sexta-feira, junho 23, 2023
Culpas
quinta-feira, junho 22, 2023
Vencemos
sexta-feira, novembro 11, 2022
Bolsonarismo
quinta-feira, outubro 27, 2022
Carta-Símbolo
Bom dia, tudo bem? Espero que sim. Bom, eu estou te escrevendo isso, pois, gostaria muito de sua atenção em alguns poucos minutos desta leitura. Como você está lendo, foi trazido até aqui por algum amigo, algum link, alguma pessoa da qual você tem um mínimo de consideração para que ela enviasse e você se desse ao trabalho de abrir. Obrigado desde já!
Queria muito só conversar contigo sobre esse momento de muita atenção e tensão que se aproxima. “Ah, mas, eu não ligo pra política”. Bom, eu tenho uma notícia triste pra te dar. Você ligando ou não, ela acontece e conforme acontece altera a sua vida e a minha. “Mas, pra mim, eu tenho que trabalhar pra ‘baralho’ do mesmo jeito, ganhe quem ganhar”. Sim, disso não estamos livres, afinal, estamos no mesmo grupo. Você pode ganhar 10, 50 vezes mais que eu ou metade, 1/3 do que ganho e, ainda assim, estamos no mesmo grupo. O dos pobres e trabalhadores. “Mas, eu tenho uma vida estável, casa própria, propriedades, carros, imóveis...” Enquanto você tiver que trabalhar para manter ou tudo isso não veio de herança, você está no mesmo grupo que eu e que muitos que ganham até menos. Mas, não é nisso que quero despender seu tempo.
Hoje, não vim aqui pedir voto, vim propor um papo, do qual estou inteiramente aberto a ouvir suas ponderações. Hoje, quero trazer pra conversa seu olhar mais crítico possível sobre nossa história. Não só do Brasil, mas, do mundo. Certa vez, aprendi no filme “V de Vingança” que um prédio, uma obra, uma construção, um monumento só têm importância pela sociedade que o cerca e o que ele representa pra ela. Por exemplo: imagine um atentado no Brasil. Se uma bomba ou um avião, como ocorreu nos Estados Unidos no 11 de setembro de 2001, atinge um monumento de uma praça qualquer em uma cidade qualquer. Para a população local, causa um impacto. Agora, imagine estes mesmos aviões atingindo o Cristo Redentor. Ambos são monumentos, ambos têm sua representatividade, no entanto, o ataque ao símbolo (talvez o mais) conhecido do Brasil tem outros olhares, e repito, quer você ligue pra isso ou não. Uma explosão ao Cristo Redentor simboliza um ataque à fé cristã, um ataque com o intuito de ferir a imagem do Brasil perante o mundo ou demonstrar nossa fragilidade em segurança, ou seja, há uma série de simbologias que cercam. Fosse uma obra qualquer em um canto qualquer, poderíamos até lamentar, mas, ok, bora pro próximo assunto, vida que segue.
Mas, o que isso tem a ver com a política e as eleições? TUDO, meu amigo, absolutamente tudo. Estamos vivendo um período em que as pessoas estão achando que um fato, uma fala, um ato ou negligência é só um fato, uma fala, um ato ou uma negligência. Tudo o que a gente faz simboliza algo. Aí, na sua família, sabe aquele cuidado em algum encontro de não fazer ou falar algo porque isso pode machucar a outra pessoa? Sabe quando você pensa 1000 vezes no que vai dar de presente para um irmão e pra outro para que não haja uma interpretação de preferência ou algo do tipo? Isso é política, meu amigo, quer você goste, queira ou não. Mas, meu foco não é um presente, nem a sua reunião familiar, mas, entendermos que qualquer ação vai além dela, tem continuidade, interpretações e desdobramentos.
Além dos exemplos explosivos ou familiares, poderia citar também simbologias e sinais de afetividade. Quando você vê um traje de um personagem do programa que adorava quando criança, você pode ter se tornado a pessoa mais fria e dura que há e respeito qualquer que seja o histórico de vida que te trouxe até isso, e, mesmo assim, essa memória, eu sei que dá aquele quentinho no coração de reativar lembranças afetuosas e agradáveis. Mas, no fundo, no fundo mesmo, é só uma roupa. Só que, pra você, não. Entende?
Isso vale tanto lá quanto cá. Se dá aquele conforto, pode dar angústia também. Se você tiver em algum cantinho da sua memória algum período de dificuldade financeira, de saúde, de uma saudade, qualquer situação que te destrave essa lembrança, você sentirá o amargor na boca. Você já pode ter perdido um familiar e lembrar quando passa em uma rua, quando sente um cheiro, pode ser até do hospital, enfim, esses gatilhos quando disparam dificilmente conseguimos conter a munição.
Hoje, vivemos uma série de símbolos todos os dias, de falas que vão muito além de um texto ou de uma voz que pronuncia. Eu, por exemplo, não vivi a ditadura, porém, sou jornalista e estudei o que foi feito. Quando ouço alguém falar em prol disso, o sangue ferve, o refluxo sobe e a boca é consumida por um péssimo sabor. Quando todos os símbolos de um movimento são copiados representa que você se identifica com ele. Vamos a mais um exemplo: (hoje eu tô cheio de exemplos, né?) quem gosta de rock, como identificamos? Claro, há uma série de estereótipos, porém, quando se vai a um show desse gênero musical, você entende aquela tribo, aquele grupo, pela cor preta das roupas, pelos gestos com as mãos, pelos cabelos ou pela falta deles. Sim, isso é um estereótipo, porém, dificilmente, veremos junto ao grupo de roqueiros, estilos muito destacados. O estilo faz parte do contexto, do pertencimento.
Como eu disse que a adequação aos símbolos de um estilo aproxima quem se identifica e nos insere em um grupo, isso também vale para o bem ou para o mal. Na história, temos simbologias ditatoriais, fascistas, nazistas, e todas elas têm seus códigos que aproxima os interessados a pertencerem ao cenário e contexto. Hoje, no Brasil, ainda vemos denúncias e prisões de grupos que se utilizam da suástica, símbolo do nazismo. Outros símbolos e estéticas do movimento foram reprisadas recentemente, como um cenário, o copo de leite e até a trilha sonora. “Ah, mas é só um copo de leite”. (volte ao início e leia até entender, obrigado)
Passeios de moto ou motociata, como chamam agora, fizeram parte de movimentos fascistas com Mussolini, na Itália. E seguem rememoradas, revisitadas e na versão brazuca. Ou seja...
À parte disso, se eu só propusesse que você pensasse no nazismo, no fascismo e na ditadura, eu te perguntaria: as pessoas que exaltam esses movimentos, se engajam a eles, votaria em quem? É do lado dessas pessoas que você quer estar?
Tem uma frase do Ernest Hemingway que diz: “- Mas, quem vai estar ao meu lado na trincheira? - E isso importa? – Mais que a própria guerra”.
É sobre pertencimento. Quem são
os seus?
Olha só o que aconteceu com a camisa do Brasil, da Seleção Brasileira, em pleno ano de Copa do Mundo. Seria porque só esse grupelho defende e representa o Brasil? Não, houve um sequestro com essa finalidade. A de mostrar que o verde e o amarelo pertencem a eles. Não, não pertencem. As cores e nossa bandeira foram símbolos roubados, usurpados. "Ah, mas é só uma camisa amarela, qualquer um pode usar". Não mesmo. Quem opta por usar já é identificado como sendo de um bando. Entende o quanto um simples pano de uma simples camiseta não é só um tecido com uma mera estampa? Assim como o Monte Fuji, no Japão, a Torre Eiffel, em Paris, você pode simplesmente ignorar a existência e isso não ter valor pra você. PRA VOCÊ. O que não tira o valor real destes pontos turísticos que levam interessados do mundo inteiro a conhecerem e, simplesmente, chegar perto, tirar uma foto no local simboliza para cada ser a história que o levou até lá. Você pode desprezar o que cada símbolo representa e, mesmo assim, ele ainda representa.
Quando você se junta a um grupo
pela fé, há uma série de representações, seja pelas roupas, pelas palavras ou
expressões do vocabulário que te incluem ali. E você pode, mesmo sendo de um
determinado perfil, conviver, respeitar e até amar ao próximo, mesmo que o
vocabulário, trajes e expressões sejam diferentes do seu. Sim, isso é possível
e até permitido. Pode parecer ridículo o que escrevo, mas, não, no Brasil de
hoje, não é, se faz necessário reforçar, escrever, deixar claro. Seguindo este
conceito de amar ao próximo, quem você tem visto fazer exatamente o contrário? “Ah,
mas tem dos 2 lados”. Sim, pode haver, mas, você sabe que não é na mesma
proporção, você sabe. Outra coisa que você sabe é que Deus, Jesus, ou o nome
que der para seu ser superior que acredita, é que ele era a imagem da bondade, da
essência da expressão compartilhar (muito antes do uso atual). Hoje, se ataca
quem combate a fome, quem defende o amor, quem aponta e critica o ódio. Que Deus
é esse que você cultua? Será que se ele voltasse, vocês andariam juntos? Você o
seguiria? Ou daria hate?
Hoje, não estamos defendendo ‘o nosso’. Estamos tentando defender “os nossos”. Mas, está bem difícil de mostrar aos nossos que estamos no mesmo bote salva-vidas, não é nem um barco, não. Parece que quem pensamos ser os nossos, no fundo, almejam nos derrubar do bote, isso sim. Só esquecem que, se houver um remo e precisar remar, é melhor não estar sozinho se quiser ir mais longe. E mais, é melhor a remada ser coordenada para não andarem em círculos sem sair do lugar.
Ah, e cuidado, se aparecer um transatlântico, ele nem vai te ver ou ouvir. Só vai passar por cima. Vocês não estão no mesmo barco.
segunda-feira, outubro 24, 2022
Não Se Pinta
sábado, outubro 08, 2022
Como é Grande meu Foda-se por Você
sexta-feira, setembro 24, 2021
Ele Na ONU Não É Nóis
terça-feira, agosto 17, 2021
Erres e Erros
Ódio a quem ama
E conclama
Que a população se arme
E não se ame
Que, por esse erro, olha o vexame
Que Deus olhou pro Brasil
E deu-nos essa sina
Uma mente assassina
Verde e amarelo na faixa
Ordem e Progresso na bandeira
Da cultura mais baixa
De crueldade rasteira
Deixo o samba pros compositores
Mas, lamentos não nos faltam
Pessoas sim, números saltam
Mortos por corruptores
O que mata é que a mensagem
Sequencialmente ignorada
Negligenciada
Poderia ser respondida
E pior, foi proposital
Mas, afinal,
O que esperar de um brutal e boçal genocida?
segunda-feira, abril 26, 2021
TRÊS MIL SEISCENTOS E CINQUENTA
No mar salgado
Enxugado por ombros e lenços
Enlutados
Eu chorei
Enquanto há sátiras
De pessoas sádicas
Em posição estratégica
Pra aumentar a trágica
Situação histórica
Uma figura patética
Abaixo da crítica
Que parece ouvir música
Em choros de dor
Em seus ouvidos, a marcha fúnebre
Soa como cântico clássico
No caixão sem acústica
Colosso, nossa terra, nosso povo, ao contrário
Está pávido, pálido, ávido
Pelo remédio, pela vida do próximo
Mas nossa vez, hoje matou 3
4 dígitos
TRÊS MIL, SEISCENTOS E CINQUENTA
Numeral, escrito por extenso
Assim como nomes
Que não são números
Com exceção ao 01, 02, 03 e 04
Aqueles são inomináveis
No sobrenome, igualmente abomináveis
Mas, esses números diários
Na casa do terceiro milhar
Parecem que ainda não reúnem
Dados necessários pra desengavetar
Corpos em gavetas
Roupas de 300 mil mortos em gavetas
E as roupas dos vivos, pretas.
quarta-feira, abril 07, 2021
Escalada
Mas, no Brasil tem outros sentidos
No Brasil, se escala pra baixo
No Brasil, nos sobram motivos
Não é só uma fala que “eu acho”
Seguimos inertes e passivos
Passamos os 4 mil naturalmente
Matar sempre foi o objetivo
E com ironia do presidente
Sem alívio,
Sem auxílio
Com dízimo
É contra vida
É descabida
A covardia
Quando morriam centenas na Itália
Era comoção, dor verdadeira
Hoje, o símbolo mundial da mortalha
É o verde-amarelo bandeira
Elas se descosturaram
Estão no universo, cada uma por si
Algumas, como decadentes figuraram
Do céu se descolaram, enquanto ele ri
Ri sem termos piada
Ri e passa a boiada
Ri, porque a nossa dor é a parte engraçada
Ri sob efeito de cloroquina
Ri receita ivermectina
Ri de sua obra assassina
O Congresso aprova o fura-fila
Vacina pra empresas e patrões
Se era pequena a esperança de consegui-la
Ela reduz e se reduz em frações
A notícia perderá força na crítica
Enquanto ainda navegamos no mesmo mar
Em iates, botes, a nado, a se afogar
Há intensa cobertura jornalística
E ela aos poucos se acaba
Quando a vez de quem tem voz chegar
A vacina... fura
Havia cura
A faca... não
Lisura
E há genocídio
Uns vão dizer que foi surpreendente
De um presidente que sempre idolatrou tortura
Pro Brasil, falta ar
Pra esperança, falta ar
Em vacinas, aplicam ar
Faltam carros pros corpos levar
Tiveram a ideia
De como amontoar
Em uma das imagens mais tristes
Mortos e mais mortos por COVID
quinta-feira, março 04, 2021
Numericamente
No dia que tivemos 1910 mortos por COVID-19, tivemos um clássico na capital de um dos times fundado exatamente nesse ano, 1910, de cores branca e preta, um time de massa. Mas não é da bola que rolou na grama verde, cor do seu adversário, que quero falar.
quarta-feira, janeiro 27, 2021
Como Chegamos a Esse Ponto?
quarta-feira, dezembro 30, 2020
O Inexplicável 2020
Nós retrocedemos e parece que esvaziamos todas as funções
básicas do nosso sistema operacional. O programa de texto não reconhece mais as
palavras. As planilhas começam a calcular errado. Os programas de desenhar e
pintar agora trabalham só com branco e preto. Jogamos fora muito além do que
precisávamos.
Surge, no Brasil, a pandemia. Junto com ela, ideias do
início do século passado voltam à tona. Sabe quando você está jogando um videogame
e já avançou muitas fases? Já vencemos batalhas, superamos etapas e quando já
estávamos bem à frente, foi como se a luz tivesse acabado e nosso jogo, que não
salvamos na memória, se perdeu. Vamos ter que começar do zero...
Em pleno ano de 2020, as vacinas viraram ponto de
interrogação. Institutos renomados mundialmente, como o Butantan, tiveram que
despender trabalho em se organizar para uma campanha massiva em rádio e
televisão para dizer: “Olha, a gente trabalha nisso há 101 anos, o mundo confia
no que a gente faz. Somos confiáveis, viu, população brasileira?”
Esse é só um dos exemplos. A internet deu voz para todos, inclusive para quem não tem o que falar. Mas, a necessidade de dizer algo é tanta que liga a câmera e vai. Só que nessa ida, leva muita gente de carona que engrossa o coro de quem nada tinha a acrescentar. A pretensão de julgar-se apto a elaborar teorias promove vozes que, sem propriedade alguma, levantam dúvidas e sugerem desconfiança. No final, isso só contribui para a incerteza e desqualificação de quem de fato deveria ser a referência e, acaba não sendo, pura e simplesmente porque a pessoa duvida e pronto. Por que duvida? Não tem um porque, só duvida mesmo. E reforça a estupidez questionando o direito que possui de duvidar.
Graças a sei lá o quê, o ano acaba amanhã. O que vai mudar?
Só o 1 do dígito final. As pessoas continuarão espelhadas na ignorância. E
quando digo ignorância, nesse caso, serve nos dois sentidos: o de
desconhecimento e o de rispidez. Afinal, essa ignorância é o que hoje nos
representa perante o mundo. Ao olhar para cá, pensam: o que será que aconteceu
com aquele Brasil do povo hospitaleiro e de calor humano?
A resposta é que aquele Brasil, de fato, nunca existiu.
Continuamos um país preconceituoso com a nossa própria cara. Continuamos um
país hipócrita, laico, de maioria cristã e que, se for pra vir um Cristo com a
imagem e semelhança de quem o diz representar aqui, segura aí, não vem, não.
Continuamos um país perigoso nas ruas e em casa, principalmente para mulheres,
meninas e crianças em geral. Continuamos sendo um país repleto de Bolsonaros ao
nosso redor. Sim, aquele seu tio do pavê que faz piada misógina, é um deles.
Aquele seu vizinho crente que bate na mulher, idem. Aquele dono de comércio com
nome de santo que assedia as funcionárias ou põe o segurança em total atenção
com clientes negros, também. Tudo isso é o Brasil. O país sem vacina.
Mas, em 2018, você apertou 17, táoquei? Ah, você não
apertou? Então, você é da turma que falou que políticos são todos iguais e
anulou? Espero que você tenha aprendido. Não acredito nisso, mas, torço. Eles
não são todos iguais. E a desigualdade deles reflete na nossa. Estamos
desiguais a boa parte do mundo, que começou a tentativa de salvar vidas. Ele
Não.
E daí? Não ligo pra isso – disse ele. E você também, quando
apertou o Confirma. Plantamos um laranjal. De lá, não se colhe maçãs.
sexta-feira, novembro 13, 2020
Eis Você
Ô cara de pau, Você ainda não entendeu
O que está acontecendo no Brasil
O tal gigante não acordou
Tá mais que dopado, se drogou
O ódio ebuliu
Que você, mesmo que anulou, elegeu
Tem destruído o pouco que se construiu
Tá aí o desmanche que você optou
Tem quem reconheceu que errou
Mas tem quem se orgulha do que conseguiu
"Tem gente que, por protesto, escolheu"
Peraí, quer que eu releve quem quis bala e fuzil
Sendo que os alvos são os "meus"?
O nível de crueldade não surpreendeu
Era tudo previsto, sim, você contribuiu
Por favor, não venha dizer que se enganou
A Amazônia, o Pantanal, tudo incendiou
Seu voto no táoquei, tudo isso consentiu
E olhem, que surpresa, adivinha o que aconteceu
O tal posto Ipiranga brochou e o PIB não subiu
O dólar que ia cair na metade, já quase dobrou
Diz a plenos pulmões que com a corrupção acabou
E na conta da Michele, Queiroz pôs 89 mil
Vou rasgar o ECA, em nome da fé cristã e moral
Livros que tratavam de ditadura, esses, já recolheu
Vamos reensinar que a repressão nunca existiu
Foi demitido quem discordou
Na Saúde, numa pandemia, trocou e de novo trocou
Quem não quis a Cloroquina que pro Trump pediu
Como se não bastasse, essa doença mundial
Propagou mentiras, como as que o elegeu
A medicina desmereceu e a população confundiu
O genocídio do "E daí" de terra das covas, a mão sujou
Enganado quem pensa que as mãos lavou
Seu tanto faz, tudo isso permitiu
Moralidade, família tradicional, um laranjal
Milícia representada com seu voto, não o meu
Moro e sua justiça que logo desistiu
É aquilo que você no fundo, e nem tão fundo, sonhou
Brasil, mostra tua cara. Atendendo a pedidos, mostrou
Bolsonaro e sua corja é você no espelho mais vil
Só não tinha coragem de dizer
Achou quem falasse por você
Quis alguém que o refletisse no poder
A mim, dá nojo. A ti, a imagem do seu ser
quinta-feira, junho 11, 2020
Não me peça Toalha
quarta-feira, abril 29, 2020
"E daí?"
sábado, abril 04, 2020
Infectados Faz Tempo
quinta-feira, janeiro 23, 2020
O que é arte?
O vocábulo no dicionário
Deu aptidão, dom, habilidade
De exercer algum trabalho
Se tem critério pra ser arte
A inspiração é o primário
Mas, se tem um bicho que transpira
É esse tal de bicho-artista
Artista não é vagabundo, seu presidente
Escuta também, ministro nazista
'Cês' pensa que é fácil fazer verso
E rimá bonito sobre fascista e racista?
Dói pensar em tamanha burrice
Fazer um concurso da arte nacional
"Ou então não será nada"
Nem de longe, vocês tem essa moral
A gente continua fazendo a nossa
E põe nas cordas no sarau
Cola quem faz do barro, cultura
Quem canta, dança, interpreta
Pra vocês, tanto faz, grande bosta
Se acham que a Terra é uma tábua reta
Eu vou exigir profundidade
Pra vocês entenderem poeta?
O que são, não escondem mais
Pior é quem faz "o desavisado"
Não é comigo, então foda-se
O sertanejo industrializado
Do axé ao funk e pagodjé
Like, views, RT, bico calado
Em cima do muro, disfarçando
Olha pra cima, assobia
Dizem aí, cada um faz sua parte
Ao cantor, a cantoria
Ao ator, o personagem
Arte é contramão de covardia
A arte imita a vida
A vida que vive a gente
Dura, mas a gente ainda faz arte
Pra embelezar o que sente
Pra criança que arte é farra
Pinta o 7, adolescente
Grita, pula, quica e faz lelê
Pronto, tem mais um milionário
Fama na rede, Globo e virtual
'Arteiro', você só está no cenário
Figurante, triste papel
Não cabe no meu cordel, nem no vocabulário.








