Tem dias como hoje
Que o silêncio
É como se fosse
Um grito em mim
Preciso ficar calado
Na minha cabeça, uma algazarra
Estou transtornado
Uma balbúrdia me atordoa
Ao meu redor, não ecoa
Um som sequer
Mas, é perturbador o que ouço
E pior, sem ouvir nada
Barulho, ruídos sem sentido
Não consigo entender
Decifrar a gritaria e todo o caos
Tapando os ouvidos
Buscando em meu interior
Momentos vividos, bons ou maus
Decisões que tomei
Horas, acho que acertei
Mas, penso mais que errei
Não me vejo em jardins floridos
Mas, no asfalto quebradiço
Esfarelante, esfumaçante
Fumaça silenciosa, que lentamente evapora
Se espalha no ar, um tanto escaldante
Por dentro, um tumulto... por fora
Bem... por fora,
Um silêncio gritante
Que o relógio da vida não atrase
Menos ainda, adiante
Frustrante
Decepcionante
E o curso do rio, da vida, da poesia
Não sabemos se flui o bastante
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