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terça-feira, setembro 05, 2023

Ter um "P" de Pelé




Sua pele preta,
sua camisa branca,
Tinham plena sintonia
Com sua companheira
A cada dança
E ela merecia

O escudo no peito
Nas mesmas cores
Fez seu palco uma Vila
Fez tudo primeiro
Lances precursores
Que hoje um craque desfila

Ele parou, no Cosmos.
Uma guerra, adversários
Hoje, parou o Edson
O do CPF, o terráqueo
A Pelé sempre foram postos
Adjetivos extraordinários

Justos! E justo no ano em minutos finais
Quase nos 45 do segundo
A TV volta lá pra 58
O preto e branco do luto
Ocupam todos canais
Emocionam o mundo

Mundo que ele levantou
De azul como a santa
Na mão, nos pés, na cabeça
Camisa amarela ou branca
Em saltos comemorou
Essa imagem que não cansa

Quem cansa de ver gol?
Ainda mais quando é Pelé
Até nos gols que não fez
Sem tocar na bola, olé
Da trave, um vento soprou
Uruguaio apelou pra fé

Teve aquele do círculo central
O Gordon Banks na cabeçada
Todas no México em 70
Pelé eternizou até jogada
Sem grito de gol da geral
De tão magistral
Pelé quem fez a 10 encantada

Entraram mil duzentas e oitenta e duas
Em mil trezentas e sessenta e quatro partidas
Tudo em Pelé é milenar
Mil cento e dezesseis na mesma camisa
Fez a história e cores do Santos, as suas
Fez a histporia do futebol eras distintas

Antes e depois da Majestade
Pelé, adjetivo de referência
Ser o Pelé no que faz
Ser Pelé é a excelência
É transpor a habilidade
Que não se resume à ciência

Compararam os amigos 10
Edson e Diego, Pelé e Maradona
Não era pra haver disputa
Era pra se exaltar a honra
Da bola, que teve o prazer de tocar esses pés
E do céu que os reencontra

Sabe quando se diz que fulano tem um quê?
Que tem algo especial que destoa?
Vamos trocar o Q pelo P? Iria bem nesse caso
P pra perfeito, pra poder, pra pessoa
Se a gente adotasse, aceitasse o tal P
Do Pelé, bastaria o P, fica implícita a coroa. 

quinta-feira, abril 29, 2021

Noite de Libertadores


Ah, aquela avenida
Dobrou ali da Francisco Morato
ou atravessou ali do shopping
Do Metrô, da Linha Quatro
Ali, é nossa caminhada preferida
Que não cansam os pés,
Nem na volta, muito menos na ida.
 
Ah, aquela avenida,
Já vemos camisas, bandeiras, boné, corrente
Tem água, e 3 latas por 10
Pra molhar o grito que vem logo à frente
As camisas, têm de todas as eras
E cada uma com número diferente
Afinal, são tantos ídolos
Que só 1, ou melhor, só 01 é unanimidade entre a gente
 
E hoje, era pra estarmos com ingresso
Camisa já preparada
Esperando na hora o progresso
Que em dias como hoje parece em retrocesso
Esperando a primeira apitada
 
E nada, nada da hora passar
É um desespero a cada minuto lento que escorre
Enquanto a gente pede que o tempo colabore
Usamos em camisas, artigos ou na própria pele nossas cores
Cores que têm feito nossos olhos chorar
Foram tantos recentes dissabores
Que nos fazem sofrer, mas nunca deixar
 
De usar no peito as faixas vermelha, branca e preta
E não há verbo, nem palavras, nem caneta
Que possam ilustrar, rimar ou explicar
O que a gente sente em noites como essa
Não adianta, o relógio não tem pressa
Ele nos aprisiona em seu segundo compassado
Nada libertador
Que hoje, os deuses Telê, Muller e Raí
Possam nos fazer sentir
Voltar no tempo
Abençoar o templo
O nosso lar, o Morumbi
 
Que o grito de gol seja dado a plenos pulmões
Que as próximas terças sejam de igual alegria
Para todos os outros, é uma competição
Sim, muito importante que vale milhões
Para nós, é a obsessão
Que mantém vivos nossos corações
Que faz desde a manhã, nos embriagar de euforia
É só uma bola, um campo, um estádio e nossos 11 jogadores
Não é só isso, mesmo.
Para nós, tricolores
Não importa a fase nem as condições
Hoje é noite de Libertadores.

terça-feira, dezembro 22, 2020

Rio de Dezembro

Faz mais de uma semana que voltei
Ainda não me debrucei
Ou melhor, não tinha me debruçado
Pra escrever o Rio

O Rio já tão declamado
Não há linha que eu possa puxar o fio
Que ninguém tenha falado
E começando pela fala, o "S" chiado e o "I" dobrado

Nunca perceberam o "I"?
Pede pro carioca falar Rio
O segundo "I" é meio tonzinho pra baixo
RIiO
E bota i no meixmo, eixtra, e por aí vai...

E lá, por onde você vai
É alertado, uma tensão do carai
Retorna de ré, fica abaixado

O Rio com suas praias
Não senti o mar salgado
O Rio de shorts e saias
De um calor exagerado

E sabe qual foi o maior exagero?
A maior discrepância?
Foi ver um morro equilibrado
Por esperança

E abençoado por uma igreja
Ali, quem mora, teme a tempestade
Ali quem prega, já conhece a bonança

Não sei se é mármore que fala
Mas, a fachada, por si só já fala
Não vou lembrar o nome
Mas, era letra por letra separada
Estilosamente fixado
Aço fosco, escovado

Luxuosa, a ponto de eu nem duvidar
Se me falassem que era o portal do céu
Bastava olhar
O que pra uns era lar
Ou o que era o caminho fiel
Não parecia difícil a escolha
Por qual iria andar
10% de dúvida cruel

Pouco à frente, já na curva
Perguntei o nome daquele morro
Pra fazer jus à referência no meu verso

"Não tem nome, não, ali foi invasão, ocupação"
Meu pensamento sempre em processo
Já pensou: 
se nem o local mereceu um endereço, uma localização
Imagina o cidadão que ali se alojou

E logo na entrada de outro morro
Chamou minha atenção
O armamento pesado, empunhado
Preparado pela corporação

Para que, em qualquer situação,
Estivesse engatilhado
Sobre rodas ou pé no chão
No banco de trás da viatura
Corpo na postura e arma na mão

Rodamos Mangueira, Vila Isabel,
Maracanã, Cacique de Ramos
Do Cristo, passei perto, olhei pro céu
Era tanta neblina que nem enxergamos

Pense numa fumaça
Que conforme a tarde passa
E o breu vem chegando
Foi melhor voltar pra casa
Na Ilha do Witzel, afastado como tantos

O Rio, às vezes, é de lágrimas
Da violência de cenas trágicas
Mas, também é de emoções, como o carnaval
Quando é ainda mais atração mundial
Pela Sapucaí e suas mágicas

Magias, encantos, efeitos especiais
Belezas esculturais
Em corpos humanos
Em construções naturais

O Rio de Janeiro, do samba, da Lapa
Do futebol, tema que não escapa
De Zico, Garrincha, Edmundo e Romário

De camisas da escola
Tanto quanto as de time
São tantas peculiaridades
Que mesmo com tantas obras
Esse poema (e mais outro, e mais outro e mais outro...)
Todos seriam necessários
Porque pra um Rio, não há palavra que exprime
E expresse ou resuma o que traz o mundo inteiro
É pelo calor do ser brasileiro?
Não creio...
Pelo menos que seja só isso, nem a bossa
Nem aquele abraço, nem as Águas de Março
Que tudo isso é muito cosa nostra

As águas desse Rio não são
Nem de janeiro, nem de março
O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
Miliciano e desigual  
Estou escrevendo em dezembro
De um próximo ano 
com fevereiro sem carnaval

Meu Xará Maradona


Yo no soy argentino
Sou Brasileiro, o maior rival
Mas, desde menino
Recebi o nome Diego e não foi casual

Diego Armando Maradona Franco
Só 60 anos e fim
Francamente, o 10 de azul e branco
Não termina assim

Diego, sempre Armando jogadas
Armando é amado, incondicionalmente
Além do gol, posições declaradas
Maradona foi Maradona pelo sangue quente

Por vários tons de azul é lembrado
Pelo branco também
Somente seu camarote iluminado
Na Bombonera agora, sempre faltará alguém

Genial com a bola, muitos são
Não a ponto de seu povo chamá-lo de Deus
E à sua despedida, estendemos a mão
Aquela mão que pôs fé até nos ateus

Eu só via a história no VT
Argentinos Juniors, Boca, Napoli, Barcelona
Hoje, um outro argentino é o E.T.
Na mesma Catalunha que desfilou Maradona

Não se discute quem é maior
Entre Dios e Rei, não é isso que entra em pauta
Pelé, pra alguns, até Mané
Foram maiores com a bola no pé
Mas, olha, ter um ídolo de uma nação,
Com opinião
Como faz falta...

Por falar em falta
Ele cobrava e guardava
O que lhe faltava de estatura
Sobrava na postura
Certamente, há quem discordava
Mas, sabendo o que ele pensava

O que deixou Dieguito
Foi em campo e foi bonito
Foi pra sempre, pros nossos vizinhos
Nossos maiores rivais
Em 86, sagrou os argentinos bimundiais

Dieguito parte deste plano
Deu os 90 minutos, apito final
Dieguito arte, craque hermano
Absoluto, fenomenal

Dieguito, 10 na camisa
Azul
Com amarelo
Com branco
Celeste
Tudo harmoniza

Letras brancas verticais
Somente o número 10 atrás
A vida realmente é um sopro
Estão morrendo até os imortais

sexta-feira, maio 19, 2017

Seu Arnaldo

Era uma vez, seu Arnaldo
Amava política e futebol
Discursava de Lula a Ronaldo
Assuntos variados no rol

Esse Arnaldo chamava atenção da galera
Era o tal Arnaldo falar e todo mundo ouvia
O pessoal acreditava, também pudera
E todo mundo comentava, repercutia

Ê seu Arnaldo, que gosta também de canções
Nesse tema, até bato palma pro Arnaldo
Nisso, ele manja bem quando faz seleções
Linhas boas, tipo aquela com o Rivaldo

Seu Arnaldo viu o tri, o tetra, o penta
E como eu disse: leva o povo na prosa
Sabe aquele papo na porta da venda
Que vai bem com a cachaça de roça?

Seu Arnaldo de terno tem toda pompa e estica
Vira outra pessoa, mas não perde o talento
O que ele fala, ‘é pouco’ os que duvida
Sabe dom de convencimento?

Você deve conhecer o Seu Arnaldo
Ele está sempre aí falando e falando e falando
Do que ele fala, eu não tiro um caldo
Eu só fico atento observando

O que o seu Arnaldo fala, o povo repete tipo escola
Tipo sala de aula, o que ele fala o povo cola
Mal aí a rima falha, o que ele fala em mim não cola
Esse seu Arnaldo... apita o jogo e mata a bola!

terça-feira, novembro 29, 2016

Triste fim, Chapecoense



Estarrecido
Com a fragilidade da vida
Aborrecido
Com a triste partida

Partida sem volta, só ida
Sem apito inicial
Somente final
Final já perdida

Uma perda sentida
Com apelo nacional
E pelo Nacional,
O de Medellín

Onde deu-se o fim
De todo um plantel
Num sonho real
Decisão internacional

E todo um país chora
E pelo mundo afora
Já deu no jornal

Foi embora jogador
Treinador, repórter, tripulação, narrador
Comentarista
Mas, a nós, como comentar
Tragédia como essa nunca vista?

É um sofrimento incondizente
Tantos jovens rumo à batalha
Em busca da conquista

Isso machuca a gente
Que nem torce pro time
Mas, se põe na dor de um parente
Do sobrevivente

É uma perda que deprime
O peito comprime
E nos põe a pensar
Na fragilidade da alegria
Do grandioso momento
Que a Chape vivia
E como vivia!

Um histórico contentamento
Num sopro do tempo
Acidente violento

Domingo mesmo estavam aqui
Se organizaram pra partir
Tinha uma escala a seguir
Após em campo, ver a festa palmeirense

Baldeariam em território boliviano
O voo saiu
Representando o Brasil
No torneio sulamericano

O destino a Deus pertence
E assim decidiu
Quase no aeroporto colombiano
Ninguém perde, ninguém vence

Tamanha dor nos atingiu
O avião caiu
Com o esquadrão catarinense

E ficou assim a decisão
Triste fim, Chapecoense
O luto que é o campeão

quarta-feira, novembro 23, 2016

Ah, o torcedor...

Ah, o torcedor...
Torcedor de futebol que eu falo
Eita bicho doido de entender
Parece que apita o juiz, dá um estalo
Pôs o manto, vira outro ser
Não dá pra explicar esse prazer
Uma parada quase doentia
Que conforme o lado que a maré pender
Tem tranquilidade, tensão, raiva, alegria

Quem torce, se retorce, se for preciso
algumas coisas até distorce
Pra parar e ver um joguinho
E por se empenhar pelo time
Não admite que o jogador não se esforce
Nem se anime pra vestir aquele uniforme
Sem qualquer carinho

Como isso é raro hoje em dia
Já basta raça e respeito
Não precisa beijar o escudo no peito
Dispensamos essa hipocrisia
Pra que daqui pouco tempo
Abrace outra torcida, outro gesto ou mania
Beije outra camisa e diz que tanto queria

Mas, com tudo isso, jogador descompromissado
Time em boa fase ou quase rebaixado
O torcedor segue lá... aliado
Firme, forte, na arquibancada, no agito
De olho e palavrão preparado
Contra o cara do apito
Tem coisa que torcedor faz
Que eu quase desacredito

O símbolo do clube tatuado, marcado, eternizado
Certa vez, ouvi uma frase, mas não lembro quem tenha dito
Perguntaram pro torcedor: pra você o que é vida?
A resposta: é o intervalo entre o fim de uma partida
Do meu amado time no gramado
Até a ola rolar de novo, no próximo jogo marcado

Pra alguns, é só fanatismo, 22 atrás da bola
Milionários, sem ir à escola
Um bando de moleque mimado
Supervalorizado
Que pra nós, não é só a pelota que rola
É a alegria de um povo que se esfola
Que às vezes, junta os trocados
E na fila dos estádios
Uns pedem uma quirela, uma esmola

Pra inteirar no ingresso
Então, só mais uma coisa que peço
Paz nos arredores, nas torcidas
Gritem que são os melhores
Mas, poupem vidas
Somos o país do futebol,
a pátria de chuteiras
Mas só tem ordem e progresso
nos dizeres da bandeira

segunda-feira, setembro 19, 2016

Chegou domingo

Chegou domingo, hoje eu quero farrear
Hoje eu quero batucar
Hoje eu quero bater na mão

Chegou domingo, hoje é dia de pagode
Futebol, a galera explode
Nosso samba é campeão

Um gol, outro gol e a bola não para na televisão
Brasileiro, espanhol, o inglês, da Itália e até o alemão
Domingo, o quintal tá lotado, o samba é nosso esporte
Pra chegar, só a malandragem é que tem que ser forte
E depois um domingo fantástico, o pagode chega ao seu final
Mas, domingo que vem tá aí, vai ferver o quintal

Domingo bem cedo a galera se junta pra bola rolar
Eu sei, a noitada foi boa, no entanto, não posso atrasar
A chuteira já tá esperando, a camisa e o fardamento
O jogo acabamos ganhando, tudo isso foi o aquecimento
O que importa é a outra redonda, a mesinha no canto do bar
Onde a turma se une pós-jogo, prum samba cantar

domingo, fevereiro 02, 2014

O São Paulo foi mais

Nesse domingo, o São Paulo provou que teve mais. Mais um clássico, mais uma derrota e mais uma vergonha

Muito obrigado diretoria tricolor. Por mais uma vergonha neste domingo. Nada de menosprezo contra um rival grande como o Palmeiras. Não é demérito perder um clássico, mas todos, sim. Sabe o que é pior que a derrota? É acompanhar o jogo e pelo que assistimos ou ouvimos, não temos sequer a expectativa de uma grande jogada, um gol, uns 'ameaços'. 

O time do São Paulo é inofensivo. Não coloca mais medo como o time de 2005-2008. Não oferecmos perigo algum aos adversários, com exceção aos Rio Claros da vida. Nessas partidas, o cara que vocês realmente acreditam que tem potencial para usar a camisa 9, que já foi do Chulapa, do Palhinha, do Ricardo Oliveira, do Amoroso, do França, o tal Luis Fabiano, nesses jogos molezinha, ele deita. Quando é algo um pouquinho mais difícil, aí some. Sabe quando você tem um primo menor que quer jogar seu videogame e naqueles jogos mais 'babas' você deixa ele jogar pra dar conta do recado? Então, esse primo mala é o Luis Fabiano. Mas, quando é um jogo mais complicado, aí você precisa reassumir o controle e vencer a pedreira. Pois é, no nosso caso, não temos quem vença a pedreira. O setor ofensivo tricolor é uma piada. No rádio, não ou vi nenhum Fernando Prrrraaaaaaaassssssssssssss. Isso significa que o São Paulo não tem causado medo e é um time fraquinho fraquinho? Como diz o Ronnie Von: Significa!

Novamente, muito obrigado diretoria por tudo isso que vocês fazem o torcedor são paulino passar. Eu fico imaginando a cabeça do Muricy tentando resolver o problema no vestiário. E opção? Não tem. Não lembro de um setor ofensivo pior que esse. Tivemos zagas históricas em bizarrice: Emerson, Jean e Julio Santos. Laterais de ruindade semelhante. Setor de criação com problemas tão sérios quanto, mas, dos ataques que já vi, acredito ser este o pior. Sabe no futebol de rua quando dizemos que 'aquele ali é café com leite'?

É esse o caso. 


Valdivia x Ceni

Ceni tentou chutar Valdivia na comemoração do gol. Ambos são odiados pelo rival. Que bom! Não quero a simpatia dos rivais pelos jogadores do meu time. Simpatia de adversário é a comprovação que este cara não oferece perigo. Até inde sei, ninguém simpatiza com o risco, com o 'inimigo'.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

SP vence, goleia, mas ô time fraco

Em Natal são paulino, dia do aniversário do #M1TO41anos (isso que é o fato importante do dia) e partida válida pela segunda rodada do espetacular Paulistão e suas fórmulas mirabolantes, o Tricolor paulista recebeu o Mogi Mirim, time do Rivaldo (ainda jogando). Com o placar feito no segundo tempo, marcaram Osvaldo, Luis Fabiano, Ademilson e pasmem, o quarto foi do Douglas.

Com a vitória, ainda em fase prematura do campeonato, nada muda drasticamente, no entanto, uma goleada ajuda no moral da equipe e quebra os tabus de tempos sem gols de todos do ataque.

Ganso era citado a todo momento pela narração no rádio, logo, participa mais intensamente e, se os atacantes colaborarem se desmarcando e oferecendo opção, deixe com nosso 8 que ele resolve. 

Para jogar um balde de água fria nesse ânimo todo da goleada, precisamos destacar nossas sérias limitações de elenco. Nossa zaga precisa de reservas. Para as laterais, vamos esperar mais para analisar o Luis Ricardo e o recém chegado Álvaro Pereira. Volantes, precisamos de um titular e um reserva para a camisa 5. 

Para a meia, estamos bem, ou melhor, otimamente servidos. Ganso resolve. Jadson, se ficar, é ótima opção, O Maicon ajuda nessa função e, se o Curintia não quiser o Danilo, pode voltar que será bem vindo. É campeão de tudo. Isso ajuda muito no espírito do time e ainda tem bola pra jogar. 

No ataque, zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Eis um espaço em branco. Para fazermos um comparativo com o sistema prisional, por exemplo, nenhum dos atacantes do São Paulo teria cela exclusiva por ter "alto poder ofensivo".

Ao Muricy, resta-nos sempre permanecer agradecendo.

quinta-feira, outubro 03, 2013

Inédita vergonha

Pela manhã, preparando a vestimenta para a caminhada, vi o boné com o símbolo do meu amado tricolor sobre a cama. E pela primeira vez, recuei. A vergonha foi tanta de sair ostentando aquele símbolo nesta manhã. Nunca senti isso. Em situações vexatórias que, nem quero lembrar aqui, vestia o manto, enchia o peito e enfrentava o mundo. Numa boa. Mas hoje... não deu.

Obrigado à diretoria pelos péssimos jogadores que contrataram. Obrigado aos péssimos jogadores que contribuem para essa vergonha que sinto. Aos bons jogadores, por favor, tenham calma e tentem ajudar e contribuir para que o time não caia. Apesar da tristeza futebolística, a fé de ser um torcedor do Clube da Fé me impede de apostar na queda. Escapará. Quero crer assim. E ao Luis Fabiano, que não enquadro entre os bons nem ruins, peço a atitude de chamar a "responsa". Ele sabe fazer gols, mas, em toda a carreira, nunca foi um jogador decisivo. Agora é a hora de provar. A oportunidade certa.

Muricy chegou, conquistou 3 vitórias e 3 derrotas. Parece que a coisa não vai. Mas, tem que ir. Pelo menos, escapar. Já passamos por fases horrorosas, por situações de vergonha em níveis altíssimos, mas, assim como eu, pela primeira vez, declinei a ostentar o manto nesta quinta, muitos outros devem ter sentido o mesmo. A vergonha me impediu.

E, de novo, reforço o discurso do pedido de calma, já que perder do Santos não é nada absurdo. Agora, 3 a 0, com um a mais, como foi e tomando gol até do Léo, aí força a barra mesmo. Já perdemos pontos ridículos como perder as 2 pro Goiás, ter perdido pro Bahia, entre outros. Esta situação precisa mudar. E urgente!

Para o ano que vem, sugiro o Fernandão do Bahia. E, ontem, em matéria do Esporte Interativo, vi que jogadores como Tinga, ex-Internacional e Souza, ex-Corinthians ainda não fizeram 7 jogos. Será que o Souza não faria mais gols que Welliton, Negueba, Aloisio, Osvaldo? Particularmente, gosto de camisas 9 altos e caneludos, porém goleadores.

E acabo de ver que o Deola não está jogando pelo Vitória. Caso Ceni, se aposente, gostaria do Deola para o ano que vem. Precisa ver como está, porque para estar na reserva do Vitória...


domingo, setembro 29, 2013

Calma, Tricolores!!!

Muita calma, tricolores. Friamente, respondam: perder pro Grêmio (até em boas condições, que não é o caso) seria algum absurdo? Para mim, não. Contra o Goiás, nem dá pra falar de outra coisa além do azar e da ineficiência ofensiva. Outra pergunta: quando você joga bola na esquina, no campinho, onde for... se seu time tem um pênalti não marcado a seu favor, você fica P da vida, não fica? E esse nervosismo não passa na hora. Em menos de um minuto, depois do pênalti não marcado, e uma bola com todo o jeito que tinha saído (mas não saiu), gol do Grêmio. Aí pra reverter, complica!

Não sou administrador profissional, mas, vamos tentar estabelecer um paralelo entre uma empresa e o futebol do São Paulo. Se você tem algum empreendimento comercial e um dos setores desta empresa (com toda a estrutura para trabalhar) se mostra ineficaz, qual sua atitude? Considere todas as variáveis de condições e tudo o mais. Caso esse setor, por exemplo, seja a recepção telefônica, os aparelhos tocam, os atendentes estão em suas cabines de atendimento, mas... não atendem.

Logo, na minha amadora opinião como administrador, tentaria preparar melhor a equipe contratada ou trocá-la. Se nesse caso, há problemas técnicos como dificuldade de se comunicar, precisaria trocar mesmo. No futebol de São Paulo, é igual. Para alguns atacantes, o problema é a bola. Aí dificulta o trabalho, amigão. Contra o Grêmio, foram diversas chances, mas nada de conclusão certa. Com o Goiás, idem. Vejo avanços e perspectivas. Perder pro Grêmio é aceitável. Absurdo é perder as duas pro Goiás, agora na volta, perder pro Coritiba, não beliscar pontos contra Náutico, Criciúma, Ponte, Atlético-PR (mesmo bem), Bahia, Vitória, Goiás. Não dá pra aceitar em turno e returno não somar um pontinho sequer contra os dois gaúchos, nada em clássicos e por aí vai.

Escaparemos. Pelo menos, ainda acredito, mas hoje, o erro da arbitragem com o pênalti e expulsão do Kleber, independente de converter ou não a penalidade, mudaria a história da partida. Fato. Mas, erros acontecem para todos. Agora, a sorte poderia voltar um pouquinho, mas como a sorte acompanha os competentes, teremos que rezar muito por esse nosso ataque.

GALO
Boa Galo, não tive como assistir ou ouvir, mas, belo resultado contra o Santos. É nóis, uai!

LUSINHA, ORA POIS!
Obrigado por tornar meu final de semana menos doloroso. Agora, fica a pergunta: porque esse jogo não foi o transmitido pela Globo já que foi lá longe? Aaahhh, porque o Corinthians está em queda? Será?

BOTAFOGO
Pênalti discutível contra? Em casa? Contra a Ponte? Milagre. E nunca compensará o histórico favorável. E só pra constar: acabou o gás, como sempre. É o Botafogo!

segunda-feira, setembro 02, 2013

Prédio (São Mateus)/ Futebol (SPFC)

Mais um caso de desabamento, de "acidente". Não consigo aceitar que tudo isso seja acidente. Essa área de engenharia, de construção, é considerada no campo das Exatas. Então, se cai um prédio, não é acidente, não é acaso. Tudo isso consiste em erro de cálculo, em erro de escolha de material, enfim, erro humano, de alguma forma. E, nesse caso, todos ficaram sabendo porque matou um monte de gente, causou comoção, destruiu famílias. E quantos casos de negligência, de descaso, de incompetência, de jeitinhos existem por aí e prejudicam pessoas, sem ninguém ser o responsável?

O amadorismo impera. A arquiteta assinou o projeto sem nem conhecer o local e a obra. E quantos "profissionais" por aí não assinam projetos para ganharem o dinheiro proposto e nem se preocupam com sua ética de realmente assinar algo que "concorde"?

Que as famílias dos envolvidos nesse desabamento estejam confortadas por familiares, pela fé espiritual e divina, porque pela justica da punição aos (ir)responsáveis... no Brasil? Duvido muito.

FUTEBOL

Final de semana de mudanças no meu Tricolor. Empatar no Rio com o Botafogo, na atual conjuntura, é um excelente resultado. O principal problema era a zaga. Problema resolvido? Ainda não, mas diminuiu bastante. Sofremos apenas um gol nos últimos 3 jogos. Na vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Empate em 0 a 0 contra o Fla e o Bota. Se o ataque, por enquanto é só de nervos pela inoperância dos nossos homens de frente, o setor defensivo tem demonstrado mais segurança, o que não acontecia nas trocentas derrotas que enfrentamos recentemente.

E até a sorte já está mudando. Um chute como aquele do Seedorf, até pouco tempo, bateria na trave e entraria. O vacilo do Rodrigo Caio, que rendeu um chute (acho que) do Elias, ainda no primeiro tempo, também seria caixa.

Se a sorte melhorou e a defesa também, agora falta o Luís Fabiano voltar e jogar, mas... sem se estressar, sem ser expulso, sem confusões, sem pipocar e com gols. Isso, indiscutivelmente, ele sabe fazer. Melhor que todos que estão lá. Então, se é o que temos, mesmo que eu não goste, que volte a jogar e faça jus ao status de ídolo que tem.

Vamos lá, escapar dessa fase e dessa zona de rebaixamento.

E gostaria muito de entender como a diretoria do São Paulo não foi atrás de tantos jogadores que rodaram aí no meio do ano e foram para clubes nacionais que deveriam perder disputas pau a pau com o Tricolor. Cito exemplos: Chicão, Elias, Moreno (Flamengo), Guiñazu (Vasco), Thiago Ribeiro (Santos), entre outros que atenderiam certa demanda necessária ao meu amado Tricolor.

E fica a sugestão: Podem me chamar de louco, mas gostaria de ter como banco do Luís Fabiano e, sendo banco do nosso camisa 9, jogaria bastante, mas queria o Fernandão do Bahia, ex-Palmeiras. Gosto de matadores grandes e desengonçados, estilo Fernandão (ex-Inter e SP), Washington (ex-SP também), Aloísio Chulapa, Jô, Adriano, Ibrahimovic, Vieri, entre outros nesse padrão. Sempre pedi o Tolói, uns 2 anos ante de ele vir mesmo. E hoje, na zaga, é o melhor que temos. Vai que esse Fernandão seja uma boa...

segunda-feira, novembro 12, 2012

Culpados sem culpa (?!) / Ele sim. É o camisa 9!

Dois casos me chamaram muito a atenção nos últimos dias. O primeiro aconteceu no final da semana passada, em que um pai, ao fugir da rotina, esqueceu seu filho ou sua filha (acho que era uma menina) no banco de trás do veículo e entrou para o trabalho. A criança de 10 meses morreu ali mesmo.

O pai é culpado? Sim. Mas, raciocine um pouco. Ele tem tanta culpa assim? Foi proposital? Certamente não. Com certeza, esse coitado vai se punir e se culpar disso até o último dia da vida. E, por mais que tenha sido um erro somente dele, vamos além de um simples fato...

Hoje em dia, a cada minuto, vivemos uma vida programada, mecânica, sem vida, sem motivo, sem porque. Somos uma série de obrigações que cumprimos. Apenas isso. Vivemos interpretando um papel social. Funcionário, pai, esposo, amigos, enfim, atendemos ao nosso cronograma estipulado pela vida e por tudo a nossa volta. O dia que algo sai da rotina, geralmente, nem sabemos por onde começar a "aproveitar". Mal sabemos como faz isso...

Outro caso, julgado como doloso e também envolve morte, diz respeito ao policial militar que, nesta madrugada, assassinou duas pessoas. Propositalmente, sacou a arma e saiu atirando. Ok, até aí, culpado. Sem discussão. Mas, vamos além de novo, por favor...

O assassino dos 2 empresários é um policial. Hoje, vivemos a época de caça à polícia. Ele, ao ser fechado por um carro na madrugada, em São Matheus, tendo ao lado esposa e filho(s), pensou ser uma emboscada para atacá-lo. E não é sem motivo tal pensamento do policial. Por mais inegável a culpa que tenha, fica até difícil dizer que a reação dele foi insana ou sem propósito.

Agora, para descontrair... FUTEBOL!!!

FLUMINENSE TETRACAMPEÃO BRASILEIRO! Parabéns! Agora, que baita camisa 9 é o Fred. Atacante, craque e ídolo é isso. Quem conquista campeonato e decide. Quem é lembrado na hora que o bicho pega. Esse é Fred. O melhor camisa 9 do Brasil e não é de hoje. Sem o oportunismo da data para declarar meu gosto pelo futebol do Fred. Quem me conhece, sabe. Quem sabe ele ainda não me dá a honra de vê-lo vestindo outro manto tricolor? O do meu São Paulo.

Parabéns Fluminense. Parabéns Fred.

quinta-feira, setembro 27, 2012

EDITORIA: CORNETA CLUBE

Como sempre...

Apenas uma tentativa, até sem muita pretensão, que deu certo. Quando houve o adiamento do jogo entre Flamengo x Atlético Mineiro, a justificativa oficial foi o mau estado do campo onde estava marcada a partida. Uma semana depois, o Flamengo mandou o jogo em outro campo em condições ruins tal qual o do jogo adiado. 

À época, o Flamengo, em péssima fase, vinha de 4 jogos sem vitória. Não tinha no elenco o autor do gol da vitória, Liedson. E o Galo era líder e em excelente fase. Azar do Galo e sorte do Flamengo.

Muita coisa mudou com a bola rolando, mas, fora das quatro linhas...

domingo, julho 08, 2012

Longe do #MorumbiZero


Longe de se conseguir o #MorumbiZero (infelizmente) como uma ação histórica, inteligente e pacífica de protesto, o São Paulo venceu o Coxa por 3 a 1.

Acompanhando a partida pelo rádio, inicialmente, a expectativa é que não seria algo muito prazeroso ao apito final. Com o decorrer do tempo, a sensação se inverteu. O Coxa, nosso último algoz em um mata-mata não ofereceu perigo ao nosso Tricolor. Oswaldo, que não acredito que seja a solução dos problemas, foi bem. Jogando desde o início, fez o seu e participou dos lances de gol. Longe de ser um craque mas, pior que o Fernandinho não deve ser. Até o Maicon fez gol e participou mais. Parece que as coisas realmente estão mudando para os lados do Morumbi.

Esta semana, com os sucessos dos rivais, a diretoria tentou responder com as contratações de Ney Franco (mais uma aposta) e Rafael Toloi (sempre quis no SPFC). Se o intuito era abafar a má fase do São Paulo, não funcionou para quem ama este clube. Para desespero da diretoria tricolor (pelo menos, espero que esse seja o sentimento), nossos três rivais estão conquistando títulos. Até o Palmeiras deve se consagrar na próxima quarta, depois de um jejum de tanto tempo sem conquistas nacionais. Se era essa a chacoalhada que precisava o Juvenal, está aí.

Resta a nós, torcer. Ainda penso que falta muito para esse time engrenar. Começando por nosso sistema defensivo. Precisamos de zagueiros (isso mesmo, no plural) e volantes. E lá na frente, um substituto para o Luís Fabiano, que vira e mexe, é desfalque.

segunda-feira, junho 28, 2010

Sentimento estranho

Diferente o que senti
Abri a gaveta, azul vesti
Poderia ser amarelo
Ou outra cor da bandeira
Seleção Brasileira
Um sentimento novo
Novo não, de novo
Decidi me juntar ao povo
E torcer pelo Brasil
Confesso, ia na contramão
Por falta de identificação
Pela fraca representação
Real da nação
Pela criticada convocação
Ou até pela escalação

Primo pela coerência
O técnico também
Criticam a sapiência
Capacidade, inteligência
Sempre ficará aquém
Sempre haverá alguém
Pra falar mal, pra falar bem
E não sei de onde vem
Esse sentimento contrário
De torcer pro adversário
Soberanos nesse quesito
E mais ainda, acredito
Seremos mais pra frente
Sendo, mais ainda, coerente
Nacionalista que assumo ser
Como posso torcer
Pro meu país perder?

Desde o tetra, não torcia
Em 98, como eu ria
No penta, nada sentia
2006, que alegria

Resolvi então mudar
Até o Dunga vou apoiar
Engraçado a gente cornetar
O cara ganhou tudo
E ainda vai deixar mudo
Assim como o anão
Muitos faladores de plantão
Pois o Mestre não foi Dengoso
Tantos ficaram Zangados
Deixou o treino misterioso
Nada Feliz, os revoltados
Que perderam a Soneca
Dormiram preocupados
Faltou o Atchim, agora sim
Todos estão citados

Não pretendo me equivocar
Cometer ufanismo imbecil
Em ídolos, vou me inspirar
Nem sempre são do Brasil
Por eles, vamos vibrar
Sentimento maior, doentio
Nosso amor pode representar
A saudade de quando partiu
Pela porta poderá sempre entrar
Foi um símbolo e não fugiu

Clube, time, agremiação
É muito maior a paixão
É a nossa seleção, opção
Razão, amor, emoção

Temos craques noutro país
Alemães e japoneses
Nos co-irmãos, na raiz
Alguns viraram portugueses

Só lamento a debandada
Rumo aos sonhos de criança
Bola leve ou pesada
Faz o gol da esperança
Faz defesas, pedalada
Da torcida, confiança

Será que ainda veremos
Uma Seleção do Brasil?
E não Seleção Brasileira
Craques por quem torcemos
Cada um, com sua bandeira
Aí sim, ostentaremos
No nosso peito, cada estrela

quinta-feira, maio 06, 2010

Futebol e razão: impossível missão

"Hoje tem jogo, tem futebol", já cantou o Grupo Fundo de Quintal. Tantos outros já interpretaram o tema também, com tamanha propriedade. Tem músicas pros zagueiro, pros goleiros, pros craques, enfim, até pro juiz. E nem é xingando o cara...

No país do futebol, não onde ele nasceu, mas onde ele melhor se desenvolveu, todo torcedor é um estrategista de primeira. Tinha que tirar o fulano, porque ele, no encaixe deste time, não desenvolve uma função tática adequada; tem garra, mas, precisa melhorar o lado defensivo e tal... Bla bla bla, bla bla bla... Amante de futebol manja muito, sempre mais que o técnico, principalmente o da Seleção, independente de quem seja.

Ninguém gosta de futebol. Ou ama ou odeia. Acho difícil acreditar que qualquer torcedor que tenha seu clube de coração aceite, indiferente, derrotas, vexames e títulos. É vergonha ou festa geral! Dizem que o amor é cego; e eu completo: cego, surdo e tonto!

Não parece muito inteligente, nem normal, um cidadão que sai para assistir a qualquer coisa, por pior que ela seja, que este pague caro para ter em troca conforto e respeito nenhum. É, no mínimo, burríssima essa ideia. Mas, como diz outra canção: É o amor...

Muitas vezes defendi meu amor pelo esporte bretão com a alegação que um homem, no decorrer de toda a sua vida, só não troca de time. Mudanças acontecem no campo amoroso, profissional, financeiro, de moradia, de todas as partes; mas, de time, jamais. O que nos entristece, muitas vezes, é o risco iminente com uma inocente e despretensiosa ida a um estádio de futebol.

Já parou pra pensar que, em pleno domingo ou em plena quarta-feira, mesmo tarde da noite, deixamos nossas famílias e, tal como guerreiros, nos dirigimos ao nosso campo de batalha e nos julgamos importantes naquele exército que formamos ao redor do campo e acreditamos empurrar o time para as vitórias. Doce ilusão... O pior: nosso lado racional sabe disso. No entanto, amor não se escolhe! Agimos irracionalmente em prol de... sei lá o quê

Criamos ídolos, símbolos de superação, exemplos para nossas vidas. Simplesmente pelo cara defender nosso time. Loucura, contudo, futebol é isso. Copa então, é a hora do mundo parar. Nações se unem, a guerra dá uma trégua, pelo menos, durante os 90 minutos. Que poder tem a bola!

Apaixonados pelas peladas, esquecemos a data do niver de mamãe; a escalação de todos os tempos ou de idos títulos, nunca. Datas, lances, jogadores e detalhes, em hipótese alguma. Quando chega o Mundial então, vestimos amarelo. Saímos às ruas, com walk ou discmans, ipods, acompanhando tudo, pensando nas chaves, nos placares e chutando os resultados e próximos desafios que, claro, venceremos; somos os penta, os melhores, os imbatíveis, somos o Brasil sil sil! Tabelinha no bolso, anotamos, jogo a jogo, quanto foi e, por toda a áurea que vivemos nesse mês, somos os maiores entendidos e interessados no assunto.

Escalamos, convocamos, xingamos, choramos, rezamos, abraçamos e vibramos. Muito! Muito mesmo! Há quem discuta e discuta com entusiasmo, com a bandeira do clube ao lado da cadeira ou com o escudo na camisa ou na pele ou até com imparcialidade. Ãhn? Imparcialidade? Mentira deslavada. Não dá e, para nós, sempre os comentaristas estão a favor do inimigo, nunca são imparciais. E o pior: todos pensam assim.

Com nossa extensa experiência (de torcedores), somos revolucionários e inventamos esquemas e formas para sermos imbatíveis. Cada um tem a sua e todos estamos certos. Futebol é isso!