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terça-feira, novembro 18, 2025

Armas made in Rio

Minha visão anda tão fria
Só que esses dias
A dor que assolou o Rio
Cruzou esse meio fio 
Desalmada com fuzil
Pra invadir a calçada
Pegou descalça
A normalidade falsa
De comunidades abandonadas

Não é que não tem gente
É que essa gente não conta
Quando a mira aponta
Qualquer que seja a contagem
O argumento desmonta
Que foi algo diferente

Não foi!

Não mudou o formato
Não mudou o retrato
Nem o alvo mudou 
Muda-se o endereço
Não muda o desapreço 
Com que o Estado tratou

É geralmente como ele trata
Matar na favela é a bala de prata
Para quem neles vota
Cancela-se o CPF
Nunca o CNPJ
Que tem assinatura
Legenda e legislatura
Só não assina a nota

O chefe que deu o aval
Para que o gatilho policial
Subisse a Penha e o Alemão
Não levou em consideração
Que o que chamaram de megaoperação
Trouxe mais corpos que fuzis
Não pode ser natural
A morte ser tão banal
E dependendo do autor e da cor
São dois ou mais rostos de Brasis

Pra ter tantas palmas quanto balas
Essa conta não condiz
Que a vida isso, a vida aquilo
Não bate com nossas falas
Pro Estado do Rio é a quilo
Que são vendidas, distribuídas
Vidas ceifadas nas armas

Armas que no RJ não são fabricadas
Imagina a 12 ou AK cariocas da gema
Nem vem escrito made in Rio
Made in Morro, dá pra rastrear no sistema
Nem as drogas são ali preparadas
Pela lei, no RJ também são proibidas
Como não compensa ficalizá-las
Já que o preço são vidas
Tudo continua como na semana passada
Só mudar o jovem e a arma empunhada

Daqui uns dias, a dor geral se despede
Nada mais se faz
Quem perdeu alguém, perdeu
Fica o Castr... opa, o rastro de tudo que aconteceu
A falsa sensação de paz
Das belezas naturais
Da cidade maravilhosa
Lema que tanto se vangloria
Até logo mais, em outro dia, 
Tudo recomeça
Sem ensaio de cena, 
Se encena a mesma peça

Mesmo texto
E com pretexto de combate ao crime
O governador define
Foi um sucesso a ação

Da omissão que pouco se diz
Por mais que o morador apele
A dor que vai pro mundo legendada
Aqui, leva a legenda do PL
Só que é dificilmente assimilada

Eu nem consigo explicar
Só lamentar pelo Rio
Que já rendeu tanta poesia
Nessa, não rima janeiro, fevereiro e março
28 de outubro deixou outro verso, outro traço
Um dia, acima de tudo, sangrento
Já pensou se o Cristo Redentor
Com seus estendidos braços
Deixasse o Rio menos violento
Sob o sol, tanto corpo empilhado
Não dá pra culpá-lo do fracasso
Se o passo não muda faz tempo

terça-feira, fevereiro 15, 2022

Balas Amargas

Mais um corpo preto assassinado
Mais um corpo preto assassinado
A cada dia, um novo caso
Sem A pra virar acaso
Não é acaso, é descaso

Ou melhor dizendo, tem causa
Só não tem pausa
É um atras do outro
Em comum, a cor do corpo

Dessa vez, um vendedor de balas
Das doces, não das amargas
De por na boca, não nas armas

Balas todos os dias são vendidas
Algumas saboreadas
Outras perdidas
Algumas encontradas
Após perdermos vidas

Uma é 3, duas é cinco,
É um racismo cínico
À luz do dia em Niterói
E o que mais me destrói
É que não acabou
Logo terá outro, sempre preto,
Que, no susto, a arma disparou
 
E não tem idade,
Menino de 9 anos, mesma do meu filho
Também virou alvo do gatilho
Pra ferir o pai, líder na comunidade

Disputas territoriais
Litígio agrário, áreas rurais
Anunciaram-se policiais
Invadiram a casa e sem menos nem mais
Pegaram o moleque embaixo da cama
E mataram na frente dos pais
Nesse caso, vingança, mais que desumana
mas, adivinhe a cor do rapaz
 
Esse, em Pernambuco, Barreiros
De criança, tinha uma charada que eu ouvia
Qual dos estados brasileiros
Com 10 letras e nenhuma repetia
O que de fato o estado brasileiro repete
É o R-A-C-I-S-M-O
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete

terça-feira, dezembro 22, 2020

Rio de Dezembro

Faz mais de uma semana que voltei
Ainda não me debrucei
Ou melhor, não tinha me debruçado
Pra escrever o Rio

O Rio já tão declamado
Não há linha que eu possa puxar o fio
Que ninguém tenha falado
E começando pela fala, o "S" chiado e o "I" dobrado

Nunca perceberam o "I"?
Pede pro carioca falar Rio
O segundo "I" é meio tonzinho pra baixo
RIiO
E bota i no meixmo, eixtra, e por aí vai...

E lá, por onde você vai
É alertado, uma tensão do carai
Retorna de ré, fica abaixado

O Rio com suas praias
Não senti o mar salgado
O Rio de shorts e saias
De um calor exagerado

E sabe qual foi o maior exagero?
A maior discrepância?
Foi ver um morro equilibrado
Por esperança

E abençoado por uma igreja
Ali, quem mora, teme a tempestade
Ali quem prega, já conhece a bonança

Não sei se é mármore que fala
Mas, a fachada, por si só já fala
Não vou lembrar o nome
Mas, era letra por letra separada
Estilosamente fixado
Aço fosco, escovado

Luxuosa, a ponto de eu nem duvidar
Se me falassem que era o portal do céu
Bastava olhar
O que pra uns era lar
Ou o que era o caminho fiel
Não parecia difícil a escolha
Por qual iria andar
10% de dúvida cruel

Pouco à frente, já na curva
Perguntei o nome daquele morro
Pra fazer jus à referência no meu verso

"Não tem nome, não, ali foi invasão, ocupação"
Meu pensamento sempre em processo
Já pensou: 
se nem o local mereceu um endereço, uma localização
Imagina o cidadão que ali se alojou

E logo na entrada de outro morro
Chamou minha atenção
O armamento pesado, empunhado
Preparado pela corporação

Para que, em qualquer situação,
Estivesse engatilhado
Sobre rodas ou pé no chão
No banco de trás da viatura
Corpo na postura e arma na mão

Rodamos Mangueira, Vila Isabel,
Maracanã, Cacique de Ramos
Do Cristo, passei perto, olhei pro céu
Era tanta neblina que nem enxergamos

Pense numa fumaça
Que conforme a tarde passa
E o breu vem chegando
Foi melhor voltar pra casa
Na Ilha do Witzel, afastado como tantos

O Rio, às vezes, é de lágrimas
Da violência de cenas trágicas
Mas, também é de emoções, como o carnaval
Quando é ainda mais atração mundial
Pela Sapucaí e suas mágicas

Magias, encantos, efeitos especiais
Belezas esculturais
Em corpos humanos
Em construções naturais

O Rio de Janeiro, do samba, da Lapa
Do futebol, tema que não escapa
De Zico, Garrincha, Edmundo e Romário

De camisas da escola
Tanto quanto as de time
São tantas peculiaridades
Que mesmo com tantas obras
Esse poema (e mais outro, e mais outro e mais outro...)
Todos seriam necessários
Porque pra um Rio, não há palavra que exprime
E expresse ou resuma o que traz o mundo inteiro
É pelo calor do ser brasileiro?
Não creio...
Pelo menos que seja só isso, nem a bossa
Nem aquele abraço, nem as Águas de Março
Que tudo isso é muito cosa nostra

As águas desse Rio não são
Nem de janeiro, nem de março
O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
Miliciano e desigual  
Estou escrevendo em dezembro
De um próximo ano 
com fevereiro sem carnaval

segunda-feira, março 26, 2018

Execução Pedagógica

Marielle, confesso que ainda não te conhecia
Sou paulista, e assim como a maioria
Desconhecemos nossos eleitos representantes
Por parte, fazem por onde, são insignificantes
Em ação, pois, o custo é bem significativo
Do legislativo, judiciário e executivo

Marielle, ao iniciar a intervenção militar
Os generais alertaram, pediram permissão
Pra chacinas, execuções, com a condição
De uma nova Comissão da Verdade não perturbar
Pediram a chancela já dada pela população
Queriam um cartão, sem limite de munição pra atirar

Francamente, Franco, você serviu de lição pedagógica
Viram, pessoal, o que vai acontecer com quem denunciar?
Quem crê de fato que a corregedoria vai investigar?
Silêncio e conivência adquiridos à quantia módica
Punição só terá se a gente um dia acordar
Ao toque de despertar dessa fúnebre voz melódica

Sem cantar, contava, contou
Maldita boca aberta, ouviu-se de um fardado
A farda não camuflou, executou
Entrou no carro e partiu.
À frente, cercado
UM, DOIS, TRÊS, QUATRO! NOVE DISPAROS!
4 projéteis no alvo
Ainda vão apontar um não militar
como autor do atentado

Haverá defensores a essa alienada teoria
Pelo partido que estava, dirão que teve o que merece
E palmas baterão à milícia imponente
Covardia, ironia, armas, aval, autonomia
Quem dera se nossa gente lesse e soubesse
Morreu o motorista Anderson e Marielle
Do Rio pro Brasil, a ditadura reinicia
Já assusta a sensação,
pois doeu no coração
E ainda vai doer na pele.

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Intervenção no RJ

A nova geração conectada
Super antenada
Manja os hits da balada
Mas, ao mesmo tempo que sabe de tudo, sabe de nada.

Na real mesmo, nem tá ligada
Com o que acontece na sua quebrada
Se sente representada na rebolada?
Ô meu parceiro, minha aliada
Entre sua ideia e sua bunda
A 1ª tem que ser mais pesada

Não falo de pesar consciência
Falo de importância, representatividade
Não te imponho nada, rebole à vontade

Mas, somos mais que essa imagem
E nem falo de Cristo, de paisagem
Falo da nossa bravura, da nossa coragem
O exemplo aqui é bunda dura? 'Cês tão' de sacanagem!

Vai, malandra, peça a Deus um pouco de malandragem
Pra perceber que a cada queda de brincadeira
Um tiro de fato acontece, um corpo falece
E destrói uma família inteira

Que tiro foi esse?
Que tiros foram esses?
Por que tantos tiros?
Quando acabarão os tiros?
Quando acabar a munição?
Ou a bizarra canção?
Qual acabará primeiro?
Tenho uma opinião:
o Rio de Janeiro

A quantos tiros já resistiu?
Hoje, num hospital, no corredor
respira com dificuldade
O som do estampido invade

O céu que cruza a cidade sob olhar do Redentor
Com discurso de fatalidade
Mascara-se a crueldade
Da inerte autoridade
Inerte não
Por que ela age. A seu favor...
Sem pudor
Só vaidade de se impor

A sarrada é no ar,
na água, no chão, na cara da gente
E abusadamente
Eles chegarão, malandramente
Com aquela falação preparada
E quando você abraça a ilusão
É hora de levar madeirada

Mas, de batida em batida
Cai ali mais uma vida
Bala perdida, abatida
A mísera bala é recebida
A criança, uma idosa atingida
Disparo cruzou avenida
Uma mágoa sofrida
No peito, contida
Agora, escorre a ferida

Ferida toda a comunidade
Comunidade, favela, o nome que quiser
Quiser?! Nada mais vai querer.
Fim desse direito concedido
Nada poderá, disse o poder
Instaurado, aplaudido
Militarizado, estabelecido
E a arma do exército de uso exclusivo?
Está na mão do bandido
Como isso pode ter acontecido?

Lembram-se da última eleição?
E da anterior?
O prefeito Crivella abriu mão
Igual Pezão, o governador
Sem nem falar na nação
À frente, Temer. Temor.

Desespero é geral
Buscam a salvação
Isso abafa o racional
E até o coração
Conexão espiritual
Tem quem se apega nesse chão

E minha canhota caneta
Lamenta e relata a condição
Poesia impressa em tinta preta
Preta, cor alvo da repressão
Preto é luto
Não se camufla na intervenção
É a cor que chama atenção
Nada discreta na ocasião

Camufla-se jogado ao chão
Ah, e nas estatísticas da televisão
A gente já viu isso na lição
Não aprendemos,
ficamos pra revisão
Será que a gente passa na recuperação?

quinta-feira, dezembro 12, 2013

FORMATURA APÓS 12 ANOS (Ahn?!)

Turmas do Pedro II, Rio, colam grau 12 anos após 


bagunça suspender evento


Cerimônia ocorreu no dia 7 de dezembro no Salão Nobre da instituição.
Ex-alunos de 2001 se reencontraram para preecnher lacuna.


Ex-alunos do Colégio Pedro II se reencontraram para colar grau (Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)
Ex-alunos do Pedro II se reencontraram para
colar grau (Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)

O último dia 7 de dezembro foi uma data histórica para ex-alunos de cinco turmas do Colégio Pedro II – Unidade Centro.  Em 2001, após uma bagunça aprontada por alguns alunos do terceiro ano, todos foram punidos com a suspensão da colação de grau. Doze anos depois, eles finalmente conseguiram concluir esta etapa em uma cerimônia no Salão Nobre da instituição.

Com as redes sociais, muitos deles conversavam sobre a vontade de fazer a formatura que lhes foi tirada.  Alessandro Jordão, por exemplo, já tinha tentado falar com a diretora pro-tempora, que deu a suspensão em 2001, mas não teve sucesso. Ele, que era da Marinha, e passava em seu trajeto para o trabalho diariamente em frente ao colégio, foi tomado pelas memórias e decidiu insistir com o novo reitor da instituição, Oscar Halac, até conseguir a autorização para a colação de grau tardia.

Ex-alunos do Pedro II em 2001 (Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)Ex-alunos do Pedro II em 2001
(Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)
“Depois que saí da escola senti aquela necessidade do rito de passagem que tiraram da gente de uma forma arbitrária. Tudo bem, fizemos bagunça , mas uma suspensão já seria válida naquele momento”, disse Jordão.

A punição há doze anos concedeu certa aura ao evento.  Além de promover reencontros entre colegas de classe e reunir memórias de diversas vidas que se entrelaçaram, a formatura também serviu para fazer uma homenagem póstuma a uma aluna que poderia ter colado grau caso o evento tivesse ocorrido 12 anos atrás. A emoção tomou conta de todos quando o hino do colégio foi executado e todos sabiam a letra de cor.
Ex-alunos não conseguiram colar grau em 2001 (Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)Ex-alunos não conseguiram colar grau em 2001
(Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)
A comemoração tardia não impediu que os 53 ex-alunos presentes se sentissem como alunos. Alguns retiraram os uniformes antigos dos armários, outros fizeram de questão de comprar a camisa do colégio para preencher uma lacuna, para a maioria deles, muito importante.

“O reitor entendeu a sensação de que ainda faltava alguma coisa até para os nossos familiares. Meus pais já faleceram, mas na época minha mãe era viva, podia ter participado. Fomos privados de comemorar essa etapa”, disse Arthur Ferreira da Silva Filho, que ficou feliz em poder reencontrar os amigos e tem uma história de gerações na instituição, cuja seu avô foi inspetor II e sua mãe e seus irmãos mais velhos também foram alunos.
“Tinha ficado aquele sentimento de vazio, de que estava faltando alguma coisa, como se o processo tivesse sido incompleto e essa colação foi uma redenção, eu nunca vi uma suspensão durar 12 anos. As redes sociais ajudam bastante a manter contato, mas fisicamente esse reencontro foi único, fascinante”, contou Leonardo Barretto, que fez questão de colocar o uniforme, que por sorte ainda cabe.
Ex-alunos comemoram colação de grau com 12 anos de atraso (Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)Ex-alunos comemoram colação  com 12 anos de
atraso(Foto: Arthur Ferreira/ Arquivo Pessoal)
Verônica Braga – na época a melhor aluna da unidade devido às suas notas – foi vencedora do prêmio Pena de Ouro, dado pela instituição. Ela levou o prêmio (uma réplica da pena de ouro utilizada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea) para compartilhar com os amigos, coisa que não pôde fazer na época, já que a premiação era restrita.

“Podemos concluir de fato, fazer o fechamento de um ciclo. A maior parte da minha vida de estudante  foi no Pedro II, por isso a colação foi um momento tão bacana. Fiquei emocionada”, disse Verônica.

Bagunça
Os alunos admitem que uma porta e um corrimão foram quebrados, mas preferiram não entregar os responsáveis. "A gente sabia quem tinha feito, mas ninguém ia dedurar. Todo mundo pagou junto.  Não foi um vandalismo, era uma tradição no último ano de aula os alunos do terceiro ano passarem de sala em sala brincando. Foram acidentes de uma comemoração que acabaram acontecendo", explicou o ex-aluno Arthur Ferreira da Silva Filho.

G1 procurou pela diretora da instituição na época, mas não conseguiu falar com ela.

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Rio Convention investe em mercado árabe


Com a finalidade de divulgar o destino Rio em novos mercados, o Rio Convention Visitors Bureau participa, entre hoje e amanhã, do Host Cities Summit, em Dubai. Planejado pela Emirates, o encontro estratégico vai reunir organizadores de grandes eventos, eventos esportivos e líderes da indústria de cidades anfitriãs com o objetivo de debater a possibilidade dos países emergentes criarem seus próprios eventos de grande escala. A proposta é de que estes eventos gerem um legado positivo e maximizem o impacto social e econômico dos países envolvidos.

Durante o encontro, o RCVB vai propor à Emirates uma parceria para ampliar a vinda de passageiros do mercado árabe para o Rio. De acordo com o presidente-executivo do Convention, Alfredo Lopes, Dubai é um importante mercado emissor ainda pouco explorado pelo Brasil. 

“Nossa proposta é que sejam realizadas campanhas que divulguem o Rio de Janeiro nas mídias sociais, revistas, televisões de bordo, folders e lojas da companhia área. Futuramente vamos trabalhar também em conjunto com a American Airlines para fortalecer o mercado asiático”, conta.   

A Emirates opera um voo diário entre Dubai e Rio de Janeiro através de um Boeing 777-300ER. A aeronave possui oito suítes privadas na primeira classe, 42 assentos na classe executiva e 304 na classe econômica. 

terça-feira, novembro 05, 2013

Formula 1 movimenta rede hoteleira Radisson em SP

Segundo dados da ICCA, o Brasil é o 7º país que mais sedia eventos internacionais no mundo. Especialmente as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com 77 e 83 eventos cada. Os mega eventos são um dos principais motivos do crescimento da hospedagem em hotéis da capital. Neste mercado em potencial, a Fórmula 1, que apresenta a sua 42ª edição no mês de novembro, chega a trazer aproximadamente 150 mil turistas a São Paulo em um único final de semana. 

Eventos de caráter internacional são apontados como viabilizadores na integração e retorno de turistas a região, e colaboram com investimentos na área do turismo e eventos, como o Hotel Radisson Faria Lima, em São Paulo, que de forma constante se adéqua às necessidades de seus hóspedes para uma estada diferenciada. “Em eventos grandes, como a F1 recebemos até 50% a mais do que recebemos em um final de semana normal e a hospedagem de turistas estrangeiros aumenta consideravelmente. Notamos que o turista quer se sentir muito bem recepcionado em eventos como este e isto já faz parte da filosofia do Radisson”, conta Leandra Gallo, Gerente geral do hotel.

Para a Renase, empresa especializada em eventos e viagens de incentivo, muitas empresas utilizam eventos como a Formula 1 para se relacionar com seus clientes. “Essas empresas buscam qualidade nos serviços antes de tudo, além de boa relação custo x beneficio, uma vez que o próprio evento já é caro. Temos que estar preparados para responder às perguntas dos participantes sobre a cidade, o que existe nas redondezas do hotel que ele está hospedado, dicas de restaurantes, lojas etc.”, pondera Sérgio Macera, sócio fundador da empresa.