Vermelho, fecha o farol
Segundos que valem trocados
Era meio-dia, havia sol a pino
O sotaque sulamericano, colombiano
Peruano, chileno, uruguaio, argentino
Não sei definir
Sei dizer que era o mau dia do artista
Sua arte não correspondia
Aquele não parecia ser seu dia
Um trabalho burocrático qualquer
Aceitam-se externas questões pessoais
Trabalhos formais, horários normais
Não era um sábado ou domingo
Como nesse caso
Era o artista de rua gringo
Enfrentando descaso
Onde tem que ser impecável
Pras moedas receber no chapéu
Em um intervalo de sinal
Tentou uma, duas, atuar seu papel
Caracterizado em um simples visual
Aquele parecia, pro artista, um mau dia
Até a luz do sol pode ter sido o fator
Que o apagou ofuscando-lhe à vista
E sua arte, seu talento, sem se impor
Poderia até causar ferimento
Ao hermano malabarista
Farol verde, dispara o movimento
Acabou o tempo.
Dou 2 conto e...
Boa sorte, malabarista de facas
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quarta-feira, setembro 12, 2018
O Mau Dia do Artista
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quinta-feira, outubro 19, 2017
Covarde alcance
Não deixe ao meu alcance
Nada que me permita invadir
Nada que a pele avance
A ponto de o sangue cair
Nem uma ponta de lança
Nem um tambor pra munir
Se viva, a alma remansa
Na ânsia de se destruir
E viva, sem vivas e interjeições
Ela cumpre sua missão
Sem ousar fazer questões
Relega a emoção
Aceitou as frustrações
De um sorriso abriu mão
Projeta encarnações
Em troca dessa sem razão
Sem razão, ação, reações
Ligeira e fria pulsação
Roleta Russa em condições
Uma só! Libertação
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