Tá vendo aquela mina?
Ela explode se alguém pisar
Mesmo que por acaso
Ela não cria caso
Só manda tudo pro ar
Tá vendo aquela mina?
Muitas vidas por um pouco dela
E esse pouco, muda vidas
somente ao sol, tonalidade amarela
Tal qual a luz no breu de avenidas
Tá vendo aquela mina?
Mesmo apagado prevalece
O desconhecido também fascina
O que sai da mina nos aquece
Ao incendiar, iluminan
Tá vendo aquela mina?
Todo mundo tá vendo aquela mina
Mina com valores naturais
Extrações sem extratos numerais
Aquela mina explosiva, reativa
Reagiu. Deixou de ser passiva
Nas questões sentimentais
Quer, merece e vai ter mais
Aquela mina, sempre defensiva
Cansou da relação abusiva
Da violência opressiva
Feliz nas imagens casuais
Mas, da porta pra dentro
E pelo mundo afora
Sofre invasões sexuais
Estupro. Sem distorções nominais
Ofensas morais
Sabe aquela mina?
Sei.
Olha ela mais de quina, de esquina
No cantinho da retina
Às vezes, se culpa por padrões estruturais
A saia era curta, mas a culpa é de quem faz
A comunicação feminina
Não se cabe no Houaiss
É a sintonia mais fina
Que nem sempre se dá
nas formas verbais
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segunda-feira, fevereiro 17, 2020
Aquela Mina
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terça-feira, abril 11, 2017
Respeita ‘as mina’
Respeita as mina, carai
Onde cê pensa que vai?
Num força, maluco, sai
Assim, a máscara cai
Mano, respeita todas Maria
A Ju, a Lu, a Pri, a Luzia
Serás então marido ou pai?
Aí não é mimimi, aiaiai? Né?
É no ponto, ao sol do meio dia
É na volta da sofrida ralaria
É na festa, onde só se divertia
Que voltou numa culpa que agonia
Mano, na moral, respeita as mina
O que ela aceita, ela que defina
O que sempre encarou como sina
Agora, pro machismo, não afina!
Mano, na moral, olha no espelho pra se ver
Você se acha o foda e ela que tem que ceder
Se ela quiser, não é agindo assim que vai ser
Ela faz o que ela quer, e só não quer te obedecer
Mano, na moral, ela não mais se reprime
Ao seu abuso que no trem a comprime
Num aperto que te justifica o crime
Num B.O. que quase nunca se imprime
Mano, na moral, ela não é obrigada
A aceitar seu machismo calada
Recado dado, respeita elas camarada
Sem mais. Obrigado. De nada.
Onde cê pensa que vai?
Num força, maluco, sai
Assim, a máscara cai
Os cara mete o loco e assedia
Ah, ela provocava; mereciaMano, respeita todas Maria
A Ju, a Lu, a Pri, a Luzia
A culpa sobre elas recai
Assim a reação se esvaiSerás então marido ou pai?
Aí não é mimimi, aiaiai? Né?
É no ponto, ao sol do meio dia
É na volta da sofrida ralaria
É na festa, onde só se divertia
Que voltou numa culpa que agonia
Mano, na moral, respeita as mina
O que ela aceita, ela que defina
O que sempre encarou como sina
Agora, pro machismo, não afina!
Mano, na moral, olha no espelho pra se ver
Você se acha o foda e ela que tem que ceder
Se ela quiser, não é agindo assim que vai ser
Ela faz o que ela quer, e só não quer te obedecer
Mano, na moral, ela não mais se reprime
Ao seu abuso que no trem a comprime
Num aperto que te justifica o crime
Num B.O. que quase nunca se imprime
Mano, na moral, ela não é obrigada
A aceitar seu machismo calada
Recado dado, respeita elas camarada
Sem mais. Obrigado. De nada.
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segunda-feira, setembro 12, 2016
Ela é outro esquema
(C7 F7)
Sabe aquela menina que chega e passa
A gente fica sem ar, tenta respirar fundo
(Fm Bb7)
Como já disse Jobim, ela é cheia de graça
Fm G7
O seu doce balanço faz parar o mundo
(C7 F7)
É um sorriso que se abre e me hipnotiza
Imagina o feitiço então se ela te olhar
(Fm Bb7)
Ela é daquela que atropela e nem avisa
Fm G7------C7
Que rua o quê? Ela faz tudo parar
(Fm7/9 Bb7)
Que Mané calçadão de Ipanema
Ela tem muito mais charme, é outro esquema
(Gm7/9 C7)
Se já tem compromisso, ela é o problema
C7-----F79
Que não tem outra igual, outra fita, outra cena
Bb7+ C7 Am7 F7/9
Bb7+
Mas ela deve ter alguém ou vários
a seus pés
C7 Am7 F7/9
Bb7+
Ela é a sorte, é o bem, dependendo é o revés
Fm7/9 Bb7
Eb7+ F7/9
Bb7+
Ela perturba minha mente, ela causa, mó stress
Fm7/9 Bb7 Eb7+ A7/4 G7
Ela sabe seu poder, ........................ e nós ficamos de manés
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