segunda-feira, abril 02, 2018
Não
Poema em homenagem ao samba
Lembretes:
#poesiasdodiego,
bar da esquina,
exaltação,
Homenagens,
não,
poder da criação,
Poemas,
Poesias,
poeta,
samba,
seja sambista também
segunda-feira, março 26, 2018
Acorda Brasil, c****** (#abcBrasil)
(em breve, poema em texto também; enquanto isso, dê o play)
Lembretes:
#poesiasdodiego,
ABC,
abecedário,
alfabeto,
Brasil,
estrofe,
Poemas,
Poesias
Execução Pedagógica
Sou paulista, e assim como a maioria
Desconhecemos nossos eleitos representantes
Por parte, fazem por onde, são insignificantes
Em ação, pois, o custo é bem significativo
Do legislativo, judiciário e executivo
Marielle, ao iniciar a intervenção militar
Os generais alertaram, pediram permissão
Pra chacinas, execuções, com a condição
De uma nova Comissão da Verdade não perturbar
Pediram a chancela já dada pela população
Queriam um cartão, sem limite de munição pra atirar
Francamente, Franco, você serviu de lição pedagógica
Viram, pessoal, o que vai acontecer com quem denunciar?
Quem crê de fato que a corregedoria vai investigar?
Silêncio e conivência adquiridos à quantia módica
Punição só terá se a gente um dia acordar
Ao toque de despertar dessa fúnebre voz melódica
Sem cantar, contava, contou
Maldita boca aberta, ouviu-se de um fardado
A farda não camuflou, executou
Entrou no carro e partiu.
À frente, cercado
UM, DOIS, TRÊS, QUATRO! NOVE DISPAROS!
4 projéteis no alvo
Ainda vão apontar um não militar
como autor do atentado
Haverá defensores a essa alienada teoria
Pelo partido que estava, dirão que teve o que merece
E palmas baterão à milícia imponente
Covardia, ironia, armas, aval, autonomia
Quem dera se nossa gente lesse e soubesse
Morreu o motorista Anderson e Marielle
Do Rio pro Brasil, a ditadura reinicia
Já assusta a sensação,
pois doeu no coração
E ainda vai doer na pele.
Lembretes:
#MariellePresente,
#poesiasdodiego,
execução,
intervenção,
Marielle Franco,
pedagógica,
Poemas,
Poesias,
Rio de Janeiro,
RJ
quinta-feira, fevereiro 22, 2018
Intervenção no RJ
A nova geração conectada
Super antenada
Manja os hits da balada
Mas, ao mesmo tempo que sabe de tudo, sabe de nada.
Na real mesmo, nem tá ligada
Com o que acontece na sua quebrada
Se sente representada na rebolada?
Ô meu parceiro, minha aliada
Entre sua ideia e sua bunda
A 1ª tem que ser mais pesada
Não falo de pesar consciência
Falo de importância, representatividade
Não te imponho nada, rebole à vontade
Mas, somos mais que essa imagem
E nem falo de Cristo, de paisagem
Falo da nossa bravura, da nossa coragem
O exemplo aqui é bunda dura? 'Cês tão' de sacanagem!
Vai, malandra, peça a Deus um pouco de malandragem
Pra perceber que a cada queda de brincadeira
Um tiro de fato acontece, um corpo falece
E destrói uma família inteira
Que tiro foi esse?
Que tiros foram esses?
Por que tantos tiros?
Quando acabarão os tiros?
Quando acabar a munição?
Ou a bizarra canção?
Qual acabará primeiro?
Tenho uma opinião:
o Rio de Janeiro
A quantos tiros já resistiu?
Hoje, num hospital, no corredor
respira com dificuldade
O som do estampido invade
O céu que cruza a cidade sob olhar do Redentor
Com discurso de fatalidade
Mascara-se a crueldade
Da inerte autoridade
Inerte não
Por que ela age. A seu favor...
Sem pudor
Só vaidade de se impor
A sarrada é no ar,
na água, no chão, na cara da gente
E abusadamente
Eles chegarão, malandramente
Com aquela falação preparada
E quando você abraça a ilusão
É hora de levar madeirada
Mas, de batida em batida
Cai ali mais uma vida
Bala perdida, abatida
A mísera bala é recebida
A criança, uma idosa atingida
Disparo cruzou avenida
Uma mágoa sofrida
No peito, contida
Agora, escorre a ferida
Ferida toda a comunidade
Comunidade, favela, o nome que quiser
Quiser?! Nada mais vai querer.
Fim desse direito concedido
Nada poderá, disse o poder
Instaurado, aplaudido
Militarizado, estabelecido
E a arma do exército de uso exclusivo?
Está na mão do bandido
Como isso pode ter acontecido?
Lembram-se da última eleição?
E da anterior?
O prefeito Crivella abriu mão
Igual Pezão, o governador
Sem nem falar na nação
À frente, Temer. Temor.
Desespero é geral
Buscam a salvação
Isso abafa o racional
E até o coração
Conexão espiritual
Tem quem se apega nesse chão
E minha canhota caneta
Lamenta e relata a condição
Poesia impressa em tinta preta
Preta, cor alvo da repressão
Preto é luto
Não se camufla na intervenção
É a cor que chama atenção
Nada discreta na ocasião
Camufla-se jogado ao chão
Ah, e nas estatísticas da televisão
A gente já viu isso na lição
Não aprendemos,
ficamos pra revisão
Será que a gente passa na recuperação?
Super antenada
Manja os hits da balada
Mas, ao mesmo tempo que sabe de tudo, sabe de nada.
Na real mesmo, nem tá ligada
Com o que acontece na sua quebrada
Se sente representada na rebolada?
Ô meu parceiro, minha aliada
Entre sua ideia e sua bunda
A 1ª tem que ser mais pesada
Não falo de pesar consciência
Falo de importância, representatividade
Não te imponho nada, rebole à vontade
Mas, somos mais que essa imagem
E nem falo de Cristo, de paisagem
Falo da nossa bravura, da nossa coragem
O exemplo aqui é bunda dura? 'Cês tão' de sacanagem!
Vai, malandra, peça a Deus um pouco de malandragem
Pra perceber que a cada queda de brincadeira
Um tiro de fato acontece, um corpo falece
E destrói uma família inteira
Que tiro foi esse?
Que tiros foram esses?
Por que tantos tiros?
Quando acabarão os tiros?
Quando acabar a munição?
Ou a bizarra canção?
Qual acabará primeiro?
Tenho uma opinião:
o Rio de Janeiro
A quantos tiros já resistiu?
Hoje, num hospital, no corredor
respira com dificuldade
O som do estampido invade
O céu que cruza a cidade sob olhar do Redentor
Com discurso de fatalidade
Mascara-se a crueldade
Da inerte autoridade
Inerte não
Por que ela age. A seu favor...
Sem pudor
Só vaidade de se impor
A sarrada é no ar,
na água, no chão, na cara da gente
E abusadamente
Eles chegarão, malandramente
Com aquela falação preparada
E quando você abraça a ilusão
É hora de levar madeirada
Mas, de batida em batida
Cai ali mais uma vida
Bala perdida, abatida
A mísera bala é recebida
A criança, uma idosa atingida
Disparo cruzou avenida
Uma mágoa sofrida
No peito, contida
Agora, escorre a ferida
Ferida toda a comunidade
Comunidade, favela, o nome que quiser
Quiser?! Nada mais vai querer.
Fim desse direito concedido
Nada poderá, disse o poder
Instaurado, aplaudido
Militarizado, estabelecido
E a arma do exército de uso exclusivo?
Está na mão do bandido
Como isso pode ter acontecido?
Lembram-se da última eleição?
E da anterior?
O prefeito Crivella abriu mão
Igual Pezão, o governador
Sem nem falar na nação
À frente, Temer. Temor.
Desespero é geral
Buscam a salvação
Isso abafa o racional
E até o coração
Conexão espiritual
Tem quem se apega nesse chão
E minha canhota caneta
Lamenta e relata a condição
Poesia impressa em tinta preta
Preta, cor alvo da repressão
Preto é luto
Não se camufla na intervenção
É a cor que chama atenção
Nada discreta na ocasião
Camufla-se jogado ao chão
Ah, e nas estatísticas da televisão
A gente já viu isso na lição
Não aprendemos,
ficamos pra revisão
Será que a gente passa na recuperação?
Lembretes:
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poema,
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poesia,
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poeta,
Rio de Janeiro,
RJ
quarta-feira, dezembro 06, 2017
O Tijolo
Tijolos constroem
Casas, edifícios, escolas, guaritas
Tijolos constroem um lugar
Não histórias para contar
Tijolos fazem paredes onde a vida habita
E a vida é quem pode se narrar
Com tijolo se faz artes, artesanato
Vira cenário, vira cena pro ato
Lembremos que o tijolo edifica,
Onde um grupo se une e solidifica
O tijolo ouve cada relato
De tão discreto, sequer critica
Após construir lugares
Vira entulho dispensável
Sem apego no canto largado
Não ligue se ele for quebrado
Numa queda é até bem provável
Que outro fim tenha alcançado
Tijolo, entulho, resto de construção
Tijolo, duro, sustenta ação
Tijolo, frio, que aguarda o cimento
Tijolo é um perigo ao alcance da mão
Tijolo constrói o sonho de união
O muro do ressentimento
Ignorância, o põe em ação
Vai da situação, tijolo expressa sentimento
Casas, edifícios, escolas, guaritas
Tijolos constroem um lugar
Não histórias para contar
Tijolos fazem paredes onde a vida habita
E a vida é quem pode se narrar
Com tijolo se faz artes, artesanato
Vira cenário, vira cena pro ato
Lembremos que o tijolo edifica,
Onde um grupo se une e solidifica
O tijolo ouve cada relato
De tão discreto, sequer critica
Após construir lugares
Vira entulho dispensável
Sem apego no canto largado
Não ligue se ele for quebrado
Numa queda é até bem provável
Que outro fim tenha alcançado
Tijolo, entulho, resto de construção
Tijolo, duro, sustenta ação
Tijolo, frio, que aguarda o cimento
Tijolo é um perigo ao alcance da mão
Tijolo constrói o sonho de união
O muro do ressentimento
Ignorância, o põe em ação
Vai da situação, tijolo expressa sentimento
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O Tijolo,
poema,
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poesia,
Poesias,
Reflexões,
sentimento
terça-feira, dezembro 05, 2017
CensurOz
A Censura voltou
Podem comemorar
Já barraram show
Exposição, teatro popular
Na rua, na praça, na ocupação
Em todo lugar
Aqui em Osasco, no Calçadão
Já começaram a ocupar
E culpar artistas valentes
De ofensa moral aos princípios
Subvertem longe das lentes
Escondidos atos promíscuos
E na casa de lei, infringem-nas
Em envelopes nada cristãos
Discursos e ameaças misóginas
Exposta ao vivo em televisão
E ainda teve defensor
Quem inverteu a situação
Aplaudiu ato opressor
De censurar nossa expressão
É, minha gente, regime instalado
O desmonte cultural se implantou, é real
Osasco está encurralado
Resiste na Tenente e Marechal
Osasco, que asco dessa censura
Fiasco a legislatura
Que oprime
Artista, não o crime
Pois lhe falta envergadura
Ela só tem culhão
Contra encenação, exposição, canção
Declamação, literatura
Arte leva à reflexão
Hoje se leva a expressão
Ouve-se palmas à viatura
Podem comemorar
Já barraram show
Exposição, teatro popular
Na rua, na praça, na ocupação
Em todo lugar
Aqui em Osasco, no Calçadão
Já começaram a ocupar
E culpar artistas valentes
De ofensa moral aos princípios
Subvertem longe das lentes
Escondidos atos promíscuos
E na casa de lei, infringem-nas
Em envelopes nada cristãos
Discursos e ameaças misóginas
Exposta ao vivo em televisão
E ainda teve defensor
Quem inverteu a situação
Aplaudiu ato opressor
De censurar nossa expressão
É, minha gente, regime instalado
O desmonte cultural se implantou, é real
Osasco está encurralado
Resiste na Tenente e Marechal
Osasco, que asco dessa censura
Fiasco a legislatura
Que oprime
Artista, não o crime
Pois lhe falta envergadura
Ela só tem culhão
Contra encenação, exposição, canção
Declamação, literatura
Arte leva à reflexão
Hoje se leva a expressão
Ouve-se palmas à viatura
sexta-feira, outubro 27, 2017
Ódio x Amor
Com o ódio tão presente
Com o ódio instalado
Tem gente que odeia a gente
Sem motivo declarado
É como um óleo fervente
Por vingança, preparado
Queima quem é diferente
Só por isso é odiado
A gente precisa sim, é de mais amor
A gente precisa sim, pedir por favor
A gente precisa ter sim, mais compaixão
A gente precisa respeitar sim, a opinião
E quem duvidar que o amor é que pode mudar tudo isso
Faça então a reflexão no seu momento mais pessoal
Quem ganhou algo de bom sendo expansivamente destrutivo
Quem conquistou algo de bom só fortalecendo o mal
Amor quando a gente põe em canção ou declama em poesia
Não pode ser da boca pra fora nem somente aos mais chegados
Amor é algo que contempla uma tal de cidadania
Amor é rosto à mostra no baile dos mascarados
Ame igual o romantismo de um inspirado compositor
Ame igual amava como amava um pescador
Ame, por amar, para o ódio não se impor
Ame, ame, ame, seja amor, seja qual for
Seja pra cantar, pra dizer, pra ir na praça e declamar
Faça por onde, não deixar o amor silenciado
O ódio não cansa de se espalhar, de berrar, de gritar
Ele existia, com agonia, por covardia era calado
Agora, tão ostentado em qualquer lugar
Tal qual a peste, é facilmente proliferado
Você, quando está só você, já parou pra pensar
Se joga ódio no ar e busca ao fim ser amado?
Com o ódio instalado
Tem gente que odeia a gente
Sem motivo declarado
É como um óleo fervente
Por vingança, preparado
Queima quem é diferente
Só por isso é odiado
A gente precisa sim, é de mais amor
A gente precisa sim, pedir por favor
A gente precisa ter sim, mais compaixão
A gente precisa respeitar sim, a opinião
E quem duvidar que o amor é que pode mudar tudo isso
Faça então a reflexão no seu momento mais pessoal
Quem ganhou algo de bom sendo expansivamente destrutivo
Quem conquistou algo de bom só fortalecendo o mal
Amor quando a gente põe em canção ou declama em poesia
Não pode ser da boca pra fora nem somente aos mais chegados
Amor é algo que contempla uma tal de cidadania
Amor é rosto à mostra no baile dos mascarados
Ame igual o romantismo de um inspirado compositor
Ame igual amava como amava um pescador
Ame, por amar, para o ódio não se impor
Ame, ame, ame, seja amor, seja qual for
Seja pra cantar, pra dizer, pra ir na praça e declamar
Faça por onde, não deixar o amor silenciado
O ódio não cansa de se espalhar, de berrar, de gritar
Ele existia, com agonia, por covardia era calado
Agora, tão ostentado em qualquer lugar
Tal qual a peste, é facilmente proliferado
Você, quando está só você, já parou pra pensar
Se joga ódio no ar e busca ao fim ser amado?
Lembretes:
#poesiasdodiego,
Amor,
nem tudo é poesia ou é,
ódio,
ódio x amor,
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