Descalabro é apelido
Desigual retrato
Era um equilibrista
Sobre um monociclo
No farol pra Autonomistas
O vermelho é o período
Era também malabarista
Girava um bambolê no pé
Embaixadinha, outra arte
Era tanta habilidade
Ainda vendo, não pus fé
O rapaz usava um chapéu
No amarelo se preparava
Fechou, começa o show
Que nenhuma palma escutava
Não sei se se virava nos trinta
Como no quadro da televisão
Não sei se o dia paga os 30
De trocado, mão em mão
A vida é um desequilíbrio, veio a frase
Eu olhando aquele artista
Na Salém Bechara com a Autonomista
Sem que ninguém se revoltasse
Sem que ninguém se perguntasse (ou orasse)
Pra que ele resista
Os temporais vão passar, eu já ouvi
Nesses dias, ele nem pode estar lá
Pode derrapar o pneu, o pino cair
O bambolê ou a bola na Primitiva rolar
Ah, mas, ele poderia estar num circo
Meu amigo, todos estamos e faz tempo
Sem essa de Respeitável Público
A plateia vive em sofrimento
Sem aplausos efusivos
Nem aos palhaços, gargalhada
A risada não tem sentido
Se nossa dor é a piada
A vida é um desequilíbrio
A gente arruma emprego, destrói o emocional
Física e mentalmente comprometidos
Corremos e vibramos positivos
Pra atrair o capital
Aí estabiliza no banco
Tá verdinho no aplicativo
Só que é no vermelho que se soma
Trocas, trocados e a vida truca!
Seis! Cês corre por juízo?
É do jogo o blefe, não a fuga
A vida é um desequilíbrio

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