Muitas previsões caíram por terra
O fim do mundo está pra chegar
Ano dois mil passou, já era
Uma década vai completar
E nada de o mundo acabar
Mas nada na história é exato
Não tem data fixa do fato
Tudo envolve um processo
Uma série de acontecimentos
Que nos fazem refletir
Sobre nossos sentimentos
Sobre tudo que está por vir
Sobre nossas ações dia a dia
Que instauram questionamentos
E o amanhã, nossa agonia
Irmãos morrem sobre suas vidas
Sob ou sobre casas construídas
Pelas águas e até mesmo, pelo chão
Que situação! Não apresenta solução
Mortes no varejo e no atacado
Fica a gosto do freguês
Aproveite a promoção!
Cada forma tem seu preço estipulado
Morrem mil de uma só vez
No Haiti, não se medem à unidade
Lá se contam às toneladas
As vítimas que o terremoto fez
Que o mundo todo comoveu
E em cada canto promoveu
Ações em prol dos haitianos
A situação trágica lá já é normal
E desde sempre ignoramos
Terremoto, tragédia mundial
A culpa é do ser racional
Que afrontam o natural, a natureza
Que não é nada indefesa
Reage, bate e mata com firmeza
Tal como a reação de uma ágil presa
Que escapa de seu predador
Que foge para sobreviver
Assim como nós humanos...
Péra lá, eu disse humanos?!
Deixa pra lá, é melhor renomear
Sei lá como nos definir
Isto é, se tem nomenclatura
Quem criou a ditadura,
quem destrói o universo,
Quem mata sem piedade
Quem despreza a humanidade
Na definição mais pura
E é só isso que eu peço
Como chamar essa criatura?
2012 já ta chegando...
Será que acaba tudo?
Será que será o fim do mundo?
Se não acabar até lá, talvez
Talvez perdure a conjuntura
O passo a passo para o fim
Não vai acabar assim, do nada
Mas que parece que ta acabando
Isso, sem dúvida, parece
Mas não carece de tentarmos salvar?
Como? Alguma sugestão pra dar?
Já entramos em processo terminal
Não sei se o tempo vai esperar
Não ponho fé em profecias
Falo pelas atuais evidências
Resultados, consequências
Que vemos nos nossos dias
Matamos, destruímos, acabamos
Com tudo o que recebemos
Pois somos inteligentes
Pegamos e revendemos
Hoje, lucros obtivemos
O futuro, no futuro pensaremos
A maçã no paraíso mordida
Hoje cheia de venenos
Por nos é engolida
Será que não percebemos?
segunda-feira, janeiro 18, 2010
terça-feira, janeiro 05, 2010
De canto
Um carinho no beijo
Um mal entendido
De outro desejo
Que fica escondido
Foi carinho, não maldade
Mas isso já passou
Até bateu saudade
Que ontem se acabou
E hoje recomeça
Até te encontrar
Mas não preciso pressa
Quando menos esperar
Quem sabe no canto
da boca ou do beco
A gente se encontra
De novo eu te vejo
Um mal entendido
De outro desejo
Que fica escondido
Foi carinho, não maldade
Mas isso já passou
Até bateu saudade
Que ontem se acabou
E hoje recomeça
Até te encontrar
Mas não preciso pressa
Quando menos esperar
Quem sabe no canto
da boca ou do beco
A gente se encontra
De novo eu te vejo
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Réveillon mais ou menos
Mais um réveillon se aproxima
Mais um ano bom se estima
Mais muitas promessas ao léu
Mais algumas preces ao céu
Mais muitas metas cumprir
Mais e mais regras seguir
Mais compromissos honrar
Mais objetivos buscar
Mais e mais sonhos vou ter
Mais conquistas fazer
Mais esforço pra mudar
Mais empenho em alcançar
Mais lutas travarei
Mais dias viverei
Mais momentos serão
Mais intensos pra mim
Mais poder pra esquecer
Mais momentos ruins
Mais paixão nas ações
Mais nos dar permissões
Mais expressar sensações
Mais, quero mais emoções
Mais, enfim, declarações
Mais e mais ilusões
Mais e mais promessas
Mais e mais anseios
Mais e mais desejos
Mais e mais metas
Mais questionamentos
Mais prazos e datas?
Mais registros e atas?
Mais problemas?
Mais dilemas?
Mais dúvidas...
Mais saudade?
Mais certezas, mais verdades
Mais calor, mais amizades
Mais intensidade
Mais paz e tranqüilidade
Mais abraços e beijos
Mais realização dos desejos
Mais viagens
Mais imagens
Mais paisagens
Mais sintonia, mais poesia
Mais melodia, mais harmonia
Mais energia, mais alegria
Mais inteligência
Mais coerência
Mais veemência
Mais fé, mais ciência
Mais leitura
Mais cultura
Mais paciência
Mais consciência
Menos stress e tensão
Menos irritação
Menos relógio e celular
Menos poluição do ar
Menos congestionamento
Menos constrangimento
Menos desrespeito
Menos preconceito
Menos distinção de cor
Menos despertador
Menos computador
Menos trabalhador
Menos sapato fechado
Menos atrasado
Menos atritos
Menos conflitos
Menos mortes pela paz
Menos placas “Aqui jaz”
Menos deixar tudo pra trás
Menos guerras nos campos
Menos campos de batalha
Menos ódio na diversão
Menos brigas sem razão
Menos vigilância
Menos ignorância
Menos intolerância
Menos discrepância
Menos distância
Menos hipocrisia
Menos ironia
Menos zombaria
Menos baixaria
Menos politicagem
Menos malandragem
Menos pilantragem
Menos sacanagem
Menos menores na rua
Menos desprezo à lua
Menos solidão
Menos ilusão
Menos alienação
Menos falta de educação
Menos miséria
Menos fome
Menos regras
Menos combinações
Menos pesadelos
Menos tristezas
Menos perdas
Menos sofrimento
Menos rimas
Menos não posso
Menos não dá
Enfim, menos menos.
Mais um ano bom se estima
Mais muitas promessas ao léu
Mais algumas preces ao céu
Mais muitas metas cumprir
Mais e mais regras seguir
Mais compromissos honrar
Mais objetivos buscar
Mais e mais sonhos vou ter
Mais conquistas fazer
Mais esforço pra mudar
Mais empenho em alcançar
Mais lutas travarei
Mais dias viverei
Mais momentos serão
Mais intensos pra mim
Mais poder pra esquecer
Mais momentos ruins
Mais paixão nas ações
Mais nos dar permissões
Mais expressar sensações
Mais, quero mais emoções
Mais, enfim, declarações
Mais e mais ilusões
Mais e mais promessas
Mais e mais anseios
Mais e mais desejos
Mais e mais metas
Mais questionamentos
Mais prazos e datas?
Mais registros e atas?
Mais problemas?
Mais dilemas?
Mais dúvidas...
Mais saudade?
Mais certezas, mais verdades
Mais calor, mais amizades
Mais intensidade
Mais paz e tranqüilidade
Mais abraços e beijos
Mais realização dos desejos
Mais viagens
Mais imagens
Mais paisagens
Mais sintonia, mais poesia
Mais melodia, mais harmonia
Mais energia, mais alegria
Mais inteligência
Mais coerência
Mais veemência
Mais fé, mais ciência
Mais leitura
Mais cultura
Mais paciência
Mais consciência
Menos stress e tensão
Menos irritação
Menos relógio e celular
Menos poluição do ar
Menos congestionamento
Menos constrangimento
Menos desrespeito
Menos preconceito
Menos distinção de cor
Menos despertador
Menos computador
Menos trabalhador
Menos sapato fechado
Menos atrasado
Menos atritos
Menos conflitos
Menos mortes pela paz
Menos placas “Aqui jaz”
Menos deixar tudo pra trás
Menos guerras nos campos
Menos campos de batalha
Menos ódio na diversão
Menos brigas sem razão
Menos vigilância
Menos ignorância
Menos intolerância
Menos discrepância
Menos distância
Menos hipocrisia
Menos ironia
Menos zombaria
Menos baixaria
Menos politicagem
Menos malandragem
Menos pilantragem
Menos sacanagem
Menos menores na rua
Menos desprezo à lua
Menos solidão
Menos ilusão
Menos alienação
Menos falta de educação
Menos miséria
Menos fome
Menos regras
Menos combinações
Menos pesadelos
Menos tristezas
Menos perdas
Menos sofrimento
Menos rimas
Menos não posso
Menos não dá
Enfim, menos menos.
sábado, dezembro 26, 2009
Amarelo, laranja e vermelho
Amarelo é o tom que se pinta o sol
É a camisa da seleção de futebol
É a cor que representa o verão
É a cor mais quente desta estação
O amarelo na escala de cores
Se opõe ao roxo que é marca das dores
E como cor sempre ganha destaque
E quando aparece nos causa um baque
A cor amarela em nada é discreta
E de poucos, é a cor predileta
O amarelo nunca fica apagado
A cor do fogo, do iluminado
E com tonalidades ocorre mistura
E nunca resulta em outra cor pura
Não é tão amena quanto à brancura
Transmite a paz, reflete a candura
A cor é viva, nunca escura
O amarelo tem energia que esbanja
Se transforma em verde, em laranja
Laranja é o amanhecer
Vem antes do sol nascer
Vem antes do despertar
Só verá quem madrugar
Hoje vi o céu alaranjado
E raios de luz pra todo lado
Furando frestas no algodão
Nuvens brancas davam o tom
Pedacinhos quase amarelos
Outros bem alaranjados
Conforme espaços permitiam
Os raios serem vazados
Feixes laranja no céu cinza
Tal qual aquarela, água e tinta
O laranja também é um resultado
Vermelho, amarelo, alaranjado
Cor quente tal qual amarelo
Há quem ache um tom mais belo
Mas cor preferida dá discussão
Há quem prefira cor quente
Há quem prefira cor fria
E há quem vá pela estação
Tanto faz a preferência
Há quem estude como ciência
É a Cromoterapia
Cor boa pra isso e aquilo
Cor que inspira alegria
Cor que passa e recebe energia
Cor que esquenta, tom que esfria
Cor que contagia
Amarelo, laranja e vermelho
Vermelho é força, é raça
Cor do sangue que corre
Do coração que compassa
E do corte que escorre
O fluido da pulsação
Combustível da emoção
O vermelho é a paixão
É a raiva, a explosão
Pinta a rosa mais linda
Flor é sempre benvinda
Perfuma, enfeita, seduz
Pode ser sombria e conter luz
É a minha favorita
A que acho mais bonita
Do amarelo é diferente
Mas também está presente
No rol de cores quentes
O amarelo como havia dito
Não passa despercebido
Chega e causa impacto
O vermelho tem tal poder
Mas mesmo forte pode ser
Elegante, chique, sensual
A cor do prazer carnal
Ou pode ser apenas cor banal
É tanta cor no carnaval
Mas lá está ela, sem igual
O Vermelho,
Mas siga meu conselho
Aprecie com moderação
Ele pode causar sensações
Sentimentos, emoções
Que podem influenciar
Sua forma de pensar
E de agir sob o efeito
E há quem discuta
Seu poder de combinação
Vermelho é a cor da luta
Vermelho é a força bruta
Vermelho é o coração
É a camisa da seleção de futebol
É a cor que representa o verão
É a cor mais quente desta estação
O amarelo na escala de cores
Se opõe ao roxo que é marca das dores
E como cor sempre ganha destaque
E quando aparece nos causa um baque
A cor amarela em nada é discreta
E de poucos, é a cor predileta
O amarelo nunca fica apagado
A cor do fogo, do iluminado
E com tonalidades ocorre mistura
E nunca resulta em outra cor pura
Não é tão amena quanto à brancura
Transmite a paz, reflete a candura
A cor é viva, nunca escura
O amarelo tem energia que esbanja
Se transforma em verde, em laranja
Laranja é o amanhecer
Vem antes do sol nascer
Vem antes do despertar
Só verá quem madrugar
Hoje vi o céu alaranjado
E raios de luz pra todo lado
Furando frestas no algodão
Nuvens brancas davam o tom
Pedacinhos quase amarelos
Outros bem alaranjados
Conforme espaços permitiam
Os raios serem vazados
Feixes laranja no céu cinza
Tal qual aquarela, água e tinta
O laranja também é um resultado
Vermelho, amarelo, alaranjado
Cor quente tal qual amarelo
Há quem ache um tom mais belo
Mas cor preferida dá discussão
Há quem prefira cor quente
Há quem prefira cor fria
E há quem vá pela estação
Tanto faz a preferência
Há quem estude como ciência
É a Cromoterapia
Cor boa pra isso e aquilo
Cor que inspira alegria
Cor que passa e recebe energia
Cor que esquenta, tom que esfria
Cor que contagia
Amarelo, laranja e vermelho
Vermelho é força, é raça
Cor do sangue que corre
Do coração que compassa
E do corte que escorre
O fluido da pulsação
Combustível da emoção
O vermelho é a paixão
É a raiva, a explosão
Pinta a rosa mais linda
Flor é sempre benvinda
Perfuma, enfeita, seduz
Pode ser sombria e conter luz
É a minha favorita
A que acho mais bonita
Do amarelo é diferente
Mas também está presente
No rol de cores quentes
O amarelo como havia dito
Não passa despercebido
Chega e causa impacto
O vermelho tem tal poder
Mas mesmo forte pode ser
Elegante, chique, sensual
A cor do prazer carnal
Ou pode ser apenas cor banal
É tanta cor no carnaval
Mas lá está ela, sem igual
O Vermelho,
Mas siga meu conselho
Aprecie com moderação
Ele pode causar sensações
Sentimentos, emoções
Que podem influenciar
Sua forma de pensar
E de agir sob o efeito
E há quem discuta
Seu poder de combinação
Vermelho é a cor da luta
Vermelho é a força bruta
Vermelho é o coração
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Trenó ou barco?
Vida aquática
A cada dia essa problemática,
Osasquense já tem prática
A população fica estática
Frente às imagens
Que nada se assemelham às miragens
De um oásis no deserto
Não passa nem perto
É água, mais água, sem fim
E coitado de mim,
Que não sei nadar
Glub, glub... vou me afogar
Será que alguém vem me salvar?
Será que vão me alcançar?
A tempo de me resgatar
Tomara...
Pegue a corda,
Peguei, me puxa, não para
Uh, que sufoco!
Essa foi por pouco,
Pode ser que na próxima
Eu não tenha a mesma sorte
De achar alguém tão forte
A ponto de me puxar
E depois ter mais gana
Para mais pessoas ajudar
Vi tanta lama, tanto barro
Há até quem tire sarro
De toda essa tristeza
Ver boiando tanto carro
Levado na correnteza
Falo de águas pluviais
Que arrebentam piscinões
Destroem construções
E centros comerciais
E será que alguém é capaz
De assumir tanta imprudência?
Será que pesa na consciência?
Falha ou erro na ciência
Baseado em fatos reais
Acredite, não é trama
Nem filme, isso é fato
O trenó vai virar barco
A rena vai virar remo
Papai Noel de pé de pato
Cenário: Osasco
Ator principal: cidadão
Prefeitura: fiasco
Sugiro uma promoção
Para aulas de natação
Ou de remo com vassoura
Enquanto a barragem não estoura
Aprenda bem a modalidade
E participe do festival
Natação no Natal
Ao invés de maratona e corrida
O nado é pela vida
E pela sobrevida
Sofrida, bem sofrida
E mesmo a comunidade unida
Às vezes é vencida
Por uma política bandida
Que lamenta e na foto sorri
Representa e tenta iludir
Está sob controle, está tudo bem
Está sob a água que leva o que tem
E o que não tem também
O terno sequinho e passado
Luzes num povo apagado
Que só é lembrado
Quando está tudo encharcado
Se alguém é assassinado
E de forma brutal,
Chacina geral
Senão é normal
E não importa se é Natal
Só ouço Osasco ser comentado
De forma superficial
Na região de Osasco...
Que asco!
Já somos quase um milhão,
De anfíbios osasquenses
Que lembremos dos presentes
Na próxima eleição
Lembre-se da promessa
Que aquele piscinão
Seria a solução
Mentira, ficção
Cedeu à pressão
Prefeito, dá um jeito
No que a chuva destruiu
O que vida construiu
E com a água se esvaiu
Boiou, sumiu, partiu
Nosso mundo caiu
Nossa vida caiu
Nada pudemos fazer
Para os bens assegurar
O que nos restou foi rezar
A Deus pedir, implorar
Para a chuva cessar,
Para a água escoar,
E o nível baixar
Foi triste, imperdoável
Atitude condenável
Estrutura mais que instável
Desabou barraco e barranco
Foi tudo num tranco
Prejuízo incalculável
Não falo de cifras,
Falo de honra, moralidade
Dignidade, civilidade
Isso é se o engenheiro
Conhece o verbete
Pensa além de dinheiro
E da força no gabinete
Nem dá pra intitular
Muito mais que trilogia
E haja filosofia
Haja covardia
Piada, ironia
Com o sonho ou fantasia
De viver tranqüilo
Sem medo da chuva
Quem sabe um dia...
A cada dia essa problemática,
Osasquense já tem prática
A população fica estática
Frente às imagens
Que nada se assemelham às miragens
De um oásis no deserto
Não passa nem perto
É água, mais água, sem fim
E coitado de mim,
Que não sei nadar
Glub, glub... vou me afogar
Será que alguém vem me salvar?
Será que vão me alcançar?
A tempo de me resgatar
Tomara...
Pegue a corda,
Peguei, me puxa, não para
Uh, que sufoco!
Essa foi por pouco,
Pode ser que na próxima
Eu não tenha a mesma sorte
De achar alguém tão forte
A ponto de me puxar
E depois ter mais gana
Para mais pessoas ajudar
Vi tanta lama, tanto barro
Há até quem tire sarro
De toda essa tristeza
Ver boiando tanto carro
Levado na correnteza
Falo de águas pluviais
Que arrebentam piscinões
Destroem construções
E centros comerciais
E será que alguém é capaz
De assumir tanta imprudência?
Será que pesa na consciência?
Falha ou erro na ciência
Baseado em fatos reais
Acredite, não é trama
Nem filme, isso é fato
O trenó vai virar barco
A rena vai virar remo
Papai Noel de pé de pato
Cenário: Osasco
Ator principal: cidadão
Prefeitura: fiasco
Sugiro uma promoção
Para aulas de natação
Ou de remo com vassoura
Enquanto a barragem não estoura
Aprenda bem a modalidade
E participe do festival
Natação no Natal
Ao invés de maratona e corrida
O nado é pela vida
E pela sobrevida
Sofrida, bem sofrida
E mesmo a comunidade unida
Às vezes é vencida
Por uma política bandida
Que lamenta e na foto sorri
Representa e tenta iludir
Está sob controle, está tudo bem
Está sob a água que leva o que tem
E o que não tem também
O terno sequinho e passado
Luzes num povo apagado
Que só é lembrado
Quando está tudo encharcado
Se alguém é assassinado
E de forma brutal,
Chacina geral
Senão é normal
E não importa se é Natal
Só ouço Osasco ser comentado
De forma superficial
Na região de Osasco...
Que asco!
Já somos quase um milhão,
De anfíbios osasquenses
Que lembremos dos presentes
Na próxima eleição
Lembre-se da promessa
Que aquele piscinão
Seria a solução
Mentira, ficção
Cedeu à pressão
Prefeito, dá um jeito
No que a chuva destruiu
O que vida construiu
E com a água se esvaiu
Boiou, sumiu, partiu
Nosso mundo caiu
Nossa vida caiu
Nada pudemos fazer
Para os bens assegurar
O que nos restou foi rezar
A Deus pedir, implorar
Para a chuva cessar,
Para a água escoar,
E o nível baixar
Foi triste, imperdoável
Atitude condenável
Estrutura mais que instável
Desabou barraco e barranco
Foi tudo num tranco
Prejuízo incalculável
Não falo de cifras,
Falo de honra, moralidade
Dignidade, civilidade
Isso é se o engenheiro
Conhece o verbete
Pensa além de dinheiro
E da força no gabinete
Nem dá pra intitular
Muito mais que trilogia
E haja filosofia
Haja covardia
Piada, ironia
Com o sonho ou fantasia
De viver tranqüilo
Sem medo da chuva
Quem sabe um dia...
quarta-feira, dezembro 16, 2009
N A T A L
Já chegou o Natal
Comprar, comprar, comprar
Fingir, fingir, fingir
A festa da hipocrisia
Compramos, damos, agradamos
Nos enganamos
E até adotamos
Uma criança e ajudamos
E a ela entregamos
Brinquedinhos e alguns panos
Da culpa nos livramos
As dívidas pagamos
Quanta falsidade
Abraçamos sem vontade
Enganamos de verdade
Pois trapaceamos
Forjamos, ludibriamos
Nós mesmos e a esmo
O peso na consciência fica de lado
Em segundo plano, despreocupado
Natal, comprar
Associação inevitável
Não parece muito louvável
No consumismo focar
Só nisso pensar
E assumo: não quero me destacar
Não pude escapar
Então, rumos às compras
Rumo à romaria
Não esqueçam a palavra que já usei
HIPOCRISIA
Reconheço que é gostoso
Estampar um sorriso no rosto
De alguém que temos apreço
Respeito, consideração
Não quero, nem mereço
Qualquer compensação
Em lembranças, em presentes
Ser valorizado é sempre bom,
Faz bem ao ego, à nossa estima
Nos leva pra cima
E continuamente,
o passo é pra frente
Mas não é condizente
Com o motivo do Natal
Com o espírito natalino
Ou o fato que represente
O nascimento do menino
Que ainda pequenino, bem pequenino
Recebeu reis magos
Essências, ouro e afagos
E trouxe a quem crê
A luz que não se vê
A luz que se sente
De forma onipresente
Entretanto, é o que menos importa
Nessa data que já bate à porta
No significado que ela comporta
Contugo, há quem não liga
Quem nem comemora
Há quem não siga
Quem não marca hora
Varia com a religião
Que proíbe comemoração
Proíbe não,
Simplesmente não aceita
E define como seita
Quem se prepara, se ajeita
Para a noite, para a ceia
Para essa reunião
Independente da definição
Se foi nessa data ou não
Julgo válida a celebração
Em prol da união
Que é tão rara, tão escassa
A oportunidade passa
E a família não se abraça
É um festejo milenar
Para a perpetuação do lar
Há quem não queira participar
O bom é a economia
Inclusive de hipocrisia
Que é tanta, que esbanja alegria
Num sorriso amarelado
Nada escancarado
Com mente e alma abertas
O negócio é buscar ofertas
Opção mais certa?
Nem sempre a gente acerta
O peito só abre fresta
Em época de festa,
Vive fechado
Não fica entregue, acelerado
Pra abraçar o irmão do lado
E desejar um feliz...
...
Tudo...
Tudo mesmo, de coração
Essa sensação
Não tem data pra ser
É apenas um pretexto
Aproveitamos o contexto
Pra fazer acontecer
Comprar, comprar, comprar
Deixa pra lá
No próximo ano, vou tentar
Mas saiba que essa poesia
E um presente que eu vá te dar
Ou o que possa ganhar
A paz, quero te desejar
Não à paz de Osama
Desculpe, confundi, Obama
E do Prêmio Nobel
Desejo a paz de quem ama
Desejo a paz do céu
Creia no santo ou Cristo que for
Creia no seu criador
Creia em você
Com luta, com ajuda, com fé
Seja quem você é
Se mostre num abraço apertado
Forte como aperto de mão
Afinados na voz, na canção
E essa é a real razão
De eu dedicar esse poema
Na data do nascimento
Ou a todo e qualquer momento
Com afeto, sentimento
Minha sincera gratidão
A você, meu irmão
Comprar, comprar, comprar
Fingir, fingir, fingir
A festa da hipocrisia
Compramos, damos, agradamos
Nos enganamos
E até adotamos
Uma criança e ajudamos
E a ela entregamos
Brinquedinhos e alguns panos
Da culpa nos livramos
As dívidas pagamos
Quanta falsidade
Abraçamos sem vontade
Enganamos de verdade
Pois trapaceamos
Forjamos, ludibriamos
Nós mesmos e a esmo
O peso na consciência fica de lado
Em segundo plano, despreocupado
Natal, comprar
Associação inevitável
Não parece muito louvável
No consumismo focar
Só nisso pensar
E assumo: não quero me destacar
Não pude escapar
Então, rumos às compras
Rumo à romaria
Não esqueçam a palavra que já usei
HIPOCRISIA
Reconheço que é gostoso
Estampar um sorriso no rosto
De alguém que temos apreço
Respeito, consideração
Não quero, nem mereço
Qualquer compensação
Em lembranças, em presentes
Ser valorizado é sempre bom,
Faz bem ao ego, à nossa estima
Nos leva pra cima
E continuamente,
o passo é pra frente
Mas não é condizente
Com o motivo do Natal
Com o espírito natalino
Ou o fato que represente
O nascimento do menino
Que ainda pequenino, bem pequenino
Recebeu reis magos
Essências, ouro e afagos
E trouxe a quem crê
A luz que não se vê
A luz que se sente
De forma onipresente
Entretanto, é o que menos importa
Nessa data que já bate à porta
No significado que ela comporta
Contugo, há quem não liga
Quem nem comemora
Há quem não siga
Quem não marca hora
Varia com a religião
Que proíbe comemoração
Proíbe não,
Simplesmente não aceita
E define como seita
Quem se prepara, se ajeita
Para a noite, para a ceia
Para essa reunião
Independente da definição
Se foi nessa data ou não
Julgo válida a celebração
Em prol da união
Que é tão rara, tão escassa
A oportunidade passa
E a família não se abraça
É um festejo milenar
Para a perpetuação do lar
Há quem não queira participar
O bom é a economia
Inclusive de hipocrisia
Que é tanta, que esbanja alegria
Num sorriso amarelado
Nada escancarado
Com mente e alma abertas
O negócio é buscar ofertas
Opção mais certa?
Nem sempre a gente acerta
O peito só abre fresta
Em época de festa,
Vive fechado
Não fica entregue, acelerado
Pra abraçar o irmão do lado
E desejar um feliz...
...
Tudo...
Tudo mesmo, de coração
Essa sensação
Não tem data pra ser
É apenas um pretexto
Aproveitamos o contexto
Pra fazer acontecer
Comprar, comprar, comprar
Deixa pra lá
No próximo ano, vou tentar
Mas saiba que essa poesia
E um presente que eu vá te dar
Ou o que possa ganhar
A paz, quero te desejar
Não à paz de Osama
Desculpe, confundi, Obama
E do Prêmio Nobel
Desejo a paz de quem ama
Desejo a paz do céu
Creia no santo ou Cristo que for
Creia no seu criador
Creia em você
Com luta, com ajuda, com fé
Seja quem você é
Se mostre num abraço apertado
Forte como aperto de mão
Afinados na voz, na canção
E essa é a real razão
De eu dedicar esse poema
Na data do nascimento
Ou a todo e qualquer momento
Com afeto, sentimento
Minha sincera gratidão
A você, meu irmão
terça-feira, dezembro 15, 2009
À LUA OU SUA SEMELHANTE IMAGEM.
30/08/2005
Hoje acordei e saí, como um dia normal, mas fiz algo que fugiu do habitual, ao reparar o céu, o que vi?
- O sol?
- Não, a lua! Isso mesmo, ela ainda brindava a todos com seu brilho de rainha da noite e suas pupilas, as estrelas, a protegia de olhares maus ou invejosos. Permanecia lá, com todo seu charme minguante e enquanto isso, ela acompanhava-me, passo a passo que eu dava pelas ruas que eu passava e segui... rumo ao meu dia. Mais um dia que o astro rei começava abrasar. Calor e luz ele produz.
Além de iluminar mentes pensantes, a luz clareia idéias, deixa-me mais racional. Esqueço de ver a vida com ilusões. E apesar do calor, sinto-me frio e, gélidos os que ao meu redor se encontram. Acima de tudo, insensíveis até que a luz abaixa e aí sim, o cair do sol e o surgir da lua possibilita minha visão de algo que há pouco não notei.
A MINHA IMAGINAÇÃO!
Imagino o mistério.
Misterioso é cada sentimento, obscuro é cada paladar. Sabores e olores...da noite! Perfumes e gostos sonhados. Sonhos que tenho à noite. Além de dormir em sua companhia, podemos acordar com ela, a fiel companheira. Senti-la e gozá-la como se fosse a última acredito ser a melhor opção, pois cada dia temos um brilho, a lua também. Como há noites claras e escuras, a imagem da rainha pode ter um reflexo variando a cada instante movido pelo sentimento... de viver... no dia, razão... na noite, emoção... inspirada pelo encanto de cada lua...
Hoje vi uma imagem tão bela, será que foi culpa dela de eu ter visto o teu semblante? E fantasiei tudo isso...
Hoje acordei e saí, como um dia normal, mas fiz algo que fugiu do habitual, ao reparar o céu, o que vi?
- O sol?
- Não, a lua! Isso mesmo, ela ainda brindava a todos com seu brilho de rainha da noite e suas pupilas, as estrelas, a protegia de olhares maus ou invejosos. Permanecia lá, com todo seu charme minguante e enquanto isso, ela acompanhava-me, passo a passo que eu dava pelas ruas que eu passava e segui... rumo ao meu dia. Mais um dia que o astro rei começava abrasar. Calor e luz ele produz.
Além de iluminar mentes pensantes, a luz clareia idéias, deixa-me mais racional. Esqueço de ver a vida com ilusões. E apesar do calor, sinto-me frio e, gélidos os que ao meu redor se encontram. Acima de tudo, insensíveis até que a luz abaixa e aí sim, o cair do sol e o surgir da lua possibilita minha visão de algo que há pouco não notei.
A MINHA IMAGINAÇÃO!
Imagino o mistério.
Misterioso é cada sentimento, obscuro é cada paladar. Sabores e olores...da noite! Perfumes e gostos sonhados. Sonhos que tenho à noite. Além de dormir em sua companhia, podemos acordar com ela, a fiel companheira. Senti-la e gozá-la como se fosse a última acredito ser a melhor opção, pois cada dia temos um brilho, a lua também. Como há noites claras e escuras, a imagem da rainha pode ter um reflexo variando a cada instante movido pelo sentimento... de viver... no dia, razão... na noite, emoção... inspirada pelo encanto de cada lua...
Hoje vi uma imagem tão bela, será que foi culpa dela de eu ter visto o teu semblante? E fantasiei tudo isso...
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