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quinta-feira, setembro 15, 2016

PROVA E CONVICÇÃO



Sempre haverá eles contra nós
Muita coisa nos diferencia
É uma diferença atroz
Estamos desatando os nós
Da corrente que te protegia
E nos prendia

Nossas diferenças estão nos objetivos
Pra conseguir, faz uns de nós acreditar
Que nossos anseios estão unidos
Que ‘tamo’ junto, ‘cê’ tá comigo
Aí arrasta uns de nós pra lá

Aqui não, parceiro
Pensamos de forma oposta
Não mete essa de unir o povo brasileiro
Sem mais essa nas minhas costas, vai

Meu país, oceano de corrupção
Quero ver um por um na grade
Sem distinção de cor, partido, religião, idade
Vocês não visam à mesma missão
Controle remoto é veracidade

Não tem como provar, mas temos convicção
Que a panela de tão cara, nem amassou
Não tem como provar, mas temos convicção
Que as máscaras do Joaquim, do Cunha e do japa, você guardou
Não tem como provar, mas temos convicção
Dado o golpe, pra você tá bom, já amansou

Temos como provar e temos convicção
Que o “Vem Pra Rua” na Paulista acabou
Temos como provar e temos convicção
Contra quem teve seu voto, não protestou
Temos como provar e temos convicção
Que seu medo é o poder que a gente ocupou
Desculpa, só você era merecedor

Temos como provar, eles não têm convicção
Que não é o partido que define o ladrão
Temos como provar, eles não têm convicção
Que pedalada e metrô têm sim conexão
(e nem é por bilhete!)
Temos como provar, eles não têm convicção
O mesmo “crime”, do seu bando é gatinho, de outro bando é leão

Pedalada, metrô, tudo isso é mobilidade
Deveria ser na nossa cidade
É... o fluxo é grande, mas não de trajeto
Tem ramificações, mas, cai na conta direto
Quem reconhece os modais em variedade
Dança funk enquanto toca bolero

Uma hora, a gente vai entender
Que a prova já tem, falta a convicção
A aceitação
Que se você não observa além
Alguém pode ter percepção
E vontade
Depois das 4, das, 5, o trânsito lota
Pisa, acelera, ‘soca a bota’

Aí depois, pode ser tarde!

quinta-feira, setembro 01, 2016

Pretérita Democracia


Meu 1º poema em vídeo aqui no blog. Vou tentar fazer alguns outros. Obrigado aos que curtiram e apoiam essa minha empreitada como escritor. Grato mesmo.

TRANSCRIÇÃO:

Você lembra a última vez que votou?
Não perguntei pra quem. Só se lembra...
Não leva na grosseria o que escutou
Falei na moral, me compreenda

Só perguntei porque seu ato de votar é fruto de luta
E por mais irônico o verbo, tem quem reluta
E, nesse caso, relutar é exatamente ir contra o combate
Ir contra o que o combate conseguiu
Ironias desse nosso "português" do Brasil

Seleção lexical a parte...
Sabe seu título de eleitor? Guarde!
Quando lembrar pra quê, um dia, ele serviu
Não vai ficar com saudade

Ele já foi sua liberdade
De escolha, seu crachá
De quase uma "otoridade"
Sua autonomia
Ah, quem se lembra de um troço chamado democracia?

Assim funcionava:
Os cara e as mina 'se candidatava'
O tribunal ia lá e escolhia um dia
Todo mundo ia lá e votava
Quem tinha mais voto ganhava
E tinha uns que, dificilmente, 'perdia'

E quem perdia, num aceitava
Mó fuá, os cara 'arrumava'
Pra mudar quem ganharia
Mas, quase nunca rolava
O voto democrático resistia

Mas, já era essa parada
Se quem 'ganhava', eles num 'queria'
Entre eles se ajeitava
Quem governaria
O voto não mais importava
Nem sempre ele valia

O povo se manifestava,
fechava uma 'pá' de via
Ia lá, protestava, pedia
E esse povo encontrava
Mó respaldo quando a avenida ocupava
Um monte de gente seguia

O governo? O povo criticava
E merecia, viu?! Me-re-ci-a!!!

Mas, como a gente falava
Depois que o país escolhia,
4 anos, o eleito ficava
E não era 5% que gritava
E o porquê, às vezes, nem sabia
Que ia lá e tirava
O voto era soberania

Na conta, na escola que eu estudava
54, que fosse contra 10, era maioria
Essa conta não alterava
Mas, esses 10, hoje em dia...

A máscara de igualdade que ocultava
Agora se revelava, sem a porra da hipocrisia
Então? Lembra aí quando sua opinião importava?
A não ser que você 'tá' nesses 10, no topo da escadaria
Nesse degrau aí em cima, não é porque você apoiava
Que sua vaga te esperaria
Eu nem tive essa ousadia

Fiquei aqui embaixo, escrevendo o que eu sonhava
Que o voto tinha peso que se igualava
Que já fomos irmãos, brasileiros
Uma nação que nascia, que crescia
Mas, hoje, vivemos a angústia de um fim:
DA DEMOCRACIA!

quinta-feira, abril 28, 2016

Frustração nada política

O que mata os debates políticos são as extremas imbecilidades de ambos. A mina defecando na foto do Bolsonaro, o povo atacando o Chico Buarque, o pessoal que acha que defender a democracia é travar rodovia, os que chamam os outros de petistas/comunistas ou ofendem porque não permitem que a pessoa seja contra a saída da Dilma, independente de partido. O discurso favorável à ditadura e representantes dela ou o perfil do militante de muitos desses grupos, que, em nada, ajudam a credibilidade de uma luta ou ideal. SÃO TANTOS EXEMPLOS.
O baita ator Zé de Abreu ser insultado por ter definido uma posição; e, ridiculamente bizarro nesse contexto, ele ter cuspido. O Cuspe antes do Jean era só um cuspe, uma falta de educação. Parece que virou um ato do lado vermelho da briga, ganhou simbologia. Se ele tivesse discutido e brigado de soco talvez não impusesse ao ator tamanha repugnância de muita gente. Talvez, entenderiam como uma reação às ofensas contra ele e família que qualquer pessoa insultada poderia ter.
Aqui na rede então, nem se fala. Ridículos os comportamentos. Qualquer analogia que se compare aos atos de grandes monstros da história são enojantes. Deprimentes as decepções que amigos nos causam com seus extremismos. Mas, amigos são amigos. Muitos nos completam e combinamos em determinadas situações. Tenho amigos roqueiros que não vão nos meus rolês de samba. Tenho amigos que curtem futebol e pros momentos "de bola", eles são os ideais, mesmo não vestindo o mesmo colete quando jogamos, nem as mesmas camisas quando torcemos. Não precisa desfazer amizade com ninguém por seguir/gostar de A ou B. Você pode simplesmente ocultar algumas publicações dessas pessoas. Eu debato com vários, me surpreendo com alguns, me decepciono com outros, mas, se você quer realmente democracia, seja coerente: aceite-a. Dê sua opinião, divirja, discuta e brinde tudo isso com um aperto de mão ou um abraço no final. Isso é apoiar a democracia de verdade. Não é impor a sua.