terça-feira, setembro 06, 2016

Poesia Pé Descalço

Há poemas e poemas
Não falo nem por qualidade
Mas por estilos, por verdade,
Não dizendo que alguém é falso
Mas meu poema é pé no chão
E pé descalço

Pra sentir as pedrinhas e o calor
Tem horas que sou mais trovador
Mais romântico, um poeta do amor
Mas, minha poesia, por essência
Tem outra cadência
E nessa outra tem até mais fluência

As linhas se preenchem
Com um quê de concorrência
É tanta ideia, são tantas palavras
Que nem sempre se acha uma certa sequência
O poema vai fluindo, vai se construindo

E conforme ele vai, ideias vêm
Mas, por bem, já falei do meu estilo
Não que eu não faça do outro, mas, essa rima em tom de proseado
É a que eu prefiro no palavreado

E, se por instante, me permite
Vou falar sobre a tristeza
Um assunto do qual, tenha certeza
Falo com propriedade, sem dúvida, acredite
Não quero um ai de piedade
Quero só mostrar que não só a felicidade
Nos faz um singelo convite

Por viagens e paraísos
Pra destinos imprecisos
Na seca do deserto
Na alucinação de um oásis
Assim como o amor, as relações
E a tristeza também têm fases

E a cada desafio, o anterior perde o sentido
Pois outro obstáculo é vivido
Ultrapassado, diminuído
Pelo menos no meu coração
Já 'tá' resolvido

Mas, a próxima missão
Tal qual nos games
Tem que enfrentar o chefão
Ele vinha pra destruir
Mas, não vou me diminuir
E pra concluir... resumir...

Vou direto nas raízes
Por que da tristeza?
Porque corações infelizes
Nunca estão juntos na hora da sobremesa

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