciáveis

Por que sonhar com algo irreal
Que não existe na consciência?
Sonhos e vida: mistura fatal
Inexplicável até à ciência

Viagens, sonhos, pesadelos, reações
Vida, ciência, consciência inconsequente
Respira, acorda e faz lamentações
Agora, desperto, quero sonhá-lo novamente

sábado, fevereiro 12, 2011

Clara Escuridão


Esperando o dia clarear
E não é só o sol sair
Esperar nuvem se abrir
Para o dia começar

Sentado aqui, vejo o breu
Não por questão de horas
Escuridão entre histórias
Que o dia não esclareceu

Sob o sol, raios velados
Tempestades impetuosas
Verdades sobre nebulosas
Flashes, fatos não revelados

Enquanto isso, amanhece
Lindo azul clareia o Vale
E por mais que o dia não fale
Esconde claramente o que acontece