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segunda-feira, maio 17, 2010

Virada, cultura, show e o que quiser

Milhões de pessoas na rua. Avenida São João lotada, em pleno domingo. Lentidão, na velocidade de um passo. E é isso mesmo, a pé. Não era nenhum protesto, passeata ou coisa do tipo. Era a Virada Cultural.

Esses milhões estavam em bandos, excursões, grupos, tribos casais ou até... sozinhos (?!). Em cada palco, uma arte. Algumas delas, reconheço, sou ignorante no assunto, mas a Virada é isso mesmo, cultura pros mais diversos gostos. Também tinha tanta coisa!

Quando soube da Virada, não hesitei. Recorria à programação do site, destaquei minhas preferências e fui me juntar a esses milhões. A minha, foi bem eclética, garanto. Programação em mãos, roupa leve e tênis confortável para aguentar as caminhadas de um palco para outro e assim cumprir o cronograma de acordo com as atrações que escolhi. Deu tudo certo, como planejei. Vi tudo o que eu queria. Pena que algumas eram no mesmo horário e em palcos diferentes. Pena mesmo.

Diversidade de estilos, acessórios das roupas, tribos, características físicas, nacionalidades, cores, opções sexuais e de gostos artísticos, claro. Todos num mesmo espaço, curtindo a mesma música, o mesmo som, o mesmo ambiente. Curtindo a Virada Cultural.

A principal conclusão que cheguei foi que, apesar de sermos a cidade com maior diversidade cultural e artística, ainda somos carentes nesse quesito, visto que em um evento como este, milhões de pessoas foram ao encontro de tudo isso, só que de forma gratuita. Não somos uma população desinteressada; sem condições, talvez. No entanto, não pode haver prova maior que cultura e arte está no nosso sangue, só falta ser mais acessível.

Foi indescritível o prazer que senti em caminhar no meio da rua em uma das maiores e mais importantes e movimentadas avenidas dessa grande metrópole. São Paulo mostra ao mundo nesse evento que tem, não só durante a Virada, um rosto, um sotaque, um Estado, um país em cada esquina.

Parabéns, São Paulo e Obrigado pela Virada Cultural. Até a próxima.

quarta-feira, abril 14, 2010

Fórmula poética

A mim foi proposto um desafio
Explicar meu gosto por poesia
Como escrevo e me inspiro
Como cada ideia surgia

Só aí que me atentei
Tentei chegar à conclusão
Tem horas que eu nem sei
Às vezes, vem da sensação

Tudo que me causa efeito
Em palavras, é o desabafo
E cada verso alivia o peito
À angústia ponho fim, acabo

Temas, fatos, sonhos, loucura
Viagens físicas, imaginárias
Tudo em minha mente conjura
Para fluírem, sem rotas contrárias

Principal mote para escrever
É olhar a fundo a vida da gente
Cada detalhe e seu redor perceber
Frustrações, prazer ou meio ambiente

É desenvolver um simples relato
De amor, solidão ou revolta
É captar no momento exato
E expor o que está a sua volta

É rimar (ou não) acontecimentos
Observar o cenário das cenas
Românticos ou até violentos
Rimas quentes, até obscenas

Improvisações se formam poemas
Canções são poemas na memória
O poeta é um transmissor apenas
Um redator conhecedor de histórias

Essa é a forma que serve pra mim
Tentar destrinchar com primazia
E a poesia não pode ter fim
Pois amanhã começa outro dia...