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segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Aquela Mina

Tá vendo aquela mina?
Ela explode se alguém pisar
Mesmo que por acaso
Ela não cria caso
Só manda tudo pro ar

Tá vendo aquela mina?
Muitas vidas por um pouco dela
E esse pouco, muda vidas
somente ao sol, tonalidade amarela
Tal qual a luz no breu de avenidas

Tá vendo aquela mina?
Mesmo apagado prevalece
O desconhecido também fascina
O que sai da mina nos aquece
Ao incendiar, iluminan

Tá vendo aquela mina?
Todo mundo tá vendo aquela mina
Mina com valores naturais
Extrações sem extratos numerais

Aquela mina explosiva, reativa
Reagiu. Deixou de ser passiva
Nas questões sentimentais
Quer, merece e vai ter mais

Aquela mina, sempre defensiva
Cansou da relação abusiva
Da violência opressiva
Feliz nas imagens casuais

Mas, da porta pra dentro
E pelo mundo afora
Sofre invasões sexuais
Estupro. Sem distorções nominais
Ofensas morais

Sabe aquela mina?
Sei.
Olha ela mais de quina, de esquina
No cantinho da retina
Às vezes, se culpa por padrões estruturais
A saia era curta, mas a culpa é de quem faz
A comunicação feminina
Não se cabe no Houaiss
É a sintonia mais fina
Que nem sempre se dá
nas formas verbais

terça-feira, abril 11, 2017

Respeita ‘as mina’

Respeita as mina, carai
Onde cê pensa que vai?
Num força, maluco, sai
Assim, a máscara cai

Os cara mete o loco e assedia
Ah, ela provocava; merecia
Mano, respeita todas Maria
A Ju, a Lu, a Pri, a Luzia

A culpa sobre elas recai
Assim a reação se esvai
Serás então marido ou pai?
Aí não é mimimi, aiaiai? Né?

É no ponto, ao sol do meio dia
É na volta da sofrida ralaria
É na festa, onde só se divertia
Que voltou numa culpa que agonia

Mano, na moral, respeita as mina
O que ela aceita, ela que defina
O que sempre encarou como sina
Agora, pro machismo, não afina!

Mano, na moral, olha no espelho pra se ver
Você se acha o foda e ela que tem que ceder
Se ela quiser, não é agindo assim que vai ser
Ela faz o que ela quer, e só não quer te obedecer

Mano, na moral, ela não mais se reprime
Ao seu abuso que no trem a comprime
Num aperto que te justifica o crime
Num B.O. que quase nunca se imprime

Mano, na moral, ela não é obrigada
A aceitar seu machismo calada
Recado dado, respeita elas camarada
Sem mais. Obrigado. De nada.

segunda-feira, setembro 12, 2016

Ela é outro esquema

(C7     F7)

Sabe aquela menina que chega e passa
A gente fica sem ar, tenta respirar fundo
(Fm     Bb7)
Como já disse Jobim, ela é cheia de graça
                                                                Fm         G7         
O seu doce balanço faz parar o mundo

(C7     F7)
É um sorriso que se abre e me hipnotiza
Imagina o feitiço então se ela te olhar
(Fm     Bb7)
Ela é daquela que atropela e nem avisa
                                                             Fm         G7------C7
Que rua o quê? Ela faz tudo parar

(Fm7/9     Bb7)
Que Mané calçadão de Ipanema
Ela tem muito mais charme, é outro esquema
(Gm7/9     C7)
Se já tem compromisso, ela é o problema
                                                                           C7-----F79
Que não tem outra igual, outra fita, outra cena

Bb7+                     C7          Am7      F7/9           Bb7+
Mas ela deve ter alguém ou vários a seus pés
                C7        Am7           F7/9           Bb7+
Ela é a sorte, é o bem, dependendo é o revés
Fm7/9   Bb7                Eb7+     F7/9            Bb7+
Ela perturba minha mente, ela causa, mó stress
Fm7/9   Bb7      Eb7+        A7/4                                     G7

Ela sabe seu poder, ........................ e nós ficamos de manés