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terça-feira, dezembro 22, 2020

Meu Xará Maradona


Yo no soy argentino
Sou Brasileiro, o maior rival
Mas, desde menino
Recebi o nome Diego e não foi casual

Diego Armando Maradona Franco
Só 60 anos e fim
Francamente, o 10 de azul e branco
Não termina assim

Diego, sempre Armando jogadas
Armando é amado, incondicionalmente
Além do gol, posições declaradas
Maradona foi Maradona pelo sangue quente

Por vários tons de azul é lembrado
Pelo branco também
Somente seu camarote iluminado
Na Bombonera agora, sempre faltará alguém

Genial com a bola, muitos são
Não a ponto de seu povo chamá-lo de Deus
E à sua despedida, estendemos a mão
Aquela mão que pôs fé até nos ateus

Eu só via a história no VT
Argentinos Juniors, Boca, Napoli, Barcelona
Hoje, um outro argentino é o E.T.
Na mesma Catalunha que desfilou Maradona

Não se discute quem é maior
Entre Dios e Rei, não é isso que entra em pauta
Pelé, pra alguns, até Mané
Foram maiores com a bola no pé
Mas, olha, ter um ídolo de uma nação,
Com opinião
Como faz falta...

Por falar em falta
Ele cobrava e guardava
O que lhe faltava de estatura
Sobrava na postura
Certamente, há quem discordava
Mas, sabendo o que ele pensava

O que deixou Dieguito
Foi em campo e foi bonito
Foi pra sempre, pros nossos vizinhos
Nossos maiores rivais
Em 86, sagrou os argentinos bimundiais

Dieguito parte deste plano
Deu os 90 minutos, apito final
Dieguito arte, craque hermano
Absoluto, fenomenal

Dieguito, 10 na camisa
Azul
Com amarelo
Com branco
Celeste
Tudo harmoniza

Letras brancas verticais
Somente o número 10 atrás
A vida realmente é um sopro
Estão morrendo até os imortais

quinta-feira, março 14, 2013

Papa argentino

Como não sou especialista em nada e tenho pouquíssimos conhecimentos religiosos para abordar e discutir a escolha do novo papa, o que resta é me divertir com o bom humor de tanta gente após a escolha da nova santidade da igreja. Imagens do cantor Latino de papa, o Inri Cristo de mobilete dizendo que perdeu a eleição e estaria voltando ao Brasil, entre outras, certamente divertiram muita gente nas redes sociais. Até os nomes entraram nas brincadeiras, já que os últimos dois papas foram Chico e Bento. 

Além das brincadeiras, o que chamou a atenção nesse momento pré eleição foi a boca de urna. Ninguém entendendo nada do assunto, mas todo mundo com palpites na ponta da língua. E muitos deles, com toda a banca de um "especialista". Mas, brasileiro curte uma aposta, um pitaco, um "chute". E, por falar em chute, até nossa rivalidade futebolística entrou em jogo. Houve quem não gostou por Jorge Mario Bergoglio ser argentino. Fala sério, né? Mas, nem parecia que era eleição de papa. O clima parecia de fim de novela, de eliminação do BBB, enfim...

E quanto ao brasileiro... Tudo que é evento importante, a gente só faz figuração. É "tipo" cota. Vai lá, faz umas micagens e acreditamos que dessa vez vai, vai... e não vai. Olimpíada, Oscar, e agora, o conclave. É só medalha de honra ao mérito mesmo.