Por que o amor e a razão falam idiomas diferentes?
Por que são órgãos independentes?
É uma explicação, na minha concepção, insuficiente
Queria entender, mas dependo da razão
E qual razão compreende as ações do coração?
E isso vale pro amor e pra outras coisas, como o trabalho, por exemplo
Dizem que se aprende com o tempo
Amar o que faz; e não, fazer o que ama
É consequência ou motivo?
No meu caso, o que no fundo do peito eu cultivo
É a razão da ação e não a aceitação
Sabe aquele jargão? Não se julga a capa pelo livro...
E se nós pensarmos no livro?
Há quem escreve o que é preciso
E há quem precisa escrever
Não sei você, mas, acho que 'tá' claro o que eu ia escolher
Sou motivo, causa, força motriz
Sou o que vai pra lousa com giz
Pra ensinar? Não! Pra dizer o que me faz levantar
É saber que a lousa lá permaneceria,
se não fosse uma inocente ousadia
Enfrentar o quadro,
Enorme; pra uns, o fardo
Mas, não me permita perder o rumo,
o prumo e os traços na estrada
ou na lousa esverdeada
Como disse, preciso fazer acontecer,
Antes que a vida me devore,
me engula, me corroa
e vazio meu corpo chore
a lágrima impura que um tanto me doa
Por amar intensamente
o que seria presente
se eu tivesse sido presente
para que lá na frente
quando eu me deitasse
e a sombra da paz me encontrasse
Ela não hesitasse
Em dizer que se a razão amasse
E o coração pensasse
Nós viveríamos plenos de amor e razão
Resta apenas um impasse
Quem abriga a paixão?
Com desejo, consciência e emoção?
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