Uma outra impressão
Antiga miragem
Uma linda imagem
O olhar calado
Intimidado
Pela idade, maturidade
Por uma tela,
Reencontro
Paisagem tão bela
Cores e sorrisos, em pose
Anos atrás, talvez doze
Quinze ou mais
Que hoje me guiam
Viajo
No tempo irreal
Um sonho profano
Um desejo sagrado
O olhar frontal
Ou rosto de lado
Um livro guardado
Decorado, não impresso
Não se fez material
Assim como o sonho
Tudo inspirado
Aqui contado
Ilustrado, ideal
No meu ideal
A ilha de encanto
Meu desejo é tanto
Que tanto me perco
Procurando, esperando
Assim como ao quarto, a fresta do sol
Espero o vento soar um sim
no meio ou no fim
Sem nota bemol
Dissonante, destoante
A nota mais firme, mais natural
Quando canta o destino
Sem semitons e os sons que espero
Gritos, sussurros
Censurados agora
Vivem livres por hora
Entre 4 versos na estrofe
Entre 4 paredes
Unidas em redes
Que ainda se cruzam
E quem sabe se ousam, se usam
Nas flores repousam
Se esbanjam, se abusam
Para exalar a essência
E perfume de flor
Sentimentos que acusam
A paixão onde for
E traduzem na natureza
A função de seduzir
E assim atrair
A abelha e o homem
Que, cada um ao seu jeito
às flores se entregam
Com amor, se apegam
Se tocam, se esfregam
E por fim, se consomem
Quando não se destroem
Vez em quando florescem
Se as imagens aparecem
Terra e flores se permitem
Mais primaveras acontecem
quinta-feira, abril 11, 2013
quarta-feira, abril 10, 2013
Doce(mente) Poesia
Poesia
de rua
Palavra
crua
Expressão
dia a dia
Poesia
de estrada
História
contada
Nem
sempre existia
Sempre
tão criticada
Por
não ser lapidada
Pela
burguesia
Nem
se quer a margem
Nem
se quer massagem
Por
hipocrisia
Poesia
de fato
É
um doce relato
De
rebeldia
A
injustiça acariciar
A
violência, adocicar
Cruel
poesia
Sabe
sim iludir
Ressaltar,
omitir
Ou
ousar ironia
Rebuscado
vocabulário
Exige
dicionário
Que
exclui a maioria
Poesia
quem sente
Sente
o corpo mais quente
O
tesão de uma orgia
Poesia
direta
Tem
apenas a meta
de
causar agonia
Por
ansiedade, saudade, liberdade,
Vontade,
identidade, maldade
Do
amor à crueldade
E o
peito em versos
Junto
a outros dons e universos,
Mesmo
em casos adversos
Docemente
anuncia
terça-feira, abril 09, 2013
#Compartilhar
Compartilhar
A
palavra da hora
Encontros
consonantais
Dígrafo,
vogais
É
distribuir, dividir
Sinônimos
demais
Vagos
demais
De
definir compartilhar
Compartilha-se
unido
Compartilha-se
partido
Compartilha-se
sozinho
Espalham-se
idéias
Espalham-se
iniciativas
Espalham-se
na esquina
Nem
sempre se espalham
Nem
sempre alcançam
A
quem compartilhas
E
perdem-se a parte
Isola-se
em ilhas
Tais
quais as famílias
Os
quartos das filhas
Um
mundo confidencial
Compartilhado,
virtual
Compartilhamos
tanto em rede
Mas,
ao vivo, cara a cara, seca a sede
Nada
compartilhado
Cada
um pro seu lado
E
eu apenas divido e separo espaços
Com
muros, cercas e grades
Guardando
pra si a saudade
Esquecendo
pra que serve um abraço
Esse
sim, real, compartilhado.
segunda-feira, abril 08, 2013
Eu
Eu
Muita gente chama
de egocentrismo
Para alguns,
vaidade; pra outros, egoísmo
Nada disso
Eu
Pode ser a mais
intensa vontade
Condicional à
liberdade
De ação e juízo
Eu
Um ser reduzido,
renegado
Olha sempre para o
lado
Submisso
Eu
Que sou amado e
aprazível
Faço além do
impossível
Nada que preciso
Eu
Que construo
reinados e castelos
Construo sorrisos
belos
Eu não sorrio
Eu
Que a vida levou
toda minha essência
Inexplicável até
pra ciência
Desvalorizo
Eu
Condenam tanto essa
pessoa primeira
Exigem que eu foque
em segunda e terceira
Pra essas, vivo
Eu
Até me incluem na
primeira do plural
E aceite a regra e decisão
geral
Não acredito
Eu
Sou infinitos números
de documentos
Sou o macaco de
outros tempos
Não assimilo
Eu
Sou um dentre
tantos entregues à opinião
Sou tal qual um
relógio e cumpro a função
Sem motivo.
quinta-feira, abril 04, 2013
Os Sinais
Sinais
No ar
No som
Visuais
Na mente
Que mentem
Que dizem
Que escondem
Fechados
Livres
Verdes
Vermelhos
Proibidos
Discretos
Amarelos
Azuis
Castanhos
Sinais
Códigos curtos
Toques
Os sinais
Pretos
Longos
bem pretos
Que brilham
Voam
Soam, ressoam
ecoam, destoam
E esses sinais
Me atordoam
Quando sinais não se cruzam
Quando olhares não se cruzam
Quando os sinais não se encontram
E quando os encontros não encontram sinais
Quando os sinais se perdem
Perdem-se declarações
Perdem-se emoções
Perdem-se discussões
Perdem-se sinais
Falados, escritos
Obscuros, implícitos
Declarado, explícito
Narrado, descrito
Detalhado, definido
Universalizado, infinito
Sinais abreviados
Proferidos, gritados
Aos quatro ventos
E de todas as formas, anunciados
Quietinhos, calados
Mas o sinal pode ser um sorriso
O sinal mais preciso
O seu que mais preciso
Um sinal assimilado
Compreendido
Silencioso, mas é ouvido
Propagado, repercutido
Transtorna o sentido
Sentido racional
Um sinal nunca perdido
No ar
No som
Visuais
Na mente
Que mentem
Que dizem
Que escondem
Fechados
Livres
Verdes
Vermelhos
Proibidos
Discretos
Amarelos
Azuis
Castanhos
Sinais
Códigos curtos
Toques
Os sinais
Pretos
Longos
bem pretos
Que brilham
Voam
Soam, ressoam
ecoam, destoam
E esses sinais
Me atordoam
Quando sinais não se cruzam
Quando olhares não se cruzam
Quando os sinais não se encontram
E quando os encontros não encontram sinais
Quando os sinais se perdem
Perdem-se declarações
Perdem-se emoções
Perdem-se discussões
Perdem-se sinais
Falados, escritos
Obscuros, implícitos
Declarado, explícito
Narrado, descrito
Detalhado, definido
Universalizado, infinito
Sinais abreviados
Proferidos, gritados
Aos quatro ventos
E de todas as formas, anunciados
Quietinhos, calados
Mas o sinal pode ser um sorriso
O sinal mais preciso
O seu que mais preciso
Um sinal assimilado
Compreendido
Silencioso, mas é ouvido
Propagado, repercutido
Transtorna o sentido
Sentido racional
Um sinal nunca perdido
Se encontra à frente
Um espelhado sinal
Correspondido
quarta-feira, abril 03, 2013
Se te cobram
Se te cobram ações
Não seja impulsivo
Se te cobram cautela
Não seja contido
Se te cobram paixões
Não seja marido
Se te cobram família
Precisa ter filho
Se te cobram caráter
Só estar bem vestido
Se te cobram segurança
Não fique desprevenido
Se te cobram gerações
Procure motivos
Se te cobram trabalho
Descubra seu tino
Se te querem simpático
Abra um sorriso
Se te cobram inovação
Renove o estilo
Se te cobram o novo
Não seja antigo
Se te cobram passado
O que tenha aprendido
Se te cobram a paz
Não dispare mais tiros
Se te cobram respeito
Você tem recebido?
Se te cobram personalidade
Não faça o que eu digo
Se te cobram atitude
Não seja passivo
Se te cobram as metas
Construa objetivos
Se te cobram limites
Sonhos são permitidos
Se te cobram caminhos
Não esteja perdido
Se te cobram as rotas
Chame-as de destino
Se te cobram respostas
Seja reflexivo
Se te cobram palavras
Não seja prolixo
Se te cobram verdades
Não seja evasivo
Se te cobram, se te cobram
Ignore os pedidos
Irracionais, corrompidos
Tenha o pleno sentido
De justiça contigo
Lembretes:
Poemas,
Poesias,
Reflexões,
Se te cobram,
sociais
terça-feira, abril 02, 2013
IPI / Não foi acidente
Apesar de os últimos dias e recentes postagens poéticas, voltemos hoje às críticas e opiniões sobre fatos do cotidiano e comentários diversos.
IPI. Mantida a redução no IPI. Muito bom para quem vai comprar um carro, trocar o seminovo, melhor ainda para as grandes indústrias automobilísticas por aquecer o mercado. Mas, a compra de um carro, em inúmeras parcelas, em muitos casos, implica na dívida por um longo tempo. E, para um bem material, geralmente, indispensável para uma saudável locomoção, já que os transportes públicos são uma vergonha.
Contudo, eis o questionamento. Temos comprado, temos superado crises com mais compras, mas assim como quase tudo, esta é mais uma ação vazia. A compra pela compra. Não investimos, não fomos educados para isso. Nosso objetivo é ter dinheiro para comprar, não importa o que, nem para que serve.
Mas, por que não se reduzem os impostos para os livros e itens escolares? E essa ideia copio do jornalista Alexandre Garcia, do qual geralmente discordo de suas opiniões, mas, isso não vem ao caso. Por que não estimular a compra de livros, o investimento em formações superiores e/ou técnicas? Por que não se reduzir impostos pagos pelos professores? Por que não se reduzir impostos nos alimentos? Para a boa formação das pessoas, além da educação tão escassa em qualidade no setor público, é necessário boa alimentação. E isso custa. E custa muito. Por falar nisso...
Tanto se faz para conquistarem nossa gula. Redes de fast food nos seduzem com enormidades suculentas, saborosas e com promoções. Por que o governo não investe pesado em campanhas para uma alimentação saudável. Isso sim, seria muito inteligente.
Experimente ir a qualquer lanchonete. Salvo raras exceções, um copo de suco de laranja é mais barato que um refrigerante, por exemplo, que em alguns casos, serve dois ou três. Procure um local saudável para lanchar. Em poucos, você pagará menos que em uma rede de comidas rápidas. Por quê? Calcule isso quando você for ao mercado. Você, mesmo em pouca quantidade gastaria menos no preparo de alimentos saudáveis em comparação a lanches mais 'caprichados' e quentes. Será que para grandes redes ou lanchonetes (mesmo as de bairro) não seria viável? Provavelmente, mas nos falta essa educação de vida saudável desde os nossos primeiros passinhos.
Já que o discurso é sempre incentivar o bom desenvolvimento infantil, por que não fazer isso desde a infância? Por mais que as crianças tenham informações e cardápios regulares em merendas (quando as têm), não adianta sair do portão da escola e não encontrar à mão alimentos saudáveis; apenas, hot dogs, hamburgueres e doces mil.
Comprar e gastar é um direito. Cada um faz o que bem quer. Mas, por que não aproveitar cada centavo gasto e fazê-lo muitas vezes render? Não apenas em números, mas, em conhecimento, em aprendizado, em você.
E por falar nessas campanhas que deveriam existir, indico e peço o apoiuo de todos para participar de uma que já existe. NÃO FOI ACIDENTE. Na página inicial do blog, lá em cima tem o link para você também participar e assinar a petição. Faço esse apelo: NÃO FOI ACIDENTE. Vamos colaborar para punir quem bebe e dirige. Não compactue com essa irresponsabilidade.
IPI. Mantida a redução no IPI. Muito bom para quem vai comprar um carro, trocar o seminovo, melhor ainda para as grandes indústrias automobilísticas por aquecer o mercado. Mas, a compra de um carro, em inúmeras parcelas, em muitos casos, implica na dívida por um longo tempo. E, para um bem material, geralmente, indispensável para uma saudável locomoção, já que os transportes públicos são uma vergonha.
Contudo, eis o questionamento. Temos comprado, temos superado crises com mais compras, mas assim como quase tudo, esta é mais uma ação vazia. A compra pela compra. Não investimos, não fomos educados para isso. Nosso objetivo é ter dinheiro para comprar, não importa o que, nem para que serve.
Mas, por que não se reduzem os impostos para os livros e itens escolares? E essa ideia copio do jornalista Alexandre Garcia, do qual geralmente discordo de suas opiniões, mas, isso não vem ao caso. Por que não estimular a compra de livros, o investimento em formações superiores e/ou técnicas? Por que não se reduzir impostos pagos pelos professores? Por que não se reduzir impostos nos alimentos? Para a boa formação das pessoas, além da educação tão escassa em qualidade no setor público, é necessário boa alimentação. E isso custa. E custa muito. Por falar nisso...
Tanto se faz para conquistarem nossa gula. Redes de fast food nos seduzem com enormidades suculentas, saborosas e com promoções. Por que o governo não investe pesado em campanhas para uma alimentação saudável. Isso sim, seria muito inteligente.
Experimente ir a qualquer lanchonete. Salvo raras exceções, um copo de suco de laranja é mais barato que um refrigerante, por exemplo, que em alguns casos, serve dois ou três. Procure um local saudável para lanchar. Em poucos, você pagará menos que em uma rede de comidas rápidas. Por quê? Calcule isso quando você for ao mercado. Você, mesmo em pouca quantidade gastaria menos no preparo de alimentos saudáveis em comparação a lanches mais 'caprichados' e quentes. Será que para grandes redes ou lanchonetes (mesmo as de bairro) não seria viável? Provavelmente, mas nos falta essa educação de vida saudável desde os nossos primeiros passinhos.
Já que o discurso é sempre incentivar o bom desenvolvimento infantil, por que não fazer isso desde a infância? Por mais que as crianças tenham informações e cardápios regulares em merendas (quando as têm), não adianta sair do portão da escola e não encontrar à mão alimentos saudáveis; apenas, hot dogs, hamburgueres e doces mil.
Comprar e gastar é um direito. Cada um faz o que bem quer. Mas, por que não aproveitar cada centavo gasto e fazê-lo muitas vezes render? Não apenas em números, mas, em conhecimento, em aprendizado, em você.
E por falar nessas campanhas que deveriam existir, indico e peço o apoiuo de todos para participar de uma que já existe. NÃO FOI ACIDENTE. Na página inicial do blog, lá em cima tem o link para você também participar e assinar a petição. Faço esse apelo: NÃO FOI ACIDENTE. Vamos colaborar para punir quem bebe e dirige. Não compactue com essa irresponsabilidade.
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