Algo me causa muita estranheza
O que parece óbvio, reina incerteza
O mais importante sofre descaso
E não se isola num fato, nada de acaso
A desculpa se esvai, digna do vaso
Corrupção, pilantragem, safadeza
Pensar num país e ter esperança
Começa por pensar na criança
Desprezamos desde o nascituro
E orando, vislumbramos futuro
Respiraremos o ar mais impuro
Pagaremos a mais cara fiança
Se bem que deveria ser impossível
Livrar-se de crime tão incabível
Destruir, poluir a água nascente
Assim como o rio, se polui a corrente
Que poderia matar sua sede à frente
Ato nada inteligente, quase auto-destrutível
Como se planejar uma nação potência
Se o futuro, hoje pede clemência
É humilhado e nivelado ao nada
O que se planeja para a criançada
É ser conivente a palhaço em bancada
E crer no protesto, na consciência
E do lixo, sagra-se heróico resgate
Não quero matar, que o tempo mate
Eis que surge surpreendente salvação
Já que sobreviveste a este mundo cão
Saiba, que nesta terra só se dá razão
Pra quem pouco busca o combate
Não falo de lutas com armas, guerrilhas
Falo de bandidos, que destroem famílias
Assassinos que não portam escopetas
Apenas ternos, cargos, poder e canetas
Sem índole, escondem falcatruas, mutretas
Assinam e acenam ao futuro, cruéis armadilhas
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segunda-feira, abril 25, 2011
Futuro?
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quarta-feira, abril 20, 2011
Cada dia mais, quero menos...
A cada dia que passa
Fico mais reflexivo
É claro o motivo
Ao se ver tanta desgraça
Nada feito que desfaça
A tristeza que ataca
Na escola, na rua, em casa
Se nem na escola se tem paz
Como é que faz?
Pra se criar a esperança
Pra educar uma criança
Se nem pra isso há segurança?
Como gostar do estudo
Não aprendo, nada entendo,
Mudo
Calo-me à ordem do medo
Da reprovação, do mundo, de tudo
Do temor que é tão presente
Que ocupa o futuro
E vale muito analisar
O que há de vir pela frente
Que a fé está para amparar
Em ocasiões até escorar
Um pobre infeliz doente
Que na vã esperança
Ainda é crente
Vê futuro a essa gente
Acredita vagamente
Ser um cara inteligente
Esperto e coerente
Outra viagem
Crê na sua vasta bagagem
Não vê a um palmo a sacanagem
Que suas escolhas impuseram
Na imensa ignorância, lhe couberam
Dar continuidade ao que disseram
Crie, procrie, recrie, copie
E viver a real sobrevida
Sem lamentações, “é a vida”
Perde a graça, se não é sofrida
Quem disse isso?
Quem acredita nisso?
Pense no sentido de viver
Se crês que sofrer é preciso,
Por favor, me ajude entender
Por que só se conhece o paraíso
Depois que o corpo morrer
Por que procriamos?
Colocar quem amamos
No inevitável sofrimento
Egoísta, esse sentimento
Pensar no seu bel-prazer
Sem sequer importar-se
Se outro alguém vai sofrer
Cada dia mais, quero menos
Apatia
Alienação
Conformismo
Tensão
Cada dia menos,
temos o que precisamos mais
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