Minha poesia tem se amansado
Não sei se mudei o olhar
Não sei se a forma de expressar
Só sei que não foi a forma de pensar
Talvez tenha sido a inspiração
Surgem outros olhares
Surgem outros lugares
Que aguçam a percepção
e a sensibilidade
Vamos somando a idade
E o que era naturalidade
Agora invade, põe em ação
E o que eu não tinha maturidade
Posso hoje ter ou ainda não
E na minha poesia daqui 10 anos
Talvez, tenha essa capacidade
Ou daqui 10 anos, talvez nem tenha poesia
Ou a poesia não tenha razão
Espero que muito ainda tenha a escrever
Talvez mais paisagens e um belo rio
Crianças em condições de viver
Humanidade sem esse tênue fio
Entre o país de um acordo sombrio
Ou colorido paraíso Brasil
Terra amada, idolatrada, diz o hino
Diz por dizer
E o nosso canto contínuo
Diz pra não fugir à luta
Esperançoso esse destino
Erramos lá atrás, no Éden, ao comer a fruta
Traquinagem de menino
Foi pelo conhecimento? Não reprimo
Encaramos o desafio
E não arredo pé pra arregar
Eu só queria assimilar
Se ousamos a Deus enfrentar
Por que não evoluir, prosperar
Como sociedade, civilização?
Estupros, assaltos, chacinas,
Homofobia, racismo, bullying
As filhas de mães cafetinas
Insegurança é nossa rotina
Monstros que invadem meninas
E o ciclo do mal se conclui
Machista, egoísta, narcisista
Explorador, partidário, oportunista
Que precisa ser combatido
Com denúncia, que seja de uma pista
Num giro, prevalece o bandido
Tipo roleta russa, fudido
Sobra o grito de pedido:
- Socorro! Não ecoa no ouvido
Não sobressai à vista
Nem sempre, nem todos
Quase ninguém repara
E a bala parte
De parte a parte
Do crime, da farda, da arte
Dedo no gatilho
Mais um passo e meu verso dispara
E não para...
Até invadir sua mente
Ou atravessar sua cara
quinta-feira, julho 07, 2016
quarta-feira, julho 06, 2016
Cenas, fitas
Tem histórias até bonitas
Que às vezes se rompem
Só ficam nas fitas
Lembranças ficaram escritas
As cenas de ontem
Viraram malditas
Guardadas, podem ser revistas
O tempo resolve? Não creio...
É o senhor da razão. Mentira!
Razão não se parte ao meio
Que às vezes se rompem
Só ficam nas fitas
Lembranças ficaram escritas
As cenas de ontem
Viraram malditas
Guardadas, podem ser revistas
O tempo resolve? Não creio...
É o senhor da razão. Mentira!
Razão não se parte ao meio
Lembretes:
brigas,
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história,
pessoas,
Poemas,
Poesias,
Reflexões,
relacionamentos
terça-feira, julho 05, 2016
Vitória!
Ela vence
Ela grita
Convence, agita
Que sorriso
Que olhar
Que modo de lutar
Que explosão
Que presença
É; e é o que pensa
Corações e metas
Ela vai e conquista
É bandeira socialista
Naturalmente seduz
E se supera
Ela lidera
Vem à frente, combatente
É juventude
Com atitude
Não é discurso
É verso de improviso
Que tira o juízo
É paixão, emoção
Cartaz de protesto
Ela é manifesto
Mulher inspiração
Poema completo
Sem qualquer gesto
É grito de guerra
Paz de um abraço
Cabelo liso sem laço
Nada que o prenda
Liberto com glória
Do seu batom se lê
Se ouve o berro: Vitória!
Ela grita
Convence, agita
Que sorriso
Que olhar
Que modo de lutar
Que explosão
Que presença
É; e é o que pensa
Corações e metas
Ela vai e conquista
É bandeira socialista
Naturalmente seduz
E se supera
Ela lidera
Vem à frente, combatente
É juventude
Com atitude
Não é discurso
É verso de improviso
Que tira o juízo
É paixão, emoção
Cartaz de protesto
Ela é manifesto
Mulher inspiração
Poema completo
Sem qualquer gesto
É grito de guerra
Paz de um abraço
Cabelo liso sem laço
Nada que o prenda
Liberto com glória
Do seu batom se lê
Se ouve o berro: Vitória!
quarta-feira, junho 29, 2016
Dia cinza
E pior que na minha essência
Não sou as mais vivas tintas
Tenho uma ‘pá’ de incoerência
Ao mesmo tempo que sou do dia
Sou músico, jornalista e de evento
Sei quando a luta se inicia
Sem hora pra encerramento
Sou um tanto triste por expressão
Pra alguns, soo como rabugento
Mal-encarado, humorado, tensão
Imagem leve, não represento
Mesmo com todo esse peso na cara
Sou leveza de sentimento
Sou samba que por mim, nunca para
Sou passos e pedalada, poesia em cimento
Se fosse pra me descrever, sou samba
“Nem Lá, Nem Cá” do Fundo de Quintal
Sou cabo-de-guerra, força tamanha
Sou cinzas, também sou carnaval
Não gosto desse cinza nublado
Cor que não é branca, nem preta
Assim como sou oposto do meu lado
Sou social, manto do time e bombeta.
Trabalho no linguajar rebuscado
Fora, sou da gíria e palavrão
Sei meu limite, o quão educado
Preciso ser pra ter meu quinhão
Sou calor, não neblina
Claridade, não da lua
Sou aço que se inclina
Chuva e sol na mesma rua
Lembretes:
comportamento,
Críticas,
eu,
humano,
incoerência,
pensamentos,
pessoal,
pessoas,
Poemas,
Poesias,
Reflexões
terça-feira, junho 21, 2016
"De-verdade"
Classifico todos ao meu redor
“De-verdade” ou não
Não defino se isso é melhor
Mas distingue a relação
Ser “de-verdade” seja no que for
É ser, não só estar no ato
É transcender um calor
Não é ser prosa, é poesia de fato
Não precisa ser “da arte”
Compor, cantar, escrever
Pode haver até combate
Se for “de-verdade”, pra valer
Tem cristãos que acho que são “de-verdade”
Músicos que não gosto, que são também
Essa definição, poucos têm capacidade
De entender o valor que isso tem
“De-verdade” é ser um pouco mais além
É respirar, vamos dizer assim, um romantismo
Ser “de-verdade” nem sempre é ser do bem
É ser o que aplica o idealismo
Pra mim, não precisa se identificar ser assim
O espírito bate, tem uma empatia natural
Pena que muitos vão se esvair no fim
Sem nunca entender o que é de verdade, ser real.
quarta-feira, junho 15, 2016
Amam sim
De novo, vou na contramão
De quem diz que hoje não se ama
De que os casais só querem cama
De que tudo é simples paixão
Não! As pessoas estão é carentes, isso sim
Amam muito. E de verdade
É que não gostam de si na realidade
Sabe aquele papo: gosto mais dele que de mim?
Pois é, depositada no outro a falta de amor
A falta de sentido na própria vida
Busca-se ser correspondida
E na ânsia de preencher o próprio vazio
Nosso sentido vira então idolatria
Fanatismo sem rumo, perdido, sem guia.
segunda-feira, junho 06, 2016
Homenagem a Mario Sérgio
Pra samba aqui e ali
Tocar, ver o povo feliz
Quintal cultivando a raiz
Da raiz, a caneta vira nota
Vira som que a gente exporta
Cavaco pequeno, gigante voz
Mais um gol, vitória pra “nós”
Nós, nossa luta e resistência
Sem frasco pequeno. Tão grande essência
Ser samba, na veia e no sangue
Perder Mario Sérgio, não há o que estanque
O show continua, segue a aconselhar
Engrandece, sem menosprezar
Fazer toda uma roda batucar e cantar
Um prazer que poucos irão gozar
O samba cumpre a razão de lamento
Nossa história em partido tem sofrimento
Não é falsa alegria que passa com vento
É palma da mão, mas hoje é silêncio...
silêncio...
Lembretes:
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Mario Sérgio,
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samba
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