Vermelho, fecha o farol
Segundos que valem trocados
Era meio-dia, havia sol a pino
O sotaque sulamericano, colombiano
Peruano, chileno, uruguaio, argentino
Não sei definir
Sei dizer que era o mau dia do artista
Sua arte não correspondia
Aquele não parecia ser seu dia
Um trabalho burocrático qualquer
Aceitam-se externas questões pessoais
Trabalhos formais, horários normais
Não era um sábado ou domingo
Como nesse caso
Era o artista de rua gringo
Enfrentando descaso
Onde tem que ser impecável
Pras moedas receber no chapéu
Em um intervalo de sinal
Tentou uma, duas, atuar seu papel
Caracterizado em um simples visual
Aquele parecia, pro artista, um mau dia
Até a luz do sol pode ter sido o fator
Que o apagou ofuscando-lhe à vista
E sua arte, seu talento, sem se impor
Poderia até causar ferimento
Ao hermano malabarista
Farol verde, dispara o movimento
Acabou o tempo.
Dou 2 conto e...
Boa sorte, malabarista de facas
quarta-feira, setembro 12, 2018
O Mau Dia do Artista
Lembretes:
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arte,
artista,
circense,
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malabares,
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Osasco,
poema,
Poemas,
poesia,
Poesias,
poeta
terça-feira, setembro 11, 2018
De Fato, Em Si
Por
vezes, meu verso se prende
Não escancara o que sente
Motivos? Talvez haja e eu nem sei
O que sei, é que mesmo entrelinhas, contei
Cantei, desabafei, reportei, relatei
Mas, quando o assunto é coração
Assumo, não flui fácil a redação
Muitas vezes travei, intimamente guardei
Mas, meu sono nesse amanhecer
Foi tomado em plena alvorada
Enquanto não levantei pra escrever
As palavras e rimas estavam aqui
Sufocando, entaladas
Tem sido tão bom cada momento
Momentos esses que nunca esperava
Em paradigmas, me apegava
Que sobrepunham o sentimento
Não me permitia o que não era minha lei
O que escapava do meu mapa, friamente calculado
Como tenho sido calado...Tens dia a dia revelado
Um lado inexplorado, feliz que sequer imaginei
Se há padrões que estabeleci, esqueci, me perdi,
E me perco, é recorrente, basta olhar pra frente
Presente, meu presente, que assim que conheci
Descobri que posso ver mais do que defini, percebi
Que faz minha vida feliz, sem que ninguém represente
Atue, interprete,
Estejamos, de fato em si, pois senti e não omiti
Amor é união, não algo que compete.
Não escancara o que sente
Motivos? Talvez haja e eu nem sei
O que sei, é que mesmo entrelinhas, contei
Cantei, desabafei, reportei, relatei
Mas, quando o assunto é coração
Assumo, não flui fácil a redação
Muitas vezes travei, intimamente guardei
Mas, meu sono nesse amanhecer
Foi tomado em plena alvorada
Enquanto não levantei pra escrever
As palavras e rimas estavam aqui
Sufocando, entaladas
Tem sido tão bom cada momento
Momentos esses que nunca esperava
Em paradigmas, me apegava
Que sobrepunham o sentimento
Não me permitia o que não era minha lei
O que escapava do meu mapa, friamente calculado
Como tenho sido calado...Tens dia a dia revelado
Um lado inexplorado, feliz que sequer imaginei
Se há padrões que estabeleci, esqueci, me perdi,
E me perco, é recorrente, basta olhar pra frente
Presente, meu presente, que assim que conheci
Descobri que posso ver mais do que defini, percebi
Que faz minha vida feliz, sem que ninguém represente
Atue, interprete,
Estejamos, de fato em si, pois senti e não omiti
Amor é união, não algo que compete.
Lembretes:
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segunda-feira, setembro 10, 2018
Sem Copa e Sem Casa
Sou avisado a olhar pro lado
Uma bandeirinha do Brasil no beiral
De um escombro improvisado
Eu trafegava a via expressa
E passei depressa pela cena
Que ficou impressa na retina
E trouxe o verso à tona
O verde-amarelo tremulava
Pensei se a pessoa que ali morava
Estava na torcida também
Pensando será que o hexa vem?
Não veio, tudo bem, mas estava lá
A bandeira a se agitar,
a balançar com o vento
E foi nesse momento
Que lembrei o que é grafado
Ordem e progresso, em meio ao estrelado
Assim como o céu do marginalizado
Acomodado num cômodo mal-acabado e sujo
Porém, seu único lar, seu bem e seu refúgio
Deixando claro o verso dos Racionais
Apropriado e adaptado
Pro torcedor à margem, diariamente atropelado
Linguajar no futebol muito usado
Quando um time é goleado
Nesse caso, não há sentido figurado
Só um sentido: desfigurado
Um rosto não identificado, não registrado
Mas, contabilizado nos institutos e censos
Que mostram o abismo imenso
Entre o que deveria fazer
E o que faz o Estado
E pros craques eliminados do Mundial
Foram até onde poderiam ter chegado
Agora, todos retornam à vida normal
Em países evoluídos, tudo muito desenvolvido
Com o Brasil comparado, quase igual
Só que não, nem a pau
Que a bandeira desse nosso povo aguerrido
Traga além da Copa, um motivo
De a gente se sentir representado
No caderno social
E a bandeira não só um decorativo sazonal
Pra que, na vida marginal, seja um sentimento vivo
Estampado, não coberto com jornal.
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sexta-feira, agosto 24, 2018
Sigam-me!
Seguidores, e mais seguidores
Do quê mesmo? De quem?
Procura-se, vende-se, compramos
Sim, pagamos por admiradores
Eles são a nossa credibilidade
Goste você ou não, é a realidade
O número de amigos já foi a medida
A métrica hoje está diferente
O chique é ser seguido por mais gente
E ter pouca gente ‘seguida’
Quanto menos do outro, melhor é
Quanto mais de si mesmo, é top
O que vale é o que recebe de ibope
Seguidor é indicador de fé
Botam fé nesse nesses trocentos K
É como se falam os milhares
De exemplares obedientes a acatar
As novas e críveis autoridades
Que em até 1 minuto alarde
Seu repentino dom de influenciar
Usam roupas, makes: referência
Sigam! É esse o style padrão
Sem encontrar qualquer razão
Busco, quem sabe, explicação
Ou um resquício de coerência
Pessoas que nunca vimos
Com roupas que não usaríamos
Fazendo até coisas que não gostamos
Ou até pior: nem concordamos
São o novo referencial do que parecer
Parece que nos perdemos no caminho
Pois, nesses nos espelhamos
Quando estamos no espelho sozinho
Não quero saudosismo do irreversível
Não voltaremos a ter amigos da rua
Não sentaremos de novo em calçadas
Mas, será que pode parecer cabível
Ter amigos ser o que pontua
E não planos de pessoas compradas
Não, não invejo K, nem M, quem queira dizer
Pode definir por recalque, palavra que evito
Só não consigo, ao fim, compreender
Geração carente em que a atenção faz viver
O mundo de seguidores não é onde habito
E, se só um pouquinho, paro e reflito,
Por mais que, no insta, está seu ser mais bonito
E de você, no fundo, no fundo, ninguém quer saber
Do quê mesmo? De quem?
Procura-se, vende-se, compramos
Sim, pagamos por admiradores
Eles são a nossa credibilidade
Goste você ou não, é a realidade
O número de amigos já foi a medida
A métrica hoje está diferente
O chique é ser seguido por mais gente
E ter pouca gente ‘seguida’
Quanto menos do outro, melhor é
Quanto mais de si mesmo, é top
O que vale é o que recebe de ibope
Seguidor é indicador de fé
Botam fé nesse nesses trocentos K
É como se falam os milhares
De exemplares obedientes a acatar
As novas e críveis autoridades
Que em até 1 minuto alarde
Seu repentino dom de influenciar
Usam roupas, makes: referência
Sigam! É esse o style padrão
Sem encontrar qualquer razão
Busco, quem sabe, explicação
Ou um resquício de coerência
Pessoas que nunca vimos
Com roupas que não usaríamos
Fazendo até coisas que não gostamos
Ou até pior: nem concordamos
São o novo referencial do que parecer
Parece que nos perdemos no caminho
Pois, nesses nos espelhamos
Quando estamos no espelho sozinho
Não quero saudosismo do irreversível
Não voltaremos a ter amigos da rua
Não sentaremos de novo em calçadas
Mas, será que pode parecer cabível
Ter amigos ser o que pontua
E não planos de pessoas compradas
Não, não invejo K, nem M, quem queira dizer
Pode definir por recalque, palavra que evito
Só não consigo, ao fim, compreender
Geração carente em que a atenção faz viver
O mundo de seguidores não é onde habito
E, se só um pouquinho, paro e reflito,
Por mais que, no insta, está seu ser mais bonito
E de você, no fundo, no fundo, ninguém quer saber
Lembretes:
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quarta-feira, agosto 01, 2018
A Mulher Sub
Ferida, fera, fora
(Temer), fora a faca fincada
Todos os dias, na rua, no trampo, no ‘buso’
Todos os dias, todas as horas, destratada
Todas as idas, todas as voltas, abuso
Todas partidas, todas chegadas, te uso
Toda sua vida, submetida por nada
Não traída no sentido de traição profana
Falo desde a renda diminuída
À saia sexy desprotegida
Que ao estupro lhe atribui a fama
Nunca nos preocupamos se esses atos te ferem
Olhamos se a bunda é boa, o peito é grande e a coxa é grossa
Se reclamar, a gente se apossa
Os tempos mudaram, alguns não percebem
O quanto esse machismo foi perpetuado
Mais novo, não percebia o quão escroto era
Se não era estimulado, também não era criticado
Hoje mais ligado, o que de mim se espera
Meu filho educado, esse erro se encerra
Machistas não passarão, já são passado
Assumir que pensava errado não reduz o erro
Só nos torna mais consciente pra mudança
Ao ser percebido, levante a bandeira primeiro
Ao retrocesso crescente, não deixe essa herança
Homem não quer ser o fo...? Seja a segurança
Pra confiança dela te enxergar como parceiro
Hoje ela teme a rua, o trampo, o busão
Voltamos então à estrofe inicial
Vamos proporcioná-las evolução
E não ser encoxada por seu asqueroso pau
Nem pela impunidade do juiz Eugênio do Amaral
Que entende ejaculação como importunação
Sem constrangimento moral
A substância gosmenta, nojenta, submete
Não mete, mas invade a privacidade,
A privê cidade, a perversidade
Onde o sexo em local público
Local público, não corpo público
Não causa espanto de novidade
E sob o sol a pino do dia
A ferida doía, não apenas a pele melecada sentia
No coletivo, ato tão repulsivo que lhe agredia
Na avenida ou sob a via
Em estação subterrânea
Habitual, corriqueira infâmia
Contra a sub-moça, submissa, sub-assalariada
Sempre cercada
Sem subterfúgio pra não ser caçada
Sem refúgio, sem ter fuga momentânea
Pra se sentir tranquilizada
Ela provocou, não me contive
Imputei-lhe punições sumárias
Invadi-lhe proibidas áreas
À sua vontade nem um pouco me ative
Ativei, ativo, ataquei, meu motivo
Agressivo, reativo ao sex appeal
Pistola criminosa é só no estilo fuzil
Pênis agrediu, é crime abusivo
Criminosos de pen, pens, pênis, permissivo
Representantes legais do Brasil
A mulher deve ser sub sim
Sublimada, sublinhada
Em cada traço, colorida em todo espaço
Espaçada em toda cor
Espaço pra que não haja atentado ao pudor
E ela seja de novo violentada
‘Respeita as mina’, camarada
E fique ciente: ISSO NÃO É UM FAVOR!
Todos os dias, na rua, no trampo, no ‘buso’
Todos os dias, todas as horas, destratada
Todas as idas, todas as voltas, abuso
Todas partidas, todas chegadas, te uso
Toda sua vida, submetida por nada
Submissão, submersa,
suburbana
Subemprego, sub-amada,
subtraídaNão traída no sentido de traição profana
Falo desde a renda diminuída
À saia sexy desprotegida
Que ao estupro lhe atribui a fama
Mulheres, senhoras,
minas, ou como quiserem
Esse machismo nojento é
culpa nossaNunca nos preocupamos se esses atos te ferem
Olhamos se a bunda é boa, o peito é grande e a coxa é grossa
Se reclamar, a gente se apossa
Os tempos mudaram, alguns não percebem
O quanto esse machismo foi perpetuado
Mais novo, não percebia o quão escroto era
Se não era estimulado, também não era criticado
Hoje mais ligado, o que de mim se espera
Meu filho educado, esse erro se encerra
Machistas não passarão, já são passado
Assumir que pensava errado não reduz o erro
Só nos torna mais consciente pra mudança
Ao ser percebido, levante a bandeira primeiro
Ao retrocesso crescente, não deixe essa herança
Homem não quer ser o fo...? Seja a segurança
Pra confiança dela te enxergar como parceiro
Hoje ela teme a rua, o trampo, o busão
Voltamos então à estrofe inicial
Vamos proporcioná-las evolução
E não ser encoxada por seu asqueroso pau
Nem pela impunidade do juiz Eugênio do Amaral
Que entende ejaculação como importunação
Sem constrangimento moral
A substância gosmenta, nojenta, submete
Não mete, mas invade a privacidade,
A privê cidade, a perversidade
Onde o sexo em local público
Local público, não corpo público
Não causa espanto de novidade
E sob o sol a pino do dia
A ferida doía, não apenas a pele melecada sentia
No coletivo, ato tão repulsivo que lhe agredia
Na avenida ou sob a via
Em estação subterrânea
Habitual, corriqueira infâmia
Contra a sub-moça, submissa, sub-assalariada
Sempre cercada
Sem subterfúgio pra não ser caçada
Sem refúgio, sem ter fuga momentânea
Pra se sentir tranquilizada
Do submundo onde ela vive
Coisificada em línguas
váriasEla provocou, não me contive
Imputei-lhe punições sumárias
Invadi-lhe proibidas áreas
À sua vontade nem um pouco me ative
Ativei, ativo, ataquei, meu motivo
Agressivo, reativo ao sex appeal
Pistola criminosa é só no estilo fuzil
Pênis agrediu, é crime abusivo
Criminosos de pen, pens, pênis, permissivo
Representantes legais do Brasil
A mulher deve ser sub sim
Sublimada, sublinhada
Em cada traço, colorida em todo espaço
Espaçada em toda cor
Espaço pra que não haja atentado ao pudor
E ela seja de novo violentada
‘Respeita as mina’, camarada
E fique ciente: ISSO NÃO É UM FAVOR!
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quinta-feira, maio 03, 2018
Chamas Sem Ter a Quem Chamar
Um prédio caiu, desmoronou
A imprensa cobriu, noticiou
Houve quem de fato sentiu, lamentou
A queda? Doria atribuiu ao invasor
Porém, na narrativa do fato, ninguém percebeu
Nem estimativa, nem se sabe exato se alguém morreu
A construção falida, um retrato que o escombro escondeu
O resquício de vida jogado aos futuros planos de Deus
Sabe por que não se sabe se morreu alguém?
Porque eles já não eram vivos
Invisíveis e temidos
Lá bem no alto, largados no Largo, no centro de São Paulo
No Paissandu escondidos
Não sabemos se houve mortos
Não há a quem noticiar
Nem familiares a aparecer no lugar
A chorar, pra mídia filmar
Se houver corpos,
o repórter não terá a quem reportar
E diante da tragédia, jornais foram atrás
Do Ministério Público, Defesa Civil e laudos periciais
E entre as informações fundamentais
Um dos repórteres globais
Diz que não havia extintores... capaz...
Ô meu chapa, estava abandonado há 17 anos, queria o que mais?
Elevador funcionando e espirrando essências florais?
Enfim, os já não vivos na visão geral
Viviam malocados na região central
Gente que veio dali, de uma esquina brasileira
Gente que veio de fora, pra escapar da trincheira
E tal qual uma bomba na guerra
Sua base segura é só fumaça e terra
Terra que ruiu, num dia primeiro
Maio, Dia do Trabalhador
Trabalhador, cada vez mais em segundo plano, terceiro...
Escravizado como um favor
Rendido a um líder opressor
De gravata, de farda, de camiseta de qualquer cor
O incêndio por dentro consumiu
A audiência subiu, motivou
Quem sempre e somente proferiu
Palavras de rancor
Fez o que o editor pediu
Lamentou como tragédia: "o prédio caiu"
Mas, logo um culpado, que não seja o Estado, apontou
A mídia fez seu papel
De tirar da reta os seus, de forma sutil
Seu discurso sentido, construiu
A culpa dos culpados, implodiu, omitiu
Culpado é quem invadiu
E ninguém, repito, ninguém vai reclamar
Já que nunca existiu
Sem existir, pra que um lar?
Seu lar é o chão, Seu Brasil.
A imprensa cobriu, noticiou
Houve quem de fato sentiu, lamentou
A queda? Doria atribuiu ao invasor
Porém, na narrativa do fato, ninguém percebeu
Nem estimativa, nem se sabe exato se alguém morreu
A construção falida, um retrato que o escombro escondeu
O resquício de vida jogado aos futuros planos de Deus
Sabe por que não se sabe se morreu alguém?
Porque eles já não eram vivos
Invisíveis e temidos
Lá bem no alto, largados no Largo, no centro de São Paulo
No Paissandu escondidos
Não sabemos se houve mortos
Não há a quem noticiar
Nem familiares a aparecer no lugar
A chorar, pra mídia filmar
Se houver corpos,
o repórter não terá a quem reportar
E diante da tragédia, jornais foram atrás
Do Ministério Público, Defesa Civil e laudos periciais
E entre as informações fundamentais
Um dos repórteres globais
Diz que não havia extintores... capaz...
Ô meu chapa, estava abandonado há 17 anos, queria o que mais?
Elevador funcionando e espirrando essências florais?
Enfim, os já não vivos na visão geral
Viviam malocados na região central
Gente que veio dali, de uma esquina brasileira
Gente que veio de fora, pra escapar da trincheira
E tal qual uma bomba na guerra
Sua base segura é só fumaça e terra
Terra que ruiu, num dia primeiro
Maio, Dia do Trabalhador
Trabalhador, cada vez mais em segundo plano, terceiro...
Escravizado como um favor
Rendido a um líder opressor
De gravata, de farda, de camiseta de qualquer cor
O incêndio por dentro consumiu
A audiência subiu, motivou
Quem sempre e somente proferiu
Palavras de rancor
Fez o que o editor pediu
Lamentou como tragédia: "o prédio caiu"
Mas, logo um culpado, que não seja o Estado, apontou
A mídia fez seu papel
De tirar da reta os seus, de forma sutil
Seu discurso sentido, construiu
A culpa dos culpados, implodiu, omitiu
Culpado é quem invadiu
E ninguém, repito, ninguém vai reclamar
Já que nunca existiu
Sem existir, pra que um lar?
Seu lar é o chão, Seu Brasil.
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SP
Quem joga no seu time?
Preso, finalmente
Festa no país
Cadeia, ex-presidente
Corrupto, roubou nossa gente
Foi o cerne, a matriz
Tudo isso virou colorido
Verde, amarelo. pintou
O juiz que foi aplaudido
Camiseta e cartaz estampou
Em um muro, seu rosto erguido
Só uma coisa não se explicou
Ok, o povo queria "o cara" preso
Cara pálida, de que povo falamos?
O povo de bem que se sente indefeso
Defensor da moral nessa zona que estamos
Na zona, na sua fachada mesmo
Pôs-se a foto do juiz e festejamos
Lugar propício, perfeito ao tal ato
Uma mulher despida, oferecida à geral
Com a boca tapada, num cenário exato
Pra uma fila pronta ao ato sex... moral
E quem diria: um cafetão e um juiz, o retrato
Pra estampar o Brasil no jornal
Quem disser que está entendendo
Tudo o que está acontecendo
Ou está mais perdido que sei lá o quê
Ou está só fingindo saber
Pra qualquer versão, eis a sugestão:
Se ficar na dúvida de qual lado crer
Faça a seguinte reflexão:
Separe igual pelada na rua pra escolher sua seleção
Vai lá na qualidade por posição
Confira a escalação. Ó o esquadrão:
De um lado: Marone cafetão,
Feliciano, Malafaia, Bolsonaro e Frota
General, capitão
e uma pá de lustrador de bota
Jornalistas e artistas, facebook, whats,
E as fake News, tão na moda
Confira a escalação. Ó o esquadrão:
De um lado: Marone cafetão,
Feliciano, Malafaia, Bolsonaro e Frota
General, capitão
e uma pá de lustrador de bota
Jornalistas e artistas, facebook, whats,
E as fake News, tão na moda
Do outro lado, a oposição:
Professores, atores, Chico Buarque, Leci Brandão e Caetano
Poetas, rappers do cotidiano
Mano Brown, exemplares como Juca Kfouri e Trajano
Diante dos times, qual escolheria?
Eu teria opção formada
Analisaria qual proporia jogada
Ou na tática da porfia, você preferiria pancada?
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