Mostrando postagens com marcador branco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador branco. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, janeiro 25, 2021

Brancos Aventais

Deu um branco na hora que comecei a escrever
Era exatamente sobre o branco que eu ia dizer
Não o branco, a pessoa
O branco da roupa, o branco-paz

Que todo mundo no ano novo
Procura roupa nova
Renova a esperança
Espera zerar a hora
Aguardando a bonança

Os tempos bons que hão de vir
Pra superar suas tempestades
Branco sugere pureza
A limpeza das maldades

Só que o branco do ano que acabou
Foi dos aventais
Contágios virais
Experiências medicinais
E a gente ainda não se curou
De um povo que relaxa ao vírus
Que o combate não se dá nos tiros
Que com rojão iluminou

O céu
O mesmo céu que clamamos pelas vidas
O mesmo céu que demos boas-vindas
2021, e como ouvi: "2 mil e evite uns"

O branco vira pó nessas comemorações
O pó se perde no vento e no pensamento
O ano, por si, não nos traz razões
Pra amenizar o sofrimento
É tanta dor, é tanta morte
Não é só falta de sorte
Que nos abandonou ao relento

Não creio que seria diferente
Se eu pedisse: tempo, volte
Não atenderia ao requerimento
A faca contra a gente
Tem afiado o corte
Bem mais fundo, bem mais forte
Mais letal, mais violento

Em nome de Deus e da moral
A bandeira nacional
Verde, amarela e cristã
Estendida no varal
Virou símbolo mundial
Do que há de mais sangrento
Torcida, derrama lágrimas
Que secam junto com o cimento

quarta-feira, novembro 30, 2016

Luto em Verde e Branco

 

Verde e branco
Verde do campo
Branco da paz

Cores do manto
Dores num tanto
Que nenhum dos cantos
Gira o tempo pra trás

Pra não ir à La Paz
Burocracias continentais
Restou só o pranto
Lágrimas demais

A história se faz
Em verde e branco
Verde esperança
E o branco?

À noite, escureceu
No fatal barranco
Ficou preto, de luto
A esperança morreu

Torcidas comoveu
Um por um, cada escudo
Alvinegro, tricolor, rubro negro
Azuis chamados de celeste
Irônico mundo

Cada símbolo cedeu
As cores tradicionais
Pra que o verde fosse mais

Que o verde do campo
E o branco da paz
Mais que a cor do gramado

Rivais do mesmo lado
Corações apaixonados,
Atados por um nó

A compaixão pela dor
Sem hino, sem gritos, sem cor
Um minuto de silêncio a Chapecó