Mostrando postagens com marcador quando. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quando. Mostrar todas as postagens

terça-feira, maio 04, 2010

Até quando?

Até quando?
Vou ficar justificando
Desculpas inventando
Pra não ficar pensando

Até quando?
Continuo subestimando
Vou ficar me enganando
Falsidades criando

Até quando?
A vida vou levando
Com impunidades machucando
E a ira vai guardando

Até quando?
Não fico olhando
À espreita, disfarçando
O vidro fechando

Até quando?
Vão ficar perguntando
Direi que está mudando
Fico só esperando

Até quando?
Vou ver tudo passando
O calendário virando
E o relógio andando

Até quando?
Vou ficar cronometrando
Segundos vou contando
Mas a vida está voando
Relógio fica disparando
Correndo, atropelando
O que está nos cercando

Até quando?
Ficam questionando
O poder do comando
No poder, vão transformando

Até quando?
Vou ficar optando
Bandidos em bando
E lei nos obrigando
Mantenho-me votando
Meu poder executando
E depois me envergonhando

Até quando?
Ficam homenageando
Os discursos empolando
Aos pobres, doando
E a mim, enganando

Até quando?
Verei miséria onde ando
Sonho com povo sonhando
E a fome acabando

Até quando?
Vai ficar imaginando
Que está se informando
Que pro mundo está ligando

Até quando?
Palavrões fico gritando
Se tem jogo rolando
E depois fico julgando

Até quando?
Regras vão modificando
Conforme vou desejando
Conforme vou concordando

Até quando?
Vou ficar adequando
Respostas elucubrando
E viver me conformando?

Até quando?
Uma criança vem indagando
Por que estou estudando
Se o sucesso é rebolando

Até quando?
A TV ficará mostrando
A seu favor vai opinando
E a notícia direcionando

Até quando?
Meu coração vai suportando
Explosões vou segurando
Vou ficar me revoltando

Até quando?
Vou ficar idealizando
Se estamos aceitando
A vida que estão nos dando

E vamos sorrindo, vamos cantando
Até quando?

sexta-feira, abril 23, 2010

A questão é quando...

Sempre ouço por aí
Tal coisa é pecado
Isso e aquilo é errado
Sou sempre julgado
Vivo réu e culpado
Mas por Deus, perdoado

Mas nem tudo é assim
Tem atos imperdoáveis
Terríveis, condenáveis
Proibições sustentáveis
Por dogmas inabaláveis
Regras bem questionáveis...

Leis só para proibir
Ações humanas racionais
Chamam de crimes brutais
O aborto, entre muitos mais
Causam polêmicas sociais
Indignam os tradicionais

Revoltam um povo fértil
De ideias e de gestações
Sempre as prevenções
Foram melhores soluções
Para nossas frustrações
Resolvem mais que correções

Claro, quando se pode corrigir
Nem sempre é fato viável
Por isso, sou favorável
A prevenir o desagradável
Pra que não seja degradável
Em um futuro indesejável

Temo mais o que está por vir
Drogas, armas, tiros e morte
Precisamos é muita sorte
Pra que o aborto vivo e forte
Não nos mate, não nos corte
Prefira a paz, a vida suporte

Amanhã triste, infeliz
Para três será uma tortura
Enfrentar outra vida dura
Divisão de tempo e mistura
Enquanto a miséria perdura
Reproduzimos na loucura

Maluquice de fazer rir
Cadê meu direito arbitrário
De cessar um passo contrário
A não procriar proletário
Num sistema de cota e horário
Nasce mais um... Funcionário