Mostrando postagens com marcador sofredor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sofredor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, setembro 15, 2016

Amar é dor frente a frente

Era pra ser um dia legal
Estava indo tudo bem
Até que sofro um golpe fatal
Aquele que fere e vai além

Machuca, assim como qualquer amor
E amar não faz bem
Pra quem discorda, faça um favor
Ame sem sofrer com desdém

Amor incondicional, infinito
Irracional, nada normal
O peito arde, grande conflito
Eu não acredito que alguém sofre igual

Com decepções, a vida que segue
Mas, cada uma, com seu canto triste
às vezes, que o silêncio prevalece
O som das lágrimas, não existe

Não se cria nos gritos valentes
Nem nas batidas do coração
Entre esse amor, dor frente a frente
Todos, invariavelmente
São resultados da paixão
Nada saudáveis, deixam doentes
São combatentes, vão contra a razão

terça-feira, agosto 09, 2016

Amor também

Amor não é meu tema mais frequente
Pra não dizer que é quase raro
Sou mais de outras questões tão presentes
Das quais eu lamento ver, mas não me calo

Não é que o amor é silêncio em minha vida
Nem que ele seja desimportante
É que floresce mais história doída
Que qualquer romance apaixonante

Esse olhar pro lado mais sofredor
Não deixa o amor em segundo plano
Eu consigo também escrever sobre amor
Eu consigo também rimar: eu te amo!

E esse poema; esse, especificamente
Escrevo porque me causa agonia
Não sou dos românticos, minha gente
Mas, sou inteiro poesia

Sou dos que escreve sobre a rotina
Que afronta olhos acostumados
Minha mente observa e logo combina
A narrativa com versos rimados

Não sou dos cultos, que leem a rodo
Que manjam poetas, obras, citações
Vejo mais poesia na pedra com lodo
Que paisagens sonhadas nos eternos padrões

O que escrevo pode não ser erudito
Nem agradar quem domina essa arte
Mas, são nesses versos que acredito e deposito
A minha contribuição, a minha parte

Às vezes metódico, às vezes despirocado
Às vezes melódico, ou então proseado
Às vezes eufórico, às vezes quadrado
Às vezes retórico, às vezes largado
Às vezes alcoólico, sem ter embebedado

Não planejo o poema no primeiro rabisco
Eu simplesmente começo sem saber onde vai dar
Só assumo de cara um compromisso
A poesia não vai me abandonar

Seja ela qual for
Se for pra falar de amor
Se for essa a inspiração

É sobre amor que vou falar