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quinta-feira, agosto 31, 2017

Discurso Grato


É com imensa satisfação
Que cumprimento estes nobres senhores
Pela sábia decisão
De preservar nossos valores
Com aval da população

Deste povo brasileiro aguerrido
Fez coro à nossa missão
Foi amplamente difundido
Revista, hashtag, televisão
Sou realmente agradecido
Pela manifestação

Foi esse nosso povo trabalhador
Que agraciamos com a reforma
Ao estudante que lutou
O ensino médio se transforma
A quem é aposentado, minha senhora, meu senhor
É com prazer que o país informa
Que é por quem tanto se planejou
O benefício que conquistou, estorna

E de estorno em estorno, um retorno
A um passado de transtorno, estorvo
Em que tudo ao em torno
Volta a ser como era, morno, retorno
E eu retorno ao retrocesso do suborno
Daquele que não aceita o visível corno
De que foi o recheio e o contorno
Para tirar da engrenagem, o torno
E novamente botar o país no forno

Não no fogo gostoso de lareira
É fogo que corrói nosso verde bandeira
Não é a evolução brasileira
Manja o inferno? Estamos à beira

Num aquecimento hostil
Mercantil, municiado com fuzil
Que expressa em ódio viril
O sentimento mais vil
Preconceito no Brasil
De raça, de credo, de classe,
De formação estudantil

Olha pro Rio
Nosso cartão postal que se esquive
Da munição do novo Steve
Entre a bala e você, pode crer,
Ela é mais livre

quarta-feira, março 13, 2013

Justo ele?

Por mais contraditório e incoerente que seja este país, precisamos destacar que a incoerência começa em nós mesmos. Dizemos algo e fazemos o contrário. Citando Renato Russo: "ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação", pergunto:

- Quem não conhece alguém que arruma notas frias para abater no Imposto de Renda?
- Quem aí sabe de fatos que poderiam ser denunciados e nos calamos?
- Quem aí nunca usufruiu do tal jeitinho brasileiro?
Resposta: Todos nós.

Somos contra muitas falcatruas políticas, mas de menor relevância, as cometemos na esquina. Não vou defender o pastor eleito para a comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano. Afinal, não tem defesa alguém que diz isso: "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição".

Mas fomos nós que o elegemos deputado. E elegemos os deputados que o colocaram no cargo. Agora, resta lamentar não conhecermos melhor nossos candidatos antes de depositamos o voto a eles na urna.

Absurdo os pensamentos desse cara? Sim, absurdo. No entanto, ninguém pode obrigá-lo a pensar diferente. Pelo menos, parece que esse é o anseio geral dos críticos ao deputado. Que tal simplesmente entender que ele pensa diferente e que, se ele infringir qualquer lei que ataque qualquer grupo, etnia ou classe, aí sim, criticá-lo como qualquer outra pessoa?

Mas, convenhamos, precisaria ser justamente um deputado com pensamentos assim, o eleito para a comissão de direitos humanos? Poderia se evitar tanta polêmica.

terça-feira, março 12, 2013

Você já viu fração de centavo?



Por favor, alguém me explique: o que seria uma fração de centavo? Se cobram este valor de nós, consumidores de combustível, ele deve existir.

Surgem tantas leis e reivindicações em prol dos direitos do consumidor e bla bla bla. Mas, por que ninguém questiona isso? Existe algo mais obscuro que você ser cobrado em um valor que não existe na moeda vigente do seu país? 2,899 / 2,099 / 1,899. Ahn? Como assim?

Transparência, uma das palavras do momento. Quem apresenta este valor de frações de centavo para o consumidor acompanhar como está sendo cobrado isso? Nem a bomba de combustíveis deve calcular com exatidão. E, se calcula, esconde dos clientes de postos.

Se a gente for pensar que para encher um tanque, essa diferença não chegaria a 40 centavos aproximadamente, que tal calcular que são 40 centavos de todos os dias, todos os carros. Isso em um mês, se bobear, deve pagar até o salário de um dos frentistas ou de um funcionário. E essa cobrança sai do nosso bolso e nem sabemos como contar isso.

Pior que isso, só aquelas letrinhas minúsculas nos comerciais de TV que piscam com um texto enorme em um segundo...