Depois de cumprida minha
função
Voz e palavras, alegria e emoção
Entrei no carro, percorria uma avenida
Tive a atenção na via distraída
Reparei num bar já de porta abaixada
Long-necks nas mãos esquentavam
Uma mesa naquela vaga de calçada
Selfie sendo posicionada
Sorrisos se preparavam
No rádio, tocava Machuca Demais
Só Pra Contrariar
Eu só pensava em quantos casais
Quantos sozinhos em saudades individuais
Sentiam a canção machucar
Na mesma hora, pensei também
Em quem através do casco
Atrás do fardo
Parece bem
A noite na rua se vê de tudo
Numa escala de felicidade
Tem todos os graus se cruzando
Conforme a noite passa, vão trocando
Ideias, posições, intimidade
Num ponto de ônibus à frente, eu vi
A moça no colo do rapaz
Ele no traje do trampo, uniformizado
De branco, talvez, um açougue, bem capaz
Que o rapaz da moça era namorado
Sei lá, marido
No segundo que passei por eles,
Um selinho consentido
Em plena madrugada
Em meu retorno, no caminho
A rádio continuava
Com cara de madrugada
Com música de madrugada
Uma sequência inapelável
Por vinhetas da rádio emendada
Pra quem ouvisse lembrar
De uma época, de alguém que amou
Ou um amor presente aí contigo
Num aconchego, ao pé do ouvido
A música tocou
Meu carro passando
Naquele bar fechando
Aquela turma eternizando
Um story que se apagou
Voz e palavras, alegria e emoção
Entrei no carro, percorria uma avenida
Tive a atenção na via distraída
Reparei num bar já de porta abaixada
Long-necks nas mãos esquentavam
Uma mesa naquela vaga de calçada
Selfie sendo posicionada
Sorrisos se preparavam
No rádio, tocava Machuca Demais
Só Pra Contrariar
Eu só pensava em quantos casais
Quantos sozinhos em saudades individuais
Sentiam a canção machucar
Na mesma hora, pensei também
Em quem através do casco
Atrás do fardo
Parece bem
A noite na rua se vê de tudo
Numa escala de felicidade
Tem todos os graus se cruzando
Conforme a noite passa, vão trocando
Ideias, posições, intimidade
Num ponto de ônibus à frente, eu vi
A moça no colo do rapaz
Ele no traje do trampo, uniformizado
De branco, talvez, um açougue, bem capaz
Que o rapaz da moça era namorado
Sei lá, marido
No segundo que passei por eles,
Um selinho consentido
Em plena madrugada
Em meu retorno, no caminho
A rádio continuava
Com cara de madrugada
Com música de madrugada
Uma sequência inapelável
Por vinhetas da rádio emendada
Pra quem ouvisse lembrar
De uma época, de alguém que amou
Ou um amor presente aí contigo
Num aconchego, ao pé do ouvido
A música tocou
Meu carro passando
Naquele bar fechando
Aquela turma eternizando
Um story que se apagou

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