Ela tem um quê que eu não sei explicar
Misteriosa que só ela
talvez ela nem exista
seja coisa da minha imaginação
mas penso que não
a minha não é tão fértil a ponto de desenhá-la como a vejo
como em sonhos passados, me esbaldei com desejo
não pode ser real
como dizem por aí: é muita areia pro meu caminhãozinho
mas como imaginar é permitido, quero acreditar que foi real
era tanto fluido...
corporal, espiritual, sentimental, carnal
era poesia pura, essências além do normal
eram olhos que me encaravam sem a doçura de amor,
tinha tudo menos ternura
Como disse, era poesia pura,
porém aguda, ofensiva, direta sem meneios
era pra frente pro ataque
e quando me atacou como presa fácil fui ao chão
sem acreditar no que sentia
nem havia bebido pra delirar tanto e viajar para aquele novo mundo
Tudo parecia novidade, tanto que nem soube direito o que fazer e assim aquele dia ganhou novos ares
apresentou um novo limite ao céu, que eu sequer conhecia
E a cada manhã que abre o próximo dia, visito meus sonhos,
Lá está o manto negro, misterioso, de silhueta definida,
para colocar em questão:
toda vez que te vejo é mais um sonho
ou o sonho ideal ganhou vida?
quarta-feira, abril 22, 2015
quarta-feira, março 25, 2015
OZ EXTREME METAL
LOCUÇÃO:
quinta-feira, março 19, 2015
O Camisa 10
E tava lá o camisa 10
Brasil no verde e amarelo
Bem preto no branco
Mexendo em papéis
Buscando um farelo
Revirando lixo
Camisa manchada
Suja e suando
Depois de algum bicho
Cata o resto do nada
Comemorando
E a sujeira no manto pirata
Deveria estar na original
Ao apito final, ainda intacta
Não sabe o valor de um real
Nem quanto vale um quilo de vida
Ou um tanto de horas
De interminável corrida
Em busca de sobras
E quanto vale ser reciclável
Coisas e pessoas
Achar no lixo a tal rotina
Ser, por essência, renovável
Ser via de fluxo intenso, e não esquina
Brasil no verde e amarelo
Bem preto no branco
Mexendo em papéis
Buscando um farelo
Revirando lixo
Camisa manchada
Suja e suando
Depois de algum bicho
Cata o resto do nada
Comemorando
E a sujeira no manto pirata
Deveria estar na original
Ao apito final, ainda intacta
Não sabe o valor de um real
Nem quanto vale um quilo de vida
Ou um tanto de horas
De interminável corrida
Em busca de sobras
E quanto vale ser reciclável
Coisas e pessoas
Achar no lixo a tal rotina
Ser, por essência, renovável
Ser via de fluxo intenso, e não esquina
terça-feira, janeiro 13, 2015
Já aviso
Já
aviso
Minha
poesia não é curta
Pois,
curto não é meu pensamento
É
profundo, vasto
Variado
no sentimento
Por
tristeza ou contentamento
E
assim como aqueles avisos
O
ministério disso e daquilo adverte
Minha
poesia nem sempre agrada
Seu
estado às vezes converte
Se
feliz, embarcar, pode encontrar dor
Se
a solidão te acompanhar, pode achar amor
Faço
apenas o convite
Deixe-se
embarcar
No
balanço da marola
No
sopro do ar
Minha
poesia é assim
No
caminho é que se descobre
Onde
a gente pode chegar
Se
é que chegar é o fim.
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Dias Tristes
Nos dias tristes
Nada tristes são as rimas
Elas vêm
Ricas, abundantes
Chorosas, contínuas
Para a poesia, é a essência
Alma e versos se atinam
É a escrita sem ciência
Onde beleza e dor combinam
Nada tristes são as rimas
Elas vêm
Ricas, abundantes
Chorosas, contínuas
Para a poesia, é a essência
Alma e versos se atinam
É a escrita sem ciência
Onde beleza e dor combinam
domingo, janeiro 11, 2015
Tô aí
Não
é de propósito, nem opcional, é o que sinto, contra minha vontade, contra meu
poder de reação nos dias de baixa. É algo que vem de dentro pra fora, mas, algo
como a sensação de um problema no meu funcionamento. Não é descaso ou qualquer
outra situação de desprezo ou o clássico “to nem aí”. Tô aí, cá, lá, aqui, e,
por vezes, queria simplesmente não estar, não ser, muito menos existir.
Luz que Repousa
Quando
a luz apaga
E
o travesseiro aguarda o repouso
Nem
sempre ele vem
Um
turbilhão não se acalma
E
num golpe do sono
Apago
também
Sem
ter qualquer certeza
Que
correu tudo bem
A
alma voa indefesa
E
a seca de uma enorme represa
Vira
um louco porém
Minha
loucura
Minha
falta de paz
Nessa
conjuntura
Fico
mais incapaz
De
acender a luz
E
o interruptor
É
o que me conduz
Não
interrompe a dor
E
o meu total desconforto
Quando
a luz apaga
Me
acende a questão
Será
que estou morto
Ou
terei mais um dia
E
em qual condição
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