Nos anos 2000, os primeiros 10 anos estão terminando. A família está se acabando. Não quero ser antiquado, mas olhe por esse lado. Há muitos filhos largados, abandonados, menosprezados ou até deixados em um dos lados dos rios e lagos. Lagos ou latas. De lixo. Século XXI, não quero ser mais um a cooperar com a loucura. Maluquice pura. Egoísmo demais. Um filho a mais. Símbolo de paz? Isso ficou pra trás. Sobra muito choro e um “Aqui jaz”.
Não me parece tão normal reforçar esse sistema que não é nada legal. Mas não tem problema. O maior dilema é datar a cena. A pergunta é quando e não por que. Por quê? Por que é claro, vivemos pra deixar. Deixar o que? Para quem? Mas relaxa, tudo bem. Deus vai nos ajudar. O governo também. Tem bolsa e auxílio tudo, mas afirmo e não mudo que tudo o que é dado não é valorizado, não vem do suado trabalho pesado, vem doado, como esmola pra pesar na sacola do supermercado.
Hoje está legal pra viver? Você que tem que dizer. Se vir um amigo sofrer, o que vai fazer? Socorrer? Pense pra valer antes de responder. Em meio a crimes banais, passionais, rivais, brutais, fiscais, morais, você quer mais? Quer ver um filho teu revoltado, indignado, ou não vê-lo fugir da luta, como canta o hino? Quer uma personalidade bruta, vil ou um pateta imbecil?
Não é só educação. É conscientização. É superlotação. É sua emoção e a desse coração que mal iniciou a respiração, mas tem pulsação, emoção, tensão, razão e por que não mais um boneco da televisão, os Comand(ad)os em Ação? Ação comandada sem ser questionada, indagada, interpelada por quem não sabe nada, nem que veio ao mundo e porque o colocaram num canto imundo. Não falo do lixo da rua, mas da cidade inteira. Rios vias, ar. Pessoas, dinheiro, lar.
Tudo parece uma lixeira, isso sem falar na enorme sujeira que nos cerca, independe para onde você olhar. Não dá para relutar! É ruim aceitar e não é brincadeira.
Por falar em brincadeira marionete, vê se para de jogar confete em quem te apunhala a canivete.
O corte é cada vez mais fundo e não é como cirurgia, que tem direito à anestesia, ou como um parto cesária para dar à luz outra vida, outra alegria, a quem tanto essa criança esperava. O furo da faca fere firme, frio, forte, fundo, fixa, puxa e abre da barriga até o peito e parece que não tem jeito.
É a norma. Entendamos que norma e normal tenham origem na mesma palavra, no entanto, tudo o que é norma é normal? Por quê? Coincidentemente também rima com igual. Isso é bom ou mau? Por mais que a métrica poética não favoreça, prefiro as rimas anormal, ideal ou até diferente, mesmo que não mereça nomeação condizente.
Hoje, pra resumir a história, guardo o passado, a glória, a memória, a honra e a vitória, só não quero redigir mais enredo. O futuro dá medo. Todos sabem, não é segredo, que os problemas vêm mais cedo e cada um à sua forma. Eu tento fugir da norma, mas me ronda e põe limites pra caminhar, mas outro caminho vou trilhar, vou desviar. Como a expectativa é de amargar, não vou participar desse rito milenar e fazer a humanidade (?!) continuar... se destruindo como está.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Laços de Amizade
Um amigo, um irmão
Mais que sangue,união
Laços sinceros
Desde o pranto à bonança
Desespero, esperança
Parceiros eternos
Amizade que é dita da boca pra fora
Se faz numa hora
Mas não se demora
Partiu, foi embora
Amizade do peito, que é verdadeira
Se torna a primeira
E real companheira
Da vida inteira
Mais que sangue,união
Laços sinceros
Desde o pranto à bonança
Desespero, esperança
Parceiros eternos
Amizade que é dita da boca pra fora
Se faz numa hora
Mas não se demora
Partiu, foi embora
Amizade do peito, que é verdadeira
Se torna a primeira
E real companheira
Da vida inteira
domingo, novembro 29, 2009
Primavera Renovada
Ah, como é bela a primavera
As flores que no outono morrem
Renascem para outra era
No outono, no inverno e até no verão
perfumam campos em cada estação
Que exalam outra nova sensação
De sentir o olor das rosas,
das tulipas, orquídeas ou violetas,
refletindo o sol em nossas vidas
O frio asfalto serão ruas floridas
Mais uma primavera que se inicia
Para transformar o cinza em cor
Apagar as palavras incorretas
E reescrevê-las com esplendor
Com simplicidade rumando metas
Passo a passo sobre as barreiras
Sem limites nem fronteiras
Viva a vida a sorrir
Um sorriso abrindo portas
As portas de um novo lar
Que começam a desabrochar
Sobre os espinhos nos encantar
Com alguns galhos a desviar
O percurso de onde quer chegar
Na beleza da flor
No espinho da dor
No cair de uma tarde
Sob o sol que muito arde
Sem refresco ao calor
A natureza agradece
Mais uma primavera que acontece
Mais alguém que se engrandece
Com mais uma
Flor e espinho
Que com muito carinho
Se faz outra vez
Diferente das outras
Diferente de todas
Exala o suave cheiro de paz
Que a sua presença traz
E viva mais uma primavera
Com o charme e beleza da última
Porém renovada
Pois ninguém nem mais nada
Pode roubar de você
A felicidade que deve viver
As flores que no outono morrem
Renascem para outra era
No outono, no inverno e até no verão
perfumam campos em cada estação
Que exalam outra nova sensação
De sentir o olor das rosas,
das tulipas, orquídeas ou violetas,
refletindo o sol em nossas vidas
O frio asfalto serão ruas floridas
Mais uma primavera que se inicia
Para transformar o cinza em cor
Apagar as palavras incorretas
E reescrevê-las com esplendor
Com simplicidade rumando metas
Passo a passo sobre as barreiras
Sem limites nem fronteiras
Viva a vida a sorrir
Um sorriso abrindo portas
As portas de um novo lar
Que começam a desabrochar
Sobre os espinhos nos encantar
Com alguns galhos a desviar
O percurso de onde quer chegar
Na beleza da flor
No espinho da dor
No cair de uma tarde
Sob o sol que muito arde
Sem refresco ao calor
A natureza agradece
Mais uma primavera que acontece
Mais alguém que se engrandece
Com mais uma
Flor e espinho
Que com muito carinho
Se faz outra vez
Diferente das outras
Diferente de todas
Exala o suave cheiro de paz
Que a sua presença traz
E viva mais uma primavera
Com o charme e beleza da última
Porém renovada
Pois ninguém nem mais nada
Pode roubar de você
A felicidade que deve viver
Paiê
Pai, o meu herói foi você
Pai, o espelho do que eu quero ser
Pai, imagem perfeita do amor
Pai, muito mais que pai, meu avô
Pai, eu sinto sua falta entre nós
Pai, do beijo, do abraço e da voz
Pai, eu sigo os conselhos que deu
Pai, pra mim você nunca morreu
Paiê, paiê, assim que eu chamava você
Paiê, paiê, você que me ensinou viver
Paiê, paiê, papai, vovô
De chefe da família
A nosso protetor
Pai, o espelho do que eu quero ser
Pai, imagem perfeita do amor
Pai, muito mais que pai, meu avô
Pai, eu sinto sua falta entre nós
Pai, do beijo, do abraço e da voz
Pai, eu sigo os conselhos que deu
Pai, pra mim você nunca morreu
Paiê, paiê, assim que eu chamava você
Paiê, paiê, você que me ensinou viver
Paiê, paiê, papai, vovô
De chefe da família
A nosso protetor
sexta-feira, novembro 27, 2009
Por quê?
Por quê?
Temos que tomar tantas decisões?
Muitas vezes nem temos condições
Mas precisamos tomá-las
Por quê?
A pressão nos exige posições
Quase sempre afetam corações
E não podemos adiá-las
Por quê?
Rotulamos e queremos nomeações
Necessitamos de definições
E não podemos mudá-las
Por quê?
A vida nos coloca em situações
Que temos dezenas de opções
Onde o intuito é acertá-las
Por quê?
Mesmo ouvindo opiniões
Envolvemos-nos em confusões
E é difícil consertá-las
Por quê?
Impomos-nos obrigações
Afetamos-nos com pressões
Não conseguimos relutá-las
Por quê?
Sempre enfrentamos furacões
E tantas e tantas razões
Temos que escutá-las
Por quê?
Somos um poço de indecisões
Infinito universo de questões
E as respostas, temos que dá-las
Por quê?
O viver nos dá duas visões
Seguir razão ou emoções?
E não dá para juntá-las
Por quê?
Vivemos intensas reflexões
Com duas mãos ou direções
E temos que caminhá-las
Por quê?
Rimamos, compomos canções
Sobre amores e ilusões
Na vontade de relatá-las
Por quê?
Sofremos tantas alterações
Somos eternas repetições
Não podemos apagá-las
Por quê?
Cada uma de nossas ações
Do futuro são construções
Que vamos estruturá-las
Por quê?
Causam-nos muitas aflições
Todas essas indecisões
Mas temos que encará-las...
Temos que tomar tantas decisões?
Muitas vezes nem temos condições
Mas precisamos tomá-las
Por quê?
A pressão nos exige posições
Quase sempre afetam corações
E não podemos adiá-las
Por quê?
Rotulamos e queremos nomeações
Necessitamos de definições
E não podemos mudá-las
Por quê?
A vida nos coloca em situações
Que temos dezenas de opções
Onde o intuito é acertá-las
Por quê?
Mesmo ouvindo opiniões
Envolvemos-nos em confusões
E é difícil consertá-las
Por quê?
Impomos-nos obrigações
Afetamos-nos com pressões
Não conseguimos relutá-las
Por quê?
Sempre enfrentamos furacões
E tantas e tantas razões
Temos que escutá-las
Por quê?
Somos um poço de indecisões
Infinito universo de questões
E as respostas, temos que dá-las
Por quê?
O viver nos dá duas visões
Seguir razão ou emoções?
E não dá para juntá-las
Por quê?
Vivemos intensas reflexões
Com duas mãos ou direções
E temos que caminhá-las
Por quê?
Rimamos, compomos canções
Sobre amores e ilusões
Na vontade de relatá-las
Por quê?
Sofremos tantas alterações
Somos eternas repetições
Não podemos apagá-las
Por quê?
Cada uma de nossas ações
Do futuro são construções
Que vamos estruturá-las
Por quê?
Causam-nos muitas aflições
Todas essas indecisões
Mas temos que encará-las...
Noutro Altar
Foi mais que um sorriso
Foi sorriso no olhar
Que implantou o feitiço
Tal qual o luar
Que ao entardecer
Começa a nos brindar
Ao ver o sol descer
E a lua levantar
Doce, linda e meiga
Capaz de superar
Ultrapassar a fronteira
E o laço desatar
Abandonar aquele anel
Outro caminho trilhar
Esquecer o dia do véu
E subir noutro altar
Com olhos que sorriem
Ao te ver passar
Pulsações que aceleram
Se fico a te fitar
Charme, beleza e encanto
Paixão para sonhar
Quem sabe noutro canto
Iremos nos encontrar?
Foi sorriso no olhar
Que implantou o feitiço
Tal qual o luar
Que ao entardecer
Começa a nos brindar
Ao ver o sol descer
E a lua levantar
Doce, linda e meiga
Capaz de superar
Ultrapassar a fronteira
E o laço desatar
Abandonar aquele anel
Outro caminho trilhar
Esquecer o dia do véu
E subir noutro altar
Com olhos que sorriem
Ao te ver passar
Pulsações que aceleram
Se fico a te fitar
Charme, beleza e encanto
Paixão para sonhar
Quem sabe noutro canto
Iremos nos encontrar?
Palavras Ocultadas
Vivemos sem viver
Sorrimos sem porquê
Sofremos sem cair
Apanhamos sem bater
Sem bater por não poder
Se não podemos, quem pode?
Quem é o que tem!
E sobre o mal, sobre o bem,
se mantém sobre mim
e também sobre as palavras,
presas e caladas
que ecoam o meu fim.
A morte muda e rouca
que entre nós flutua louca.
Aos gritos, desabafa
em qualquer folha escondida
ou não entendida,
em um recinto escuro
onde o mundo esconde a vida
Sorrimos sem porquê
Sofremos sem cair
Apanhamos sem bater
Sem bater por não poder
Se não podemos, quem pode?
Quem é o que tem!
E sobre o mal, sobre o bem,
se mantém sobre mim
e também sobre as palavras,
presas e caladas
que ecoam o meu fim.
A morte muda e rouca
que entre nós flutua louca.
Aos gritos, desabafa
em qualquer folha escondida
ou não entendida,
em um recinto escuro
onde o mundo esconde a vida
Assinar:
Postagens (Atom)