terça-feira, maio 14, 2019
Beth foi essa Voz
O samba perdeu sua voz de lamento
Compôs Paulo Cesar Pinheiro
Beth Carvalho foi essa voz
Das coisas da gente, cantava por nós
Cantava a vida do brasileiro
e apontava o algoz
Beth não se americanizou
Era Brasil inteiramente
Saco de Feijão, Corda no Pescoço, quando cantou
Ela ali denunciou
O que se vive diariamente
E ela, com sua humildade
Que tive a oportunidade
De conhecer e entrevistar
Dizia que o samba se perdeu no tempo
que pagode não era novidade
Ela havia empregado o termo
Pôs na capa pra mostrar,
a certa forma de usar
A mulher Beth Carvalho, sambista
Foi madrinha de nomes, grupos e da história
Se o samba vive ou viveu sua glória
Foi essa mulher nesse meio machista
Que abriu cada porta
Gravou disco só do samba paulista
Sem rixa, com seu sotaque carioca
Beth nos deixou Sem Defesa com sua partida
A madrinha que pelas Andanças empunhava um cavaquinho
E Nelson no peito
Levava Cartola e a Mangueira pra avenida
Isso, Beth, fique tranquila, não será desfeito
Seu legado foi perfeito
Obrigado por sua vida
Lembretes:
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samba
segunda-feira, abril 29, 2019
Camuflado ou Rosa?
Um carro branco
Com pessoas negras
Outro, camuflado
Traje esverdeado
Deu-se o comando
Aponta! Certeza
É esse o alvo
Fuzil liberado
Fu-zi-la-men-to
Bem separadinho pra ficar claro
Evaldo, morreu; Luciano, morreu
Esposa, amiga e filho, escaparam
Evaldo e Luciano, certa vez, declararam
Que a região era segura, a tal Vila
Militar
O que cada um esqueceu
Que assim como na farda, camuflada
Tem cor que é difícil enxergar
Ou, pensando bem,
é até mais fácil de acertar
O caso virou nacional
O músico, ali mesmo se despediu
Dia 7 de abril, dia do jornalista.
Na cidade e no Estado do Rio,
O que a mídia cobriu
Era cena que já estava prevista
E a população consentiu.
Nessa fase pós-Temer golpista
Essa foi a promessa
Nisso, pelo menos nisso, ninguém mentiu
Foi avisado
E, mesmo assim, o pessoal ficou abismado
Puta que o pariu, viu?!
E eu nem contei o número de disparos
efetuados
Jornais deram capa preta e sangrenta
Exatamente, preta e sangrenta
Vou repetir, preta e sangrenta
Essas duas palavras juntas não parecem
distantes
Soam como complemento
Estamos acostumados o bastante
Pra não estranhar como destoante
elemento
Preta e sangrenta. Tiros? 3 a mais que 80
Que acertaram
E quantos atiraram?
Eram 9 na ação
Mataram o que mexia com canção
E outro que juntava do chão
Papelão e lata
E jogaram na lata na televisão
Comoção foi geral, quase geral
Pelas redes sociais
No Brasil, hoje, a comunicação oficial
Tratou como incidente
O Exército não matou ninguém,
disse o presidente
5 dias depois, 5 dias, minha gente
Luciano, catador, tentou salvar Evaldo
Os outros ocupantes correram procurando
respaldo
No saldo, a morte brutal
E o show do pai, Davi não verá
O que Davi viu, não se apagará
No futuro, não cobre dever cívico e moral
Não é essa imagem que ele trará
O que ele pode trazer a Evaldo Rosa
Fu-zi-la-do pelas Forças Armadas do
Brasil
É somente a rosa e a dor que sentiu
Seja 2 de novembro, Finados,
ou então, sem feriado,
7 de abril.
Lembretes:
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assassinato,
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violência
segunda-feira, abril 01, 2019
Março é delas
Março,
Mês da Mulher
Pela vida delas
Pela luta de todas elas
Exaltadas em março
Fecha em abril
Logo, dia 1º
Da Mentira
E as frases que inspira
No passado mês de março
Eu me uni, fui à luta
Em março, eu marcho
Nesse marco por elas
Eu, macho, depois desmarco,
Remarco, demarco
O meu espaço e a área dela
Abril?
Ela nem sabe o que a espera
Mês da Mulher
Pela vida delas
Pela luta de todas elas
Exaltadas em março
Fecha em abril
Logo, dia 1º
Da Mentira
E as frases que inspira
No passado mês de março
Eu me uni, fui à luta
Em março, eu marcho
Nesse marco por elas
Eu, macho, depois desmarco,
Remarco, demarco
O meu espaço e a área dela
Abril?
Ela nem sabe o que a espera
Lembretes:
#poesiasdodiego,
1º de abril,
8 de março,
Dia Internacional da Mulher,
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Mulher,
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poetas
sexta-feira, março 29, 2019
POSTAGEM URGENTE!
Recentemente, usei uma das redes
que percebo maior interação com o que posto, o Facebook, para perguntar: “Quais
redes sociais vocês usam e por que escolheu essas?”
Antes de publicar esta pergunta, eu a fiz para mim mesmo. As respostas foram um tanto reveladoras. No perfil pessoal do Instagram, por exemplo, repensei o porquê de mantê-lo. Sou locutor e não será lá que arrumarei novos Jobs de locução. Há caminhos bem mais profissionais para essa demanda. Não sou um especialista em microfones, cabeamento e aparelhagem, logo, tenho pouco a acrescentar aos meus seguidores. Escrevo meus poemas. O insta também não é o melhor canal para vídeos e textos. Logo, não haveria porque usar este espaço com essa proposta e ainda mais com um nome (@) que não tem nada a ver com o tema. Gosto de pedalar, correr, mas, por puro prazer próprio, sem me aprofundar em tecnologias de roupas esportivas ou peças e acessórios para bikes. Dessa forma, não sou nem busco ser referência nesse tema. Dessa forma, repensei e entendi que era uma rede que apenas me consumia tempo e pouco tinha a me acrescentar profissionalmente. E antes da contra-pergunta: não, eu não quero usar para exposição pessoal. Em nada me evolui.
E entre as respostas que obtive, houve quem optasse em algumas para postar, mas, pouco interagia. Em outras, mais para interagir e pouco posta. Houve também quem tenha bem definida uma ordem de prioridade e quem filtrou quais redes usa para cada fim. Essa disciplina não é tarefa fácil.
Quando vamos para o LinkedIn, outro tabu para muita gente, inclusive pra mim (assumo), reveja seus contatos e os conteúdos que pretende publicar. Em sua carreira, você pode ter passado por diversas áreas e, certamente, nem todos os seus colegas de profissão vão se interessar por conteúdos que não se enquadrem em seu rol de atividades. No entanto, reavalie se esta é uma rede social interessante para você e se a resposta for sim, coloque na balança o tempo geral que dedica a redes sociais e calcule essa proporção referente ao LinkedIn. Você pode encontrar aí aquele ‘ladrão’. Sabe quando há um desvio ou um furo num cano e dizemos que a água está escapando pelo ladrão? Nesse caso, é o tempo que falta e você justifica com outras atribuições.
Em conclusão, elaborei este texto pela insatisfação pessoal com o consumo do meu tempo com as redes e quando fiz a reflexão sobre as razões aplicadas, estratégias e objetivos, descobri olhares ainda inéditos pra mim. Fazer esta revisão interna do porquê usamos redes sociais e por que escolhemos uma ou outra é, no mínimo, esclarecedor.
Antes de publicar esta pergunta, eu a fiz para mim mesmo. As respostas foram um tanto reveladoras. No perfil pessoal do Instagram, por exemplo, repensei o porquê de mantê-lo. Sou locutor e não será lá que arrumarei novos Jobs de locução. Há caminhos bem mais profissionais para essa demanda. Não sou um especialista em microfones, cabeamento e aparelhagem, logo, tenho pouco a acrescentar aos meus seguidores. Escrevo meus poemas. O insta também não é o melhor canal para vídeos e textos. Logo, não haveria porque usar este espaço com essa proposta e ainda mais com um nome (@) que não tem nada a ver com o tema. Gosto de pedalar, correr, mas, por puro prazer próprio, sem me aprofundar em tecnologias de roupas esportivas ou peças e acessórios para bikes. Dessa forma, não sou nem busco ser referência nesse tema. Dessa forma, repensei e entendi que era uma rede que apenas me consumia tempo e pouco tinha a me acrescentar profissionalmente. E antes da contra-pergunta: não, eu não quero usar para exposição pessoal. Em nada me evolui.
E entre as respostas que obtive, houve quem optasse em algumas para postar, mas, pouco interagia. Em outras, mais para interagir e pouco posta. Houve também quem tenha bem definida uma ordem de prioridade e quem filtrou quais redes usa para cada fim. Essa disciplina não é tarefa fácil.
O Twitter, de longe, é minha rede
favorita pela praticidade e informação que adquiro através dela. No entanto,
reconheço que, nela, sou muito mais um receptor de conteúdo que alguém ‘interessante’
de ser seguido. No Facebook, que, recentemente dei uma boa afastada das minhas
preferências, percebo que é uma das mais eficazes em interação de pessoas que realmente fazem parte do meu convívio. Nesse caso, ando
repensando a dedicação de mais tempo ao bom e velho Face.
Para meu trabalho com os eventos,
o Instagram - conta empresa já parece ser o mais interessante. O visual dos eventos impacta de
forma mais positiva e os conteúdos que escolho apresentar são mais adaptados ao
que é atrativo ao insta. Reavaliar se o seu conteúdo é visual e bonito ajuda
muito a entender se esta rede social é a mais adequada para você.
Quando vamos para o LinkedIn, outro tabu para muita gente, inclusive pra mim (assumo), reveja seus contatos e os conteúdos que pretende publicar. Em sua carreira, você pode ter passado por diversas áreas e, certamente, nem todos os seus colegas de profissão vão se interessar por conteúdos que não se enquadrem em seu rol de atividades. No entanto, reavalie se esta é uma rede social interessante para você e se a resposta for sim, coloque na balança o tempo geral que dedica a redes sociais e calcule essa proporção referente ao LinkedIn. Você pode encontrar aí aquele ‘ladrão’. Sabe quando há um desvio ou um furo num cano e dizemos que a água está escapando pelo ladrão? Nesse caso, é o tempo que falta e você justifica com outras atribuições.
Em conclusão, elaborei este texto pela insatisfação pessoal com o consumo do meu tempo com as redes e quando fiz a reflexão sobre as razões aplicadas, estratégias e objetivos, descobri olhares ainda inéditos pra mim. Fazer esta revisão interna do porquê usamos redes sociais e por que escolhemos uma ou outra é, no mínimo, esclarecedor.
Seria muito legal saber se você
já tomou essa iniciativa antes, quais resultados ou respostas obteve e quais
foram os passos dados para mudar. E lembre-se de duas coisas:
- Ninguém está nem aí pro que você posta da sua vida.
- Não entregue sua felicidade ao número de curtidas ou à atenção que conseguiu atrair na timeline das pessoas.
Lembretes:
Críticas,
Em Prosas,
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instagram,
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postagem urgente,
Rede Social,
redes sociais,
Reflexões,
tempo,
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quinta-feira, março 28, 2019
O Ponto Final
Sempre o ponto final
É. Não é. Foi ele. Não foi.
O moleque armado que invade a escola
É esse ponto. Letal. Mortal.
E ele pôs vários pontos
Reticências não. Pontos finais
Que encerram a oração
Subordinada à oração
Ora-se pra pedir ou até por gratidão
E a cada oração, ponto final, amém
O ponto é quem lotou a Febem
O ponto é a pausa, respiração
O ponto é a decisão, a explicação
Que se dá pra julgar alguém à sua visão
Orações a tantos pontos perdidos
Em orações esquecidos
Pontos que se perderam
Frases que não construíram
Houve quem perdeu o ponto
Chegaram a um ponto que se destruíram
E sequer refletiram
Apenas não pontuaram
Sendo eles, os próprios pontos
Mas, ponto que é ponto mesmo
Carrega em seu passado, uma série de vírgulas.
É. Não é. Foi ele. Não foi.
O moleque armado que invade a escola
É esse ponto. Letal. Mortal.
E ele pôs vários pontos
Reticências não. Pontos finais
Que encerram a oração
Subordinada à oração
Ora-se pra pedir ou até por gratidão
E a cada oração, ponto final, amém
O ponto é quem lotou a Febem
O ponto é a pausa, respiração
O ponto é a decisão, a explicação
Que se dá pra julgar alguém à sua visão
Orações a tantos pontos perdidos
Em orações esquecidos
Pontos que se perderam
Frases que não construíram
Houve quem perdeu o ponto
Chegaram a um ponto que se destruíram
E sequer refletiram
Apenas não pontuaram
Sendo eles, os próprios pontos
Mas, ponto que é ponto mesmo
Carrega em seu passado, uma série de vírgulas.
Lembretes:
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Reflexões,
vírgula
sexta-feira, março 01, 2019
Mal Começou o Ano
Jornal do dia anterior
Sinto-me atrasadoNum ano que mal começou
Mal começou e começou mal
Reporto em versos a dor
Um pesadelo contínuo acordado
Destroçado num lamaçal
E a lama que desabrigou
Fez Brumadinho, um canal
Pôs Brumadinho no canal
Nos canais
Nos banais fatos; às vezes, normais
Normal mesmo é o relato
Do Zé no anonimato
Que, na real, na real mesmo
Ele vale o que Vale o contrato
Contratos... promissores...
Jogadores?
Nem são deles que trato
Prometiam adequadas instalações
Administram agora indenizações
Contêiner nas construções
Nem todas as permissões
Nem venha com condições
Milhões para medalhões e figurões
Vermelho é cor quente
O preto é cor luto
O branco do escudo
É a paz tão ausente
Em um Rio absurdo
Depois, Boechat se vai
O helicóptero no ar, cai
A rádio do ar, sai
E, por aí, só se ouve: pai, pai, pai
Papai precisa cuidar do garoto
Dos garotos: do municipal ao federal
Do modesto custeio eleitoral
Lustra-móveis num pano
DesMOROna a cara-de-pau
E o foro, um privilégio insano
Até então, benefício imoral
Não, não estava nos planos
Mal começou o ano
Já gastar com Queiroz e explicar laranjal
Lembretes:
#poesiasdodiego,
2019,
Boechat,
Bolsonaro,
Brumadinho,
Corrupção,
incêndio,
laranja,
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quarta-feira, fevereiro 27, 2019
Poesia em Papel e Gavetas
Tenho deixado pra amanhã
Decorar o que escrevo
E o que eu escrevo
É sobre hoje
Um hoje que é hoje há tanto tempo
Eu escrevo sobre o Brasil
Sobre Osasco, sobre sentimento
Eu escrevo sobre o frio, o fuzil
E um Estado violento
O que eu escrevo está em papel
E memórias online, digitais
Sobre o que vi nos jornais
Sobre o que eu li no cordel
Slam, sarau, e a poesia segue no ar
Pronta pra ser encontrada bruta; e lapidada,
Às vezes, curta e enxuta, às vezes, encharcada
Salgada de lágrimas, que fazem borrão da caneta
Por vezes, azul; raramente, vermelha; por vezes, preta
O papel manchado e a mancha do passado
Que me fez sentar e escrever de veneta
Mas, escrever pra que, se não decoro pra dizer?
Pra publicar? Onde? Pra quê que alguém vai ler?
Quando ouvir este, que eu tenha decorado
Que eu tenha declamado
Pois, pra quê poesia?
Se rimar é por si, rebeldia
É transcrever gritaria
Na gaveta, trancado
É só mais um verso, disperso, calado.
Decorar o que escrevo
E o que eu escrevo
É sobre hoje
Um hoje que é hoje há tanto tempo
Eu escrevo sobre o Brasil
Sobre Osasco, sobre sentimento
Eu escrevo sobre o frio, o fuzil
E um Estado violento
O que eu escrevo está em papel
E memórias online, digitais
Sobre o que vi nos jornais
Sobre o que eu li no cordel
Slam, sarau, e a poesia segue no ar
Pronta pra ser encontrada bruta; e lapidada,
Às vezes, curta e enxuta, às vezes, encharcada
Salgada de lágrimas, que fazem borrão da caneta
Por vezes, azul; raramente, vermelha; por vezes, preta
O papel manchado e a mancha do passado
Que me fez sentar e escrever de veneta
Mas, escrever pra que, se não decoro pra dizer?
Pra publicar? Onde? Pra quê que alguém vai ler?
Quando ouvir este, que eu tenha decorado
Que eu tenha declamado
Pois, pra quê poesia?
Se rimar é por si, rebeldia
É transcrever gritaria
Na gaveta, trancado
É só mais um verso, disperso, calado.
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