domingo, dezembro 13, 2009

Sombras do Ideal

Esta noite me furtou o sono
E o sono me furta o dia
O sono não me trouxe sonhos
Ao despertar o sol não brilha

Não ilumina meu caminho sombrio
Não pinta cores quentes
Não aquece um mundo frio
Não nos torna mais contentes

Saio em busca de meus ideais
Sigo rumos sem ordená-los
Alcanço metas e quero mais
Ter forças para conquistá-los.

Conquistas vitais e amorosas
Constroem castelos para residirmos
Afogamo-nos num denso mar de rosas
Deixando a vida pra não mais sentirmos

Nem o sol, nem a lua, nem calor, nem sabor
Vida cinzenta, sem querer viver
Sobrevive ao mundo tomado de dor
Coração machuca-se sem saber por quê.

Ele sofre, apanha e é ferido de forma brutal
Causada por anseios inatingíveis
Meu sonho libertino não se faz real
Fantasiosos; se tornam impossíveis.

Inalcançável realização de ter apenas uma vez
Teu abraço, teu perfume grudado em mim
Julgo-a a mais bela, finges que não vês
O meu carinho sem começo, meio e fim.

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