Como eu odeio o termo mimimi
porque, geralmente
Minimiza
Um preconceito
Como eu odeio quando alguém diz mimimi
Porque geralmente
Vem de um me-me-merda
Que quer ter seu "direito" de diminuir
Quem é diferente
É quem diz que é mimimi
Repara, geralmente
É alguém aceito
Mimimi
O feminismo, o anti-racismo,
O anti-fascismo, o anti-nazismo
Olha bem contra quem o mimimi se aponta
E se levar em conta
Outras razões encontra
O mimimi vem de quem 'tá' na outra ponta
Pode me chamar de mimizento,
Dizer que é vitimismo
Mas esses seus "ismos"
No fundo (e você sabe) gera um ato violento
Como eu odeio ouvir que é mimimi
Quem o define é o atingido
Mimimi pra você é reagir
Ao ataque proferido
Vou te explicar o que é mimimi
Limpa bem o ouvido
Mimimi é o caralho
E tá entendido?
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quinta-feira, fevereiro 13, 2020
Di(mimimi)nuir
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Revoltas
segunda-feira, maio 02, 2016
Nós contra Eles
Nós dizemos que eles propagaram
Eles dizem: Eles que começaram
Se referindo a nós
Só assim pra sermos referidos
O nós contra eles pra eles não havia
Porque o nós também não existia
Então, quando virou voz
O sono se perturbou com meus gritos
É fácil dizer que nós que começamos a briga
Afinal, só temos a missão de incomodar
O sono dos justos sente o frio na barriga
Antes do despertador te acordar
Somos revoltados, tumultuadores
Mas, claro, não podia ser diferente
Esse bando de contestadores
Ficam achando que são gente
E não diga que não pensa assim, que eu não sou otário
Pra cair na sua conversinha, de classes unidas
Não haverá consenso, o pensamento é contrário
Objetivos opostos, demandas inversas
Que não são expostos, estratégias perversas
Sempre foi o tal nós contra eles,
Mas éramos café-com-leite
Já que nunca reconheceu
Não precisa do seu aceite
Somos nós por nós mesmos, guerrilhando
Eles continuam sendo eles, amaciando
O combate não se rende, vai juntando
O ódio, deixa com eles, se alimentando
Deixa com a gente, o canto de sempre
Não da sala, nem da senzala
No sentido bom da palavra “corrente”
Que o tambor tem fala, nossa cor se espalha
quinta-feira, abril 05, 2012
Invasão
Cala a boca, não perguntei se você quer
Não me interessa o que você gosta ou não
Fica quieto, senta todo mundo no sofá
Eu que mando; você não tem opinião
Que parte do cala a boca você não entendeu?
Acabou seu direito, sua liberdade
Tomei a propriedade, agora tudo é meu
Você vai agir contra a vontade
Quem manda aqui sou eu
Vontade? Que ironia...
Esse direito você não tem mais
Já te prendo em janelas e celas por insegurança
Tirei o direito ao seu filho de poder ser criança
Já era seu direito de abrir a porta
Eu invado mesmo, arrombo a fechadura
e seus miolos; sem direito à defesa
Como uma inofensiva presa, seus direitos violo
Devoro
Junto meu charme mais esbelto, mais atraente
Com sua fragilidade, você tão carente
Eu domino facilmente
Abuso da sua pouca consciência, da sua nula combatividade
Empurro todo meu lixo
Na sua goela abaixo
E você mastiga... com o tempo, saboreia
Digere e engole
Ao dividir o prato com a prole
Acostuma-se ao sabor e se delicia
Nem mais te agonia, pede outro gole
A mesa em minha frente
Hipnótica visão, reflexão
e a revolta se volta em calmaria
Em mais uma tragédia que se noticia
Você assiste o que transmite
Não resiste
E nas infinitas cores que não refletem,
não se vê.
quarta-feira, novembro 02, 2011
Sem opinião
Indignação
Sentimento que demanda consciência
O que restringe essa sensação
A quem tenha inteligência
Para discutir e debater
Questões diversas
Política, sociais
O que exclui ainda mais
Quem é capaz de entender
Palavras que vão além
E muito podem dizer
Sem sequer pronunciá-las
Ou saber usá-las bem
Amenizam o caos
Criam o terror
Mocinhos, vilões
No poder das expressões
Formam opiniões...
Não! Apenas reproduções
De quem tem na mão
E propaga ideias com reflexão
Proliferadas sem opinião
Sem individualidade
Já que não há a capacidade
De uma autoral posição
Resultado: aceitação
Dos modelos da televisão
(como exemplo pra questão)
Sem discutir esses padrões
Há quem se espelhe
Nas incoerentes definições
Nas imagens perfeitas
No que dizem ser bem
E independente da vontade
Isto é, de que quem as têm...
Respaldam a barbaridade
Cultuam o Zé Ninguém
Antes daquele papo de humildade, oportunidade
Volto ao termo capacidade
Este sim, com ou sem palavras
Sem a chance, o espaço do coitado
Diz muito sobre alguém.
Sentimento que demanda consciência
O que restringe essa sensação
A quem tenha inteligência
Para discutir e debater
Questões diversas
Política, sociais
O que exclui ainda mais
Quem é capaz de entender
Palavras que vão além
E muito podem dizer
Sem sequer pronunciá-las
Ou saber usá-las bem
Amenizam o caos
Criam o terror
Mocinhos, vilões
No poder das expressões
Formam opiniões...
Não! Apenas reproduções
De quem tem na mão
E propaga ideias com reflexão
Proliferadas sem opinião
Sem individualidade
Já que não há a capacidade
De uma autoral posição
Resultado: aceitação
Dos modelos da televisão
(como exemplo pra questão)
Sem discutir esses padrões
Há quem se espelhe
Nas incoerentes definições
Nas imagens perfeitas
No que dizem ser bem
E independente da vontade
Isto é, de que quem as têm...
Respaldam a barbaridade
Cultuam o Zé Ninguém
Antes daquele papo de humildade, oportunidade
Volto ao termo capacidade
Este sim, com ou sem palavras
Sem a chance, o espaço do coitado
Diz muito sobre alguém.
Medo Presente do Tempo
Ouça o poema na voz de Diego Machado
Medo
São tantos
Tantas fobias
Tanto pavor que agonia
Mas o medo muda, varia
Hoje é conformado
E outro problema se cria
Aceitos os medos
Conformando-se com eles
Resta descobrir
Como se portar, como reagir
Surge então outro problema
O medo cede seu espaço
Para seu próprio combate
Reação vingativa e revolta
Enfrentar sentimento covarde
Que a vida, com tempo esgota
todas as possibilidades
Do problema maior que apavora
Numa cadeia de relações
Entre atos e omissões
Que o tempo deteriora
Com a cruel concordância
Inércia em constância
Com o que se pune
Nossa estima e capacidade
De ver sempre tão imune
A ilegal sagacidade
E por mais que se apure
Por mais que se acuse
A triste verdade
É faltar atitude
Inclusive pra reagir a isso
Mas, parece inevitável
O tempo me torna domável
Não muito amável
Quando me vejo de fora
Torna o absurdo aceitável
Viro um ser domesticável
Medo
São tantos
Tantas fobias
Tanto pavor que agonia
Mas o medo muda, varia
Hoje é conformado
E outro problema se cria
Aceitos os medos
Conformando-se com eles
Resta descobrir
Como se portar, como reagir
Surge então outro problema
O medo cede seu espaço
Para seu próprio combate
Reação vingativa e revolta
Enfrentar sentimento covarde
Que a vida, com tempo esgota
todas as possibilidades
Do problema maior que apavora
Numa cadeia de relações
Entre atos e omissões
Que o tempo deteriora
Com a cruel concordância
Inércia em constância
Com o que se pune
Nossa estima e capacidade
De ver sempre tão imune
A ilegal sagacidade
E por mais que se apure
Por mais que se acuse
A triste verdade
É faltar atitude
Inclusive pra reagir a isso
Mas, parece inevitável
O tempo me torna domável
Não muito amável
Quando me vejo de fora
Torna o absurdo aceitável
Viro um ser domesticável
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