Como me fascinam as portas trancadas
De casas abandonadas
É imediata a reflexão
Quanta história já aconteceu aí dentro
Seja uma portinha ou um casarão
No meu caminho contra o fracasso
Em dois desses locais, eu passo
Na casa, ninguém mora mais
Nem sei se é uma casa
Ou um quartinho de materiais
No outro, era point de diversão
Música, baile, bar, curtição
Hoje sobrou a desbotada pintura
Poeira no vidro por dentro
Foram brindes sem literatura
Copos que mancharam balcões
Olhares e vãs ilusões
Que o destino às vezes apronta
O último giro da chave que tranca
É menos gran finale que a última conta
História é pessoa; o lugar é cimento
Foi tudo "Era UmaVez" no envolvimento
E o cenário, ao fiado não resistiu
Fraquejou ao boom imobiliário
Mesmo a chave na mão do proprietário
A porta trancada, minha mente invadiu
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