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segunda-feira, outubro 07, 2024

A Vida É Um Desequilíbrio

A vida é um desequilíbrio
Um descabido desacato
Descalabro é apelido
Desigual retrato

Era um equilibrista
Sobre um monociclo
No farol pra Autonomistas
O vermelho é o período

Era também malabarista
Girava um bambolê no pé
Embaixadinha, outra arte
Era tanta habilidade
Ainda vendo, não pus fé

O rapaz usava um chapéu
No amarelo se preparava
Fechou, começa o show
Que nenhuma palma escutava

Não sei se se virava nos trinta
Como no quadro da televisão
Não sei se o dia paga os 30
De trocado, mão em mão

A vida é um desequilíbrio, veio a frase
Eu olhando aquele artista
Na Salém Bechara com a Autonomista
Sem que ninguém se revoltasse
Sem que ninguém se perguntasse (ou orasse)
Pra que ele resista

Os temporais vão passar, eu já ouvi
Nesses dias, ele nem pode estar lá
Pode derrapar o pneu, o pino cair
O bambolê ou a bola na Primitiva rolar

Ah, mas, ele poderia estar num circo
Meu amigo, todos estamos e faz tempo
Sem essa de Respeitável Público
A plateia vive em sofrimento

Sem aplausos efusivos
Nem aos palhaços, gargalhada
A risada não tem sentido
Se nossa dor é a piada

A vida é um desequilíbrio
A gente arruma emprego, destrói o emocional
Física e mentalmente comprometidos
Corremos e vibramos positivos
Pra atrair o capital

Aí estabiliza no banco
Tá verdinho no aplicativo
Só que é no vermelho que se soma
Trocas, trocados e a vida truca!
Seis! Cês corre por juízo?
É do jogo o blefe, não a fuga
A vida é um desequilíbrio

terça-feira, outubro 30, 2012

Culpa na contramão

Este é o primeiro post que crio exclusivamente para falar de Ouro Fino. Assunto: Mudanças no trânsito.

A Prefeito José Serra não será mais subida naquele trechinho da Baronesa até a 13 de Maio. E a Delfim, mão de quem vai do bairro pro Centro e a Marechal, a rota inversa. Beleza. Prudentes as mudanças, necessárias até, diria. A Delfim é tensa.

Algumas ponderações: as mudanças foram definidas pela comissão de trânsito criada na cidade e, por afobação, estipularam que em uma semana, já valeriam as mudanças. Pergunto: houve algum estudo para avaliar a quantidade de carros que passam ali diariamente? Será que aquela rua de bloquetes (Marechal) vai aguentar o tráfego?

Acompanhei comentários nas redes. Houve posicionamentos favoráveis à tentativa e, caso não funcione, que se volte ao sistema atual. Na contramão da era das pesquisas e estudos, uma tentativa sem preparação, sem avaliação técnica pode gerar mais prejuízos que benfeitorias.

Repito: Sou a favor das mudanças, mas, antes, a Marechal deveria ser "arrumada" pra aguentar o tranco. Se a Marechal arrebentar com o aumento de veículos trafegando, terão que consertar. Para isso, trechos serão interditados e por onde será feito o desvio? Hein?! Adivinha... Pela Delfim, provavelmente... Genial!

Quanto à implantação dos novos sentidos e os adiamentos da validade, que me desculpem as autoridades, mas vejo somente um culpado: a afobação. As mudanças foram definidas e, sem nenhum aviso nas vias, o prazo para a prática das inversões de fluxo foi curtíssimo para informar toda a população. Além de mais tempo, era necessário mais publicidade das definições. Não houve. Faixas? Pasmem, fui informado que, em Ouro Fino, há uma norma municipal que proíbe faixas nas vias públicas. Até da própria prefeitura.

Nem chuva nem ninguém... a culpa mesmo foi da afobação. Resolver as coisas assim no ímpeto, sem conhecimento técnico, geralmente faz com que não saia nada como o planejado inicialmente. E, neste caso, estamos falando de algo muito sério, que pode causar acidentes, melhorar ou piorar condições de comércio, enfim, 'coisa séria'... seriíssima!